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País

ESTÁ A FICAR CARO…

por Pedro Sousa em 6 de Setembro de 2012

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Lido algures…

- Então, Albertina como é que vai?
- Mal, muito mal. O meu marido foi despedido e a minha filha não arranja emprego.
- Já ouvi dizer. Mas a vizinha dizia que pagava para ver o Sócrates fora do Governo.
- Pois…Mas nunca pensei que tinha que pagar tanto.

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Tirar-nos a dignidade…

por Pedro Sousa em 11 de Agosto de 2012

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Mais um ano destas políticas e nenhuma dignidade restará ao português comum.
Sem hipótese de ter o seu modo honesto de ganhar a vida, o seu tecto e comida na mesa para a sua família, o mais forte dos homens verga. Rende-se, e aceita tudo o que lhe cair em cima. 
Não me canso de escrever que trata-se de uma luta pela nossa dignidade como pessoas, sem ela, todo o tipo de escravidão é possível. 

Sim, já chegou a este nível, temos andado distraídos. 

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VOTAR A FAVOR DA MOÇÃO DE CENSURA

por Pedro Sousa em 24 de Junho de 2012

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Por principio diria que o Partido Socialista não deveria votar favoravelmente a moção de censura do PCP. Vivemos tempos conturbados, devido, principalmente, a uma Europa fraca e sem coragem e o impacto de tal decisão poderia causar danos à execução do plano de ajustamento português.

Mas perante todas as recentes notícias sobre os resultados da política do PSD – que, recordemos, foi, DE ACORDO COM O PRÓPRIO PSD, para além da troika – julgo que o PS deve votar a favor. Se todas estas medidas resultaram em absolutamente nada, acho que vale tudo para mudarmos de Governo e de políticas. Votar a favor de uma moção de censura – independentemente do resultado – é uma das que vale a pena.

O que sabemos hoje, passados 25% do mandato do PSD, com carta quase branca de todo o país e com a complacência de uma imprensa mole e sindicatos calmos (por falar nisso, o Mário Nogueira, da FENPROF, morreu?)… Perguntava eu, o que sabemos hoje?

Sabemos:
- estamos MUITO PIOR que há um ano;
- ainda MAIS GRAVE, estamos MUITO PIOR que as previsões do próprio Governo, que se tem manifestado incapaz nas suas próprias previsões;
- temos uma sociedade muito, mas muito empobrecida e quase destruturada;
- temos um desemprego galopante que em breve passará os 16%.
- temos um desemprego jovem acima dos 30%
- temos a DESPESA a aumentar – no sub-setor Estado – mais de 34%
- temos uma queda na receita de 3,5%, e com um Governo tão perdido e incompetentes que foi apanhado de surpresa, quando um estudo do ISEG em Novembro de 2011 já o previa
- temos, como muito bem diz o Publico, “Doze meses de muita proclamação e menos concretização”
- temos um Governo que esfrangalha, como se fosse a coisa mais natural do mundo, o Serviço Nacional de Saúde. Sem a mínima preocupação com as populações. Racionalização sim… Mas não a todo o custo (por muito que isso agrade ao grupo Mello ou grupo Bes)
- temos um Governo que tem como objectivo claro, reduzir o papel dos trabalhadores nas negociações coletivas ou mesmo individuais, optando por um modelo de salarios baixos, que tanto criticou no passado.
- temos um primeiro ministro que entre as promessas em campanha e execução no poder revela ser alguém pouco preocupado com a mentira e o enganar os portugueses declaradamente
- temos um Governo que trata os desempregados como se eles optassem por sê-lo. Reduzindo prestações e o acesso às mesmas. Gritando-lhes nao sejam piegas e agarrem a oportunidade.
- teremos em breve, mais medidas de austeridade, resultantes da incompetência do Governo nas previsões para 2012.

Só isto é suficiente para votar a favor da moção de censura. Este Governo condena os portugueses sem ter a certeza de que as medidas servem para o fim a que se destinam… Podem vir agora com a crise internacional, demonstrando uma falta de vergonha na cara como nunca visto na democracia portuguesa – há uma ano diziam que só dependia de nós.

Este Governo não serve e não nos defende. Por isso, deve ser “abatido”…

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UM RAPAZOLA A QUEM CALHOU SER PRIMEIRO MINISTRO

por Pedro Sousa em 14 de Maio de 2012

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Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas não se esqueceram de onde vieram e por o que passaram. Sabem o que é o sofrimento e não o querem na vida dos outros. São solidárias. Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis. Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas. E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.

Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições. Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o “risco”.

Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei amanhã. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir: como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?

