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Terça-feira, Agosto 4, 2009

Ainda há quem acredite?

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em País

Já defendi aqui que as promessas fazem parte da campanha política. Não existem campanhas sem promessas ou sem compromissos.

Após as eleições, cada um no seu cargo, terá de procurar forma de dar corpo às promessas apresentadas. Entretanto o mundo gira, a economia sobe e/ou desce, as entidades/pessoas com quem interagimos têm posições perto ou longe das nossas, etc, etc.

Dizer o que disse Manuela Ferreira Leite é uma vigarice política, sem vergonha, porque nem tudo está no seu controlo. E o que disse MFL:

“Tenho a ideia absolutamente categórica de que não farei nenhuma proposta que não seja exequível na prática”

MENTIRA!

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ESSA TRETA DO MAGALHÃES

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em País

A Bélgica, o Luxemburgo, os Emirados Árabes Unidos, a Hungria, a Roménia, Macau, Moçambique, a Argentina e Cabo Verde já adoptaram o Magalhães. Agora, segundo o i, também a Espanha vai ter o seu Magalhães:

    No próximo ano lectivo, todos os alunos espanhóis de dez e 11 anos vão ter um computador de baixo custo feito à imagem e semelhança do português Magalhães. A experiência tecnológica feita em Portugal impressionou tanto o chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, que está em marcha um projecto decalcado do “e-escolinhas” de José Sócrates. Chama-se “Escuela 2.0″ e vai distribuir 420 mil portáteis educativos aos alunos do quinto ano de escolaridade.

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QUE VERDADE?

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em País

Centremo-nos no único ponto passível de discussão: a Verdade. Para Ferreira Leite, a nossa verdade é o endividamento: não há dinheiro para nada e o PS, se insistir na sua política de investimentos, vai levar-nos à ruína. Dito assim, impressiona. Estamos perante uma reedição do discurso da tanga. Mas, e independentemente da nossa avaliação sobre a estratégia de desenvolvimento proposta pelo PS, a verdade, em si mesma, não é nem nunca poderá ser um programa político, pois um programa implica duas coisas: um diagnóstico sobre a situação do país e um compromisso com um plano de acção. Desde Aristóteles que a política é entendida como uma forma de acção, mas Ferreira Leite decidiu inovar e propõe uma alternativa: a resignação e a passividade estóica.

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a dança das cadeiras

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em Arouca

Quando era mais novinho, jogava muitas vezes a dança das cadeiras. Quando a musica acabava, todos tentavamos arranjar lugar.

Nesta altura de escolha de listas para a Câmara, começa agora a musiquinha… todos de roda dos lugares, a ver quem senta primeiro.

E a vontade de “alapar o rabo” dá cabo de princípios, de antigas lutas, de posições políticas.

Pelo que se ouve dizer, há uma lista que vai incorporar quem queira muito uma cadeira, nem que para isso tenha de mudar a musica que anda a trautear há muitos anos.

Eu lembro-me, que mesmo em miudo, por muita vontade que tivesse de “alapar o rabo” não atropelava regras e queria ganhar o jogo de cabeça levantada.

Mas há quem, por um lugar sentado, seja capaz de tudo.image

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