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Segunda-feira, Agosto 10, 2009

A POLITICA DE JUVENTUDE

por Pedro Sousa em 10 de Agosto de 2009

em Arouca

IMGP1736Com este tema na moda lembrei-me que o primeiro artigo que publiquei no Roda Viva enquanto “cronista”, ou seja, com espaço próprio, versava sobre esta temática.

Assim, decidi transcrevê-lo para aqui. Que fique claro… trata-se do ano de 1993 (ou seja tinha eu – cof cof – 20 anos e ainda não se sabia, por exemplo, o que era um mail ou um CD) e achava que tinha irreverência normal (ou talvez não) para a idade. Aqui vai:

A POLITICA DE JUVENTUDE

Sempre que sou inquirido sobre a politica de juventude da Câmara Municipal de Arouca tenho a tendência a dizer que ela é “Completamente Nula”. Mas depois lembro-me que é mentira. Temos um torneio de futebol que até dura um mês. Mas é só. E ainda por cima só até aos 14 anos (espero não estar enganado). Será que daí para cima não há jovens?

Fala-se hoje da droga e sabe-se que a falta do que fazer é, muitas das vezes, meio caminho andado para a entrada nos meandros desse vício. E não se pense que é dramatizar em exagero. A droga está, cada vez mais, presente em Arouca.

Mas a que se deve toda esta inércia da Câmara em relação à juventude?

É dificil, para quem está de fora analisar a questão, mas mesmo assi arrisquemos. Existem três factores principais:

O primeiro tem a ver com a média de idades das pessoas que, actualmente, estão na Câmara Municipal. Não querendo estar a chamar ao edífico “Lar da Terceira Idade”  a verdade é que a juventude não impera no elenco camarário e, como tal, as ideias jovens e para os jovens também não. Vejam-se outras localidades onde há musica, concursos, teatro, cinema (o nosso vamos esperando), animação nocturna, etc. Nota-se um esforço em ocupar a juventude (e não só). Parafraseando Zeca Afonso “O que faz falta é animar a malta…”

Outro dos factores pode ser o das prioridades, isto é, a Câmara tem coisas muito mais importantes a fazer e com que se preocupar. Se assim for… bem, pode ser um grande erro. A verdade é que a juventude é, quer se queira quer não, o futuro. E se não se motiva desde já a juventude em todos os campos, teremos um fenómeno actualmente muito comum no interior do nosso país: a desertificação. Se for verdade que a Juventude não é uma prioridade da Câmara Municipal de Arouca fica o conselho: redifinam as prioridades (que, a bem dizer, o povo não conhece).

Mas, também tem de se reconhecer, não se pode esperar que a Câmara seja o bastião da actividade juvenil. Afina, a Câmara já dá milhares de contos às demasiadas associações que existem no nosso concelho.

Chegamos assim a um dos maiores problemas de Arouca (que até já mereceu destaque na imprensa nacional): a paralisia associativa. A taxa das associações que realmente trabalham deve ser, mais ou menos,  10% (contas por alto). É devido a isto que a Câmara tem de ter a coragem necessária para acabar com o clientelismo e subsidiar só quem merece. Antes de dar dinheiro que obrigue as associações a apresentar um projecto de relatório de actividades. Se, no ano seguinte, se constatar que a maior parte das actividades não se realizaram, cortem-se os subsidios.

Enquanto estes três pontos, para mim base do problema, não forem analisados e revistos, a juventude arouquense vai continuar sucessivamente a dizer “Isto (Arouca) é uma grande seca”.

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Tem de ir à faca…

por Pedro Sousa em 10 de Agosto de 2009

em País

“Na proposta do PP há dinheiro para quase tudo, na do BE há dinheiro para tudo e ainda sobra. Chovem subsídios para todos os fins e basta combater a evasão fiscal para se arranjar dinheiro para tudo. Acaba-se a pobreza, aumenta-se o preço do pescado, empregam-se todos os professores e jovens licenciados, dão-se benefícios fiscais para todas as maleitas, reduzem-se as taxas de juro à habitação para níveis simbólicos, proíbem-se os despedimentos nas empresas com lucros. Quem se sujeita a uma cirurgia se pode resolver o problema no endireita, dá-se um puxão daqui, outro dali e o doente vai a saltar para casa.

A alternativa da direita é uma versão pretensamente séria da proposta de Louçã, onde o país tem problemas o PSD encontra soluções e o CDS não tem ideias mas está lá para ajudar Ferreira Leite se esta chegar a São Bento. O que pensa Manuela Ferreira Leite? Eu duvido que ela pense muito, nunca tive a sua inteligência em grande conta e tanto quanto se sabe terá sido uma razoável directora-geral da Contabilidade Pública.

O projecto de Sócrates é uma seca, combater o desemprego sem a genialidade de Louçã, assegurar o crescimento económico sem as propostas de Ferreira Leite e resolver o problema das pesca sem as ideias de Portas torna tudo difícil. Com Sócrates o doente não vai ao endireita nem se cura com acupunctura, tem mesmo de ir à faca e isso é coisa de que ninguém gosta.

O mais curioso é que os que julgam que vão ao endireita de Louçã vão acabar por ter uma desilusão, acabarão no consultório da Dra. Ferreira Leite onde em vez de agulhinhas vão acabar por ser operados, muito provavelmente sem anestesia.”

Texto Original d´O Jumento

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