Do arquivo mensal:

Agosto 2009

Sobre a importância das campanhas negras

por Pedro Sousa em 27 de Agosto de 2009

em País

Gráfico_Campanha_Negra

O que ressalta de mais relevante neste gráfico é que as quebras mais significativas das intenções de voto no PS coincidiram com o lançamento, em alguma imprensa, de casos em o Primeiro-Ministro estaria envolvido. Ressalta igualmente que a forma determinada como o PS atacou a crise despoletada coma a falência do Lehman Brothers valeu-lhe uma subida nas sondagens.

O caso da licenciatura na Universidade Independente foi lançado nas páginas do Público, o jornal de Belmiro de Azevedo, pouco tempo depois da OPA da Sonaecom sobre a PT, ter falhado.

Já o caso Freeport foi desenterrado pela jornalista Felícia Cabrita (a mesma que andou a investigar o caso Casa Pia), do Jornal Sol, do qual é accionista Joaquim Coimbra, militante do PSD e, concomitantemente, accionista do BPN. O caso já havia sido trazido para a campanha de 2005 e tendo motivado uma condenação a 8 meses de prisão ao inspector da PJ José Torrão, por andar a tentar entalar Sócrates no caso.

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«Mesmo em termos daquilo que nós, PSD, podemos fazer quando formos para o Governo, o que se tudo correr bem será daqui a uns dias, não é evidente que haja muita coisa que se possa fazer, porque a situação é de tal maneira difícil, os problemas são de tal maneira grandes que a margem de manobra que o futuro Governo vai ter é muito limitada e o programa do PSD é deliberadamente prudente.»

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Vários bons sinais na economia

por Pedro Sousa em 24 de Agosto de 2009

em País

Segundo o relatório Banco de Portugal sobre Julho os indicadores de actividade económica e de consumo privado subiram face ao mês anterior.

O volume de negócios no comércio a retalhe tevo um comportamento melhor do que em Junho. O mesmo se aplica à venda de automóveis ligeiros e pesados comerciais (valores trimestrais face ao trimestre homólogo).

O índice de confiança dos consumidores subiu, tal como a confiança nos sectores do comércio a retalho, serviços, construção e indústria transformadora.

O défice da balança corrente teve uma diminuição (logo melhoria) de €2477.1 milhões.

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DIZEM QUE É NERVOSISMO

por Pedro Sousa em 21 de Agosto de 2009

em País

Agora está na moda, quando se insiste em conhecer o programa eleitoral do PSD (se é que alguma vez vai existir… Manuela F Leite já disse que não deve haver grandes expectativas) ouvir os seguidistas dizer coisas como, “Andam sempre a falar disso… andam nervosos?”

Sim, eu ando nervoso. Mas não é porque o PSD não tenha (e dúvido q venha a ter) um programa eleitoral.  O meu nervoso miudinho deve-se ao facto de que, como vivemos numa democracia, pode acontecer que Manuela Ferreira Leite ganhe as eleições e a pobreza de ideias, falta de rasgo, bota-abaixismo e zero esperança que ela representa tomem conta do meu país.

É por isso que fico nervoso. O programa fiquem lá com ele.

Já agora uma pergunta breve: como é que alguém que é líder de um partido (principal da oposição) desde Junho de 2008, demora tanto tempo a elaborar uma alternativa? Coitados se, com ela no poder, fosse necessária acção rápida para responder, por exemplo, a uma das piores crises da história moderna.

Sim, ando nervoso. Muito nervoso… mas CONFIANTE e com ESPERANÇA!!images

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MOMENTOS ALTOS DA ENTREVISTA DE MFL

por Pedro Sousa em 21 de Agosto de 2009

em País

1- Sobre o “watergate-português”, Manuela Ferreira Leite disse “Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há” Por outras palavras, não interessa se a suspeita tem ou não fundamento; basta que a suspeita exista. É a política da verdade…intuida. Ferreira Leite não sabe, nem está preocupada em saber a verdade. Basta sentir — sobretudo, basta que os outros sintam. Deve ser isto que Ferreira Leite tem em mente quando diz que quer fazer política com as pessoas. Isto é puro populismo. E é preocupante;

 

