AFINAL TAMBÉM HÁ “RATINGS” BONS

por Pedro Sousa em 26 de Janeiro de 2009

em País

A OCDE produziu um relatório bastante elogioso das reformas levadas a cabo por este Governo no 1º ciclo do ensino básico, em particular as relativas ao fechamento de escolas, à concretização das actividades de enriquecimento curricular e à formação contínua de professores de Português, Matemática e Ciências.

O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fizeram uma chamada de primeira página. O 24Horas ficou-se por uma pequena nota. O Correio da Manhã nada noticiou. Mas o silêncio mais notório é seguramente o do Público: nem uma linha sobre o assunto.

Imagine-se que o relatório tinha puxado as orelhas às políticas do ME. Qual Freeport, qual quê: a primeira página ser-lhe-ia seguramente dedicada.

Alguém avise sff o respectivo director José Manuel Fernandes que o relatório até tem poucas estatísticas, não fosse o mesmo duvidar dos “números”.

daqui: http://paisrelativo.net/politicas/revistinha-de-imprensa/

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A esta notícia, inequivoca, o inimitável Mário Nogueira disse à TSF: «A Fenprof considera «prematuros» os elogios feitos por um estudo internacional à reforma do ensino escolar, afirmando que a educação estava tão mal, que qualquer medida tomada teria visibilidade».

Lamentável… mesmo quando lutamos contra algo, nenhuma cegueira nos deve impedir de apontar um ou outro ponto positivo. A não ser, claro, quando a nossa preocupação é mais política do que profissional

{ 7 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 F Santos 27 de Janeiro de 2009 às 3:49

E não disse nada sobre as formações do Magalhães, em que os professores estão tão envolvidos que até fazem coreografia??

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2 Pedro Sousa 27 de Janeiro de 2009 às 4:11

Aí está o bota a baixo puro… mas acredito que quisesses fazer humor. A não ser que tenhas o princípio de que tudo que é elogio ao Governo é mau, comprado e sem credibilidade e tudo o que é contra o Governo é bom, isento e de grande credibilidade…

Não acredito.

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3 F Santos 27 de Janeiro de 2009 às 11:44

Pois, era mesmo uma piadola. Mas não deixa de ser uma boa questão, porque a ter acontecido, aquelas cenas da coreografia do Magalhães são lamentáveis… mas adiante.
E eu acredito piemente que as reformas no ENSINO BÁSICO são positivas. Digo-o sem ironia ou má vontade. Aliás, acho muito positivo que uma das prioridades seja, p ex, a modernização do nosso parque escolar. Aí estamos todos de acordo, da direita à esquerda.
Falta é o tendão de Aquiles (ou não) deste processo, que é a questão do estatuto da carreira docente e a avaliação dos professores.

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4 Joao Cardoso 27 de Janeiro de 2009 às 12:57

“A esta notícia, inequivoca”…
Inequívoco é o facto de o relatório não ser da OCDE, ter sido encomendado a um grupo de técnicos, e pago pelo encomendante, ou seja o Ministério. Chama-se a isto, em português, propaganda.

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5 Observador 29 de Janeiro de 2009 às 7:58