Daniel Oliveira

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LÓGICA APLICADA

por Pedro Sousa em 3 de Maio de 2012

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Sabendo que…

- Este Governo tem sido incompetente nas previsões de receitas;
- Este Governo tem sido incompetente nas previsões de corte de despesa;
- Este Governo tem sido incompetente nas previsões do desemprego
- Este Governo tem sido incompetente nas previsões de “crescimento”

E que

- Este Governo disse, na altura do PEC, que se Portugal não ía crescer não se pode “afirmar que a culpa é da crise internacional” pois isso é “tentar enganar os portugueses”…

Pergunto…

O que faz esta gente ainda no Governo? Ou o que faz esta gente manter esta estratégia desastrosa?

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RIR PARA NÃO CHORAR

por Pedro Sousa em 1 de Maio de 2012

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Este é um Programa eleitoral que encara de frente os Problemas e toma medidas para os resolver. É um programa que, longe de ser o ideal, é um programa ambicioso e que pretende MUDAR efectivamente o que está mal, muito mal na nossa sociedade. Não é no entanto o programa ideal: O ideal teria sido que o nosso país estivesse em condições normais, sem estar em estado prévio a uma Bancarrota.
 
No entanto, há que acabar com as falsidades que o Eng.º Sócrates tem vindo a dizer sobre o programa eleitoral e depois de Governo do PSD
 
Nunca o PSD disse que acabaria com o Estado Social e não o irá fazer. Aliás o PSD tem muito orgulho no papel preponderante e decisivo que teve na sua origem.  
 
Nunca o PSD permitirá que qualquer jovem em Portugal fique sem estudos
por limitações financeiras! Nenhum Jovem! E um Governo liderado pelo PSD vai pagar as suas Bolsas de Estudo a tempo e horas!  
 
Nunca o PSD teria permitido que o número de desempregados chegasse a
700.000!!! Teria criado de imediato medidas de incentivo à criação de
emprego, tal como algumas que já propõe neste documento. Não estaria
sempre a queixar-se de uma crise internacional onde todos os outros já estão a crescer.

PSD, Maio 2011

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Moral de escória

por Pedro Sousa em 23 de Abril de 2012

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«No Orçamento do Estado de 2011, o valor alocado ao rendimento social de inserção foi diminuído em 20%. Em 2012, desceu outros 20%, de 440 milhões de euros para 370. Num momento de máximo histórico do desemprego, quando se espera que este aumente e com ele o número de pessoas em situação desesperada, o último recurso previsto encolhe 40%.

Como? Porquê? Para quê? Há oito dias, o ministro da tutela explicou: moralizando. Doravante, disse, o RSI tem “novas regras”. “Passa a ser um contrato entre o beneficiário e o Estado, com direitos e deveres”. Entre os novos deveres, enumerou, estão a obrigatoriedade de as crianças do agregado irem à escola e de inscrição no centro de emprego para quem recebe a prestação – cancelada para presos condenados. Medidas acertadas, sem dúvida, que só podem deixar toda a gente a pensar que raio de pouca-vergonha se praticava antes – mais um sinal do tão imoral e irresponsável despesismo que, de acordo com o Governo, nos trouxe aonde estamos. Não admirando que o ministro conte assim poupar – mais exatamente 70 milhões – tirando dos malandros pobres para dar aos pobres honrados, ou seja do RSI para as pensões mínimas.

Maravilha, hã? Era. Se esta história não estivesse tão bestialmente mal contada. É que, apesar de o Governo anterior ter tentado (com mais fiscalização e novas regras) diminuir o número de beneficiários do RSI, este aumentou consideravelmente entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012, ou seja, já sob a tutela de Mota Soares, de 312 mil (116 mil famílias) para 323 mil (121 mil famílias), tendo o valor médio mensal por família aumentado de 240 para 244 euros e o individual de 89 para 91 euros (o que corresponde a mais vinte milhões de euros). Outra é que as “novas regras” que Mota Soares anunciou existem desde 1996, quando o RSI foi criado, então com o nome de rendimento mínimo garantido, pelo Governo Guterres – sempre foi assinado um acordo entre Estado e beneficiário; este sempre teve de estar inscrito no centro de emprego; sempre as crianças do agregado tiveram de frequentar a escola; sempre a prisão efetiva determinou o cancelamento da prestação.

O que nos leva ao busílis: como é que Mota Soares tenciona cortar os 70 milhões? O Público de ontem levanta o véu: o Governo vai alterar o cálculo da prestação, penalizando as famílias e sobretudo aquelas com crianças – que poderão passar a contar apenas 30% em vez dos atuais 50% do rendimento de referência.