2- A verdade de Ferreira Leite é que o PS está errado. A verdade de Ferreira Leite quase que cabia numa página A4. Quando confrontada com o conteúdo positivo da sua verdade, Ferreira Leite termina com algo mais ou menos assim: “a minha verdade não vai surpreender ninguém porque apesar de todos dizerem que eu não digo nada eu já disse tudo”. Não perceberam? Eu também não. E fiquei ainda mais baralhado quando disse que as medidas de Sócrates são um desastre vindo depois dizer Sócrates copia todas as suas ideias. Baralhadíssimos? Eu também;

 

3- (Advertência: esta é complicada). A verdade económica de Ferreira Leite é que os números do crescimento da Alemanha e da França são verdadeiros e que isso é bom porque mostra que a crise pode estar a passar. Já o crescimento económico português é irrelevante porque os números são meras realidades estatísticas sem qualquer significado. Por outro lado, os números Portugueses até são verdadeiros (?) só que isso é causado pela performance “lá de fora” e não por qualquer medida do actual governo. (Calma, isto ainda não acabou). Por outro lado, os números do desemprego português  são super importantes  e devem ser interpretados desconsiderando o facto do mundo (coisa pouca) estar a passar pela maior crise económica desde a grande depressão. Que o desemprego tenha disparado em todo o mundo, é irrelevante. Para Ferreira Leite só interessa uma coisa: Portugal tem a maior taxa de desemprego dos últimos 30 anos. Ficamos a saber que, apesar de ser inflexível nos princípios, pratica uma hermenêutica varíavel em tudo o resto, não porque a realidade assim o exige, mas simplesmente por que lhe dá jeito. Ferreira Leite só não é calculista nos seus princípios morais

vale a pena continuar a ler aquiimages

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FALAM DA VERDADE MAS NÃO QUEREM NADA COM ELA

por Pedro Sousa em 21 de Agosto de 2009

em País

WK5YMCAN438MACA629QG4CA7SAJVCCAW19T08CAGO65UHCAXQEDQMCAFQ35LFCAR6D4MXCAL9Y9UACAA8QGIUCAK46NK2CACU9RJZCA77DZEOCAFPBJ40CALSB6YNCAHJZ0GACAYAHVF6CABVA63MNão quero saber se há escutas ou não, não quero saber se há retaliações ou não. O que é grave é que as pessoas acham que há
Manuela Ferreira Leite, hoje na Grande Entrevista na RTP

(nota: Grande Entrevista é o nome do programa, pelos ecos que recebi a entrevista foi uma piquena e média entrevista)

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Ofertas de Emprego com forte subida

por Pedro Sousa em 19 de Agosto de 2009

em País

De acordo com o IEFP o número de ofertas de emprego teve em Junho uma fortíssima subida de 18,2% face ao mês anterior. Além de ser uma forte subida, o número de ofertas foi dos mais altos dos últimos 5 anos, apenas ultrapassado opr Setembro de 2008.

O relatório diz ainda que houve uma descida de desempregados entre os jovens, bem como dos trabalhadores com formações mais avançadas.

O desemprego teve uma forte queda mensal no Algarve (-5,4%) mas também desceu nos Açores, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e Centro.

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As Listas de Schindler do PSD

por Pedro Sousa em 19 de Agosto de 2009

em País

M. Ferreira Leite tornou-se nos últimos tempos uma espécie de Schindler a fazer listas. Coitada, não deve ter sido fácil… Mas, como se fala mais das listas do PSD do que dos programas dos outros, Ferreira Leite escusa mesmo de apresentar o seu programa. Já o tem: é a sua lista de deputados.
É verdade, uma lista de deputados à AR dá sempre pistas sobre a futura praxis governativa. Interpretemos: com Couto dos Santos nas listas, não é preciso espiar assessores de Cavaco para ver que ele vai estar metido num hipotético governo PSD. A. Preto numa escuta da PJ disse, ao abrir uma mala,”ui, nunca vi tanto dinheiro junto!” Cá está, com o PSD vem aí a recuperação económica. M. J. Nogueira Pinto na lista é sinal de um possível acordo com o PS e rejeição de P. Portas… ou o contrário. Com a Zezinha a política tem sempre um vice-versa.

in http://www.ionline.pt/conteudo/18902-as-listas-schindler-do-psd

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AS LISTAS DO PS PARA AS AUTÁRQUICAS

por Pedro Sousa em 19 de Agosto de 2009

em Arouca

Eis que os dados estão lançados e que já se conhecem os candidatos.

Convém referir que faço parte da lista de candidatos à Assembleia Municipal pelo Partido Socialista, numa lista liderada pelo Dr. Jorge Oliveira.

