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País

Havia na Assembleia da República uma Comissão de Ética…

por Pedro Sousa em 11 de Março de 2010

em País

Havia na Assembleia da República uma Comissão de Ética. Ninguém sabia qual a sua utilidade até ao dia em que alguns deputados da oposição decidiram que a dita comissão devia avaliar as suspeitas de interferência do Governo- do actual governo – nos média. As audições a que temos assistido são um bom exemplo da mediocridade política em que este país vegeta e o toque de finados da Comissão. Montaram um circo, por onde desfilam, salvo raras excepções, vaidades incontidas, ressabiamentos vários e ódios de estimação. Tudo tão pequeno, tão baixo e tão ridículo que mete dó. Uns, eufóricos, distribuem pelos deputados fotocópias; outros, a destilar ódio em cada sílaba, envolvem o Rei de Espanha nos ataques à “liberdade de imprensa”; outros, ainda, venenosos, garantem a pés juntos, perante o ar cândido dos inócuos deputados, que sofreram pressões dos socialistas como nunca tinham sofrido em toda a sua vida. Cada um à sua maneira expôs o retrato das nossas elites jornalísticas: são homens e mulheres com partido, empenhados na luta política – o que é normal -, cobrindo-se com o manto diáfano da “liberdade de imprensa” – o que é vergonhoso. No final das audições, a Comissão de Ética está no mesmo sítio de onde partiu, no que diz respeito aos objectivos a que se propôs, mas deu um grande contributo para mostrar as misérias de quem tem por profissão informar.

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    Um último tema de almoço foi a comunicação social. O caso Marcelo/TVI, as mudanças na Lusa (para onde fora nomeado um indefectível Santana Lopes: Luís Delgado) e na RTP (onde se falava da substituição de José Rodrigues dos Santos), o problema da direcção do DN (onde Fernando Lima fora destituído, tendo sido convidada para o substituir a Clara Ferreira Alves, que acabaria por declinar – vindo o cargo a ser ocupado por Miguel Coutinho, do qual já se falou, e que também não aqueceria o lugar).Perguntei directamente a Santana Lopes qual era o objectivo de se abrirem tantas frentes de guerra, sendo certo que o Governo nunca controlaria a comunicação social, porque isso se tornara impossível nos tempos modernos. “Você acredita mesmo que é possível domesticar uma redacção?”, interpelei-o directamente. Ele respondeu-me que eu teria razão, mas desabafou: “O que é que você quer que eu faça? O Luís Delgado entra-me por aqui dentro a pedir para fazer mudanças e eu não posso dizer a tudo que não; e depois o Morais Sarmento (ministro que tinha a tutela da televisão publica) é um excitado e está em guerra com a RTP…”. Percebi nesse almoço que não havia volta a dar à situação: o desvario tinha-se instalado no poder’.
    José António Saraiva (Confissões, 2006, pp.390-391) (quando ainda era director do Expresso)

Observe-se o raciocínio do pequeno grande arquitecto: as suas dúvidas relativas às “frentes de guerra” abertas pelo Governo de Santana com a comunicação social e à aparente vontade deste de controlar a comunicação social (é nestes termos que o autor coloca a questão) incidem apenas no facto de isso ser, por um lado, uma impossibilidade nos “tempos modernos” e, por outro, um sinal de incompetência e de “desvario” do poder politico.

Por outras palavras, o pequeno grande arquitecto nunca põe em causa os propósitos políticos que estas intenções do Governo de Santana revelam. As suas “frentes de guerra” podiam ser censuráveis por motivos diferentes (impossibilidade de atingir o objectivo, incompetência e descoordenação na acção governativa), mas não pela vontade de controlar a comunicação social que o autor imputa ao primeiro-ministro Santana Lopes.