Que tal venha de um ministério do PP, o partido do “visto de família” não pode já surpreender ninguém, como não surpreende que o tenha ocultado. Surpresa mesmo é ainda haver tanto quem ecoe acriticamente a indecorosa propaganda deste Governo. E que não ocorra a ninguém perguntar o que este prevê para quem perde o acesso ao RSI. É que se é só contas que contam, parece que cada preso custa 40 euros por dia, 1200 por mês. Fora o que fica para trás – e para a frente. Que tal pensarmos nisso?» [DN]

Fernanda Câncio

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DESAFIOS DO PS

por Pedro Sousa em 15 de Abril de 2012

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“É muito importante que o PS, como partido de esquerda e garante de uma forma humanista de olhar para a sociedade, dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, obreiro da tolerância e do respeito democráticos, defensor da modernidade e do bem-estar social, se prepare para ser chamado a governar, de novo, em circunstâncias de grande revolta social e penúria económica.

A subida desta maioria ao poder foi resultado, para além de vários erros do governo anterior, como é óbvio, de campanhas de manipulação informativa, de coligações de interesses que se vai mostrando, à medida que se percebem as falsidades de que o governo se serve para impor o seu modelo económico e social. À medida que o tempo passa vão-se desvendando as consequências da política seguida. Se, tal como tantos tinham avisado e como, parece que já o Primeiro-ministro reconhece, o além do memorando não resultar, será muito provável que a agitação e a instabilidade, frutos do desemprego, pobreza e falta de perspectivas de futuro, provoquem a rotura da coligação governamental e a necessidade de novas eleições.

É indispensável que o PS se defina como alternativa, explique o que faria diferente, mesmo respeitando os acordos com os credores, o que reivindicariam e qual a capacidade para conseguir mudar, nacional e internacionalmente, esta Europa imperial.”

Sofia Loureiro dos Santos

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RSI fez “perpetuar a pobreza”

por Pedro Sousa em 15 de Abril de 2012

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Quando se ouve o PM dizer, como fez hoje, que o RSI fez “perpetuar a pobreza” (e depois de um primeiro impulso que é vomitar), convém respirar fundo e recomendar ao senhor, ou a quem o assessora, a leitura do Divided We Stand: Why Inequality Keeps Rising (relatório recente da OCDE, é de Dezembro de 2011). Nos dados relativos a Portugal terá informações suficientes sobre a eficácia das prestações sociais (em dinheiro ou serviços) que, no mínimo, o deveriam fazer corar de vergonha… se tivesse alguma, claro.

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PALAVRA DA SALVAÇÃO

por Pedro Sousa em 13 de Abril de 2012

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“Num momento particularmente difícil o Governo propõe-se mais uma vez restringir o acesso aos apoios sociais, particularmente aos desempregados.” (1)

“Revela uma imensa insensibilidade social, especialmente quanto aos idosos, ultrapassa o limite dos sacrifícios que podem ser impostos aos portugueses e demonstra falta de equidade fiscal e social na distribuição das dificuldades.” (2)

“Não ataca os problemas de frente e prefere atacar a despesa social, atacando sempre os mesmos, os mais desprotegidos. Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos.” (3)

“Apenas castiga os portugueses e não dedica uma única linha para o crescimento da economia. O que não se aceita é a falta de um rumo, da esperança que devolva o bem-estar aos portugueses e que promova a convergência real com os restantes cidadãos europeus.” (4)

“Mais uma vez o Governo recorre aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa, sem oferecer uma componente de crescimento económico, sem uma esperança aos portugueses.” (5)

“Sendo evidente que Portugal precisa de proceder a um ajustamento orçamental, reduzindo o défice nos termos dos seus compromissos internacionais, entende-se que o caminho escolhido pelo Governo é errado e não trará ao País a necessária recuperação económica.” (6)

“A essa realidade junta-se ainda a incapacidade em suster o aumento galopante do desemprego e do endividamento do País.” (7)

“O Governo recusa-se a dizer aos portugueses qual a verdadeira situação das finanças públicas nacionais.” (8)

“Os resultados que se atingiram tiveram o condão de se fundar ou no sacrifício das pessoas e das empresas – suportado pelo aumento asfixiante da carga fiscal – ou no recurso a receitas extraordinárias.” (9)

“As medidas tiveram efeitos recessivos na economia e não trouxeram qualquer confiança aos mercados.” (10)

“Portugal é o único país da Europa que não vai crescer. Não pode, por isso mesmo, o Governo afirmar que a culpa é da “crise internacional”, como insistentemente afirma para tentar enganar os portugueses.” (11)

“É o Governo que desmente o próprio Governo.” (12)

“A credibilidade, uma vez perdida, é extremamente difícil de recuperar.” (13)

1, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 11 – moção de rejeição do PSD ao PEC 2011/2014.

2, 6, 10, 12, 13 – moção de rejeição PP ao PEC 2011/2014.

O chumbo por toda a oposição do Programa de Estabilidade e Crescimento, em 23 de março de 2011, determinou a demissão do Governo e o pedido de ajuda financeira.

Fernanda Câncio

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