Conhecendo agora todas as listas, queria aqui reforçar o orgulho em pertencer a um partido que olhou para os objectivos antes de olhar para os resultados eleitorais. Que acredita que o trabalho desenvolvido até aqui permitirá – em conjunto com as propostas a apresentar ao eleitorado – que os Arouquenses reforcem a confiança no PS e nos seus candidatos. Por acreditar nisso, parte o PS para estas eleições escolhendo pessoas que considera mais valias para o desenvolvimento da actividade dos orgãos autárquicos, pouco preocupado com contabilidades eleitorais. A competência primeiro, em linha com os objectivos estratágicos definidos. É preciso agora partilhar a nossa visão com os arouquenses.

No caso da Câmara Municipal, estão definidos dois objectivos macro, que são a aposta no ambiente (que, obviamente, interage com diversas áreas) e o turismo. Curiosamente (ou não) onde o apoio do Governo PS (caso ganhe as eleições) será reforçado, tal como já referiu António Vitorino. Portanto, uma visão alinhada com o futuro Governo. Uma visão assumida pelo Engº Artur Neves e que procurará estimular ainda mais o desenvolvimento de Arouca.

Arouca precisa de olhar muito para além da mera gestão do dia-a-dia, com uma visão de autarcas modernos, com ideias novas, que acompanharam os tempos e procuram que o concelho que dirigem faça o mesmo. Não esquecer o que aflige os municipes na sua vida diária, mas conseguindo pensar de forma mais abrangente e estratégica, de que forma queremos posicionar Arouca.

Acreditando que estas serão as áreas de desenvolvimento futuro do município, foi necessário que a Câmara Municipal se rodeasse de quem melhor, entre os arouquenses, pudesse desenvolver estas áreas. Assim, ficamos a conhecer (quem não conhecia) a Dra. Isabel Vasconcelos, formação destacada em Ciências do Ambiente, tem interagido com diversos organismos do Ministério do Ambiente (portanto conhecedora do funcionamento do Estado nesta área) e assessorado a Câmara Municipal de Matosinhos do desenho da respectiva politica de gestão ambiental. Além disso, exerce actualmente funções na CCRN.

O Sr. Albino Oliveira, reconhecido pelo Engº Artur Neves e anterior vereação como um super-vereador, tantos foram os pelouros que conseguiu – à custa de muito sacrificio pessoal – gerir. Alguém muito próximo das freguesias e dos seus orgãos. Um conhecedor profundo das necessidades de Arouca e das diversas freguesias.

Contaremos também com a Dra. Margarida Belém, conhecedora profunda de Arouca e, principalmente, conhecedora das potencialidades turisticas do nosso concelho. Uma mais valia inquestionável num municipio que pretende apostar forte na manutenção de um sector que conheceu um crescimento extraordinários nos mandatos do PS e que urge agora desenvolver e reforçar. Com formação superior na área de Turismo, foi Chefe de Divisão de Promoção Interna e Externa na Região de Turismo da Rota da Luz (considerada, na altura, uma das melhores regiões de turismo do país).

Destaco apenas ambas estes 4 candidatos, não por qualquer desrespeito pelos restantes elementos, Dra Rosa Santos e o sr Mário Brandão, mas apenas pelo pragmatismo da análise de potenciais resultados.

Na Assembleia Municipal, o Dr. Jorge Oliveira operou uma renovação, não esquecendo a experiência de alguns elementos. Mistura de juventude com pessoas das mais diversas formações profissionais. Muitos que se estrearão na Assembleia Municipal, mas que se pretende sejam interventivos deputados municipais no apoio à Câmara Municipal, mas, acima de tudo, gente com espirito critico no acompanhamento, análise e fiscalização da sua actividade.

Os últimos 16 anos de gestão do Partido Socialista na Câmara Municipal representaram um desenvolvimento impar na história de Arouca. Não podemos parar agora. Arouca anda nas bocas do país e temos de continuar a capitalizar essa oportunidade.

Tal como nos últimos 16 anos, o PS quer estar presente em mais um capítulo do desenvolvimento de Arouca.

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UMA DIFERENÇA IMPORTANTE

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2009

em País

Para o PSD, é a economia que gera emprego. Para o PS, é a economia, mas também as políticas activas de emprego, destinadas, por exemplo, a promover a formação profissional em contextos de trabalho, a inserção de jovens no mercado de trabalho, e a protecção de postos de trabalho ocupados por trabalhadores mais velhos.

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