Pedro, se andas tão atento à comunicação social e sendo ela tão subserviente, tu, como defensor da democracia não deves exigir que esteja ela toda a favor do governo… Senão eram todos a favor… Como referiste e deves constatar, o JN e o DN obviamente tinham que noticiar, tal como pôr a candidata ao Porto em Grande Entrevista e em Grande Capa com 3 ou 4 frases no JN de 1 de Janeiro! Mais parecia um manifesto eleitoral do PS e que grande data lhe arranjaram… Mas esquece, pelo que parece só andas atento às pequenas excepções, mas antes de criticares o Público tens que ver bem as coisas e não te acreditares só no que diz o nosso primeiro-ministro porque ele mais uma vez mentiu, e bem fez o Público em não fazer qualquer tipo de referência a uma mentira do nosso primeiro-ministro. Mas e como disse Sócrates ontem no Parlamento, isso não tem importância nenhuma! Ora vejamos: O nosso primeiro-ministro mente discaradamente ao dizer que um estudo da OCDE avaliou positivamente a nossa educação. Depois sabe-se que afinal o estudo não foi nada da OCDE mas sim de um grupo contratado e pago pelo governo para fazer esse estudo. A seguir o PM vai ao Parlamento e diz que não disse nada que o estudo era da OCDE, a oposição continua a afirmar que disse, o PM mais à frente na discussão lá admite que disse “mas que importância tem isso?” disse ele. Importância nenhuma sr. PM, ou não tivesse o sr. mentido por duas vezesw discaradamente com intuito de nos enganar e ainda por cima sobre uma questão extremamente sensível e extremamente debatida como tem sido a educação, na qual é evidente a crítica geral ao governo pela sua actuação (exceptuando claro os subservientes, tais como aqui o Pedro Sousa). Mas ele disse: Não tem importância nenhuma!! Só se for para si sr PM… Mas ok, são àguas passadas, agora preocupe-se em ir responder às autoridades inglesas que querem saber o destino de um dinheiro que segundo Charles Smith, serviu para pagar “corrupção” em Portugal. Pelos vistos querem ver as suas contas bancárias… E já agora não suspeite de isto estar a acontecer em ano eleitoral sr. PM, ou então está a suspeitar das nossas autoridades judiciais, o que um PM de Portugal não pode fazer!

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6 Pedro Sousa 29 de Janeiro de 2009 às 15:44

Deixem-me esclarecer as coisas: é conhecida a minha admiração pelo que José Sócrates tem conseguido fazer no país. Sócrates tentou fazer um conjunto de reformas que ameaçaram os direitos adquiridos de muita gente no país. Todos diziam que era preciso fazer isso. Nunca ninguém o fez, por variadas razões, muitas perfeitamente justificáveis, como a ausência de estabilidade política, por exemplo. Se Sócrates for vencido sem ser em eleições, tenho dúvidas que mais alguém tenha a coragem de iniciar as reformas que se tentaram fazer – com mais ou menos sucesso – nesta legislatura.
Feito este ponto prévio, quero dizer que. a verificar-se alguma destas suspeitas, isso não vale de nada. A confirmar-se a constituição de arguido do PM, deve o Presidente da República demiti-lo de imediato. Não avalizo corrupção. Agora, não faço julgamentos públicos, porque as pessoas ficam marcadas, e os jornais continuam impunes. Lembram-se de Leonor Beleza, Melancia, Cadilhe, Paulo Pedroso e Ferro Rodrigues (entre outros) e outros cruxificados na imprensa, ilibados em tribunal? Os jornais NÃO são tribunais e neste caso, para além de relatar factos, andam a emitir opiniões (a entrevista de Mário Crespo foi vergonhosa) e isso é perigoso.
Continua a ser vergonhosa a sistemática violação do segredo de justiça… a Visão de hoje chega a citar a carta que veio da polícia inglesa. Não acha isso vergonhoso? Se calhar não, tudo vale desde que seja para atingir este Governo.

Agora, sobre a imprensa ser subserviente… só se for para rir!! Se vir a publicação das horas que os partidos apareceram na televisão, verá uma coisa curiosa: a oposição apareceu 68 horas. Sócrates 58 horas. Engraçado… para o povo português, foi o segundo que mereceu mais atenção.

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7 F Santos 30 de Janeiro de 2009 às 3:35

“Continua a ser vergonhosa a sistemática violação do segredo de justiça… a Visão de hoje chega a citar a carta que veio da polícia inglesa. Não acha isso vergonhoso? Se calhar não, tudo vale desde que seja para atingir este Governo”

Concordo com o que disseste, mas neste ponto veio ao de cima a mania da perseguição.
Violação do segredo de justiça existe em vários processos, não foi uma novidade deste.

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