Acresce que, se o pequeno grande arquitecto sabia do que descreve no seu livro, por que não denunciou esta situação no Expresso na altura exacta? Por que reduz tudo isto a um quase fait-divers político?

http:\\www.corporacoes.blogspot.com


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Presidente da Sonaecom contradiz José Manuel Fernandes

por Pedro Sousa em 11 de Março de 2010

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O presidente executivo da Sonaecom, Ângelo Paupério, contradisse hoje o ex-director doPúblico, José Manuel Fernandes, afirmando no Parlamento que o Governo nunca pressionou a empresa para mudar a direcção do jornal

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De comissão em comissão

por Pedro Sousa em 10 de Março de 2010

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Das audições que a Comissão de Ética está a fazer acerca da liberdade de expressão, especialmente centradas num alegado plano do Governo para controlar a TVI através da PT, é já possível retirar duas grandes conclusões:

1. Todas as pessoas que intervieram directamente nas negociações entre a PT e os espanhóis da PRISA negaram qualquer intervenção, ou conhecimento prévio, do Governo.

2. As pessoas que não intervieram nas negociações – quase todas com interesses económicos concorrentes da PT ou da PRISA/Media Capital – dizem “acreditar” ou “estar convencidos” de que o Governo conhecia as ditas negociações.

Perante isto, o que vai inquirir, DE FACTO, a famosa Comissão de Inquérito?

daqui

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CAIXA DE PANDORA II

por Pedro Sousa em 10 de Março de 2010

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Já tinha escrito aqui que as declarações de Arons de Carvalho na comissão de ética abriram a caixa de pandora… e dessa caixa vão saindo mais pérolas:

Granadeiro diz que Morais Sarmento o pressionou para demitir directores do JN e 24 Horas

e

O ex-presidente da Media Capital Miguel Pais do Amaral acusou hoje o “casal Moniz” de ter tentado manipular a informação da TVI, garantindo que só a sua fiscalização enquanto esteve no grupo impediu que isso acontecesse

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HOJE NO JN SOBRE “Segredo de Justiça censurado”

por Pedro Sousa em 8 de Março de 2010

em Arouca, País

Tribunais ignoram alegadas mentiras

Em 2007, Portugal foi condenado no caso Almeida Azevedo. Este era líder do PSD/Arouca quando, no jornal “Defesa de Arouca”, chamou “mentiroso” ao presidente da Câmara, Armando Oliveira. O arguido quis fazer prova da acusação, mas o Tribunal de Arouca não achou necessário, porque o artigo era “globalmente ofensivo”, e condenou-o por difamação. Já o TEDH referiu o interesse público do assunto que suscitara a acusação, considerando que os tribunais nacionais deveriam ter analisado os factos que levaram Azevedo a chamar mentiroso ao outro.

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GREVE

por Pedro Sousa em 7 de Março de 2010

em País

Como acontece em todas as greves, nesta última greve geral da Função Pública, os sindicatos reivindicaram 80% de participação e o governo declarou que não ultrapassou os 13%. Uma vez que a greve suspende o direito à retribuição, é do interesse de todos os que pagam impostos, saber se o Estado, enquanto entidade patronal, só descontou o dia de greve a 13% dos funcionários públicos quando 80% não comparecerem ao trabalho. Se assim foi, há qualquer coisa que não está a funcionar bem na Administração.

via blog Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos

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SOU SÓ EU QUE FICO CONFUSO COM ESTE JORNALISMO?

por Pedro Sousa em 7 de Março de 2010

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Freeport: investigadores sem novos indícios para deslocação a Londres.

Público06.03.10.

PJ em Londres para investigar novas pistas contra Sócrates.

Expresso06.03.10.

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NÃO VÁ OS NÚMEROS NEGAREM A REALIDADE

por Pedro Sousa em 7 de Março de 2010

em País

Sindicatos recusam proposta do Governo de monitorização conjunta dos dados de adesão à greve

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AO OUVIR PARTE DOS DEBATES DOS CANDIDATOS DO PSD

por Pedro Sousa em 5 de Março de 2010

em País

associei-os logo à frase de Malcolm Forbes:

It’s so much easier to suggest solutions when you don’t know too much about the problem.

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