Projecto TGV irá estimular economia em até 1,7 por cento do PIB
[Primeiro-Ministro] indicou que o projecto permitirá gerar um valor acrescentado bruto de 14.500 milhões e que cerca de 90 por cento será da responsabilidade da indústria portuguesa.
Para o primeiro-ministro, o TGV deverá aumentar a quota de mercado do modo ferroviário dos actuais quatro para 26 por cento em 2025 e diminuir os custos ambientais de transportes em mais de dois mil milhões de euros.
De acordo com o chefe de Governo, os estudos efectuados apontam também para a criação, pelo projecto, de cerca de 90 mil novos postos de trabalho directos e indirectos.
Trata-se por isso, frisou, de um “projecto estruturante para o país” que “moldará o perfil e a estrutura do país e de toda a Península Ibérica”, alterando a ocupação do território, a proximidade entre regiões e a mobilidade de pessoas e bens e corrigindo as assimetrias entre litoral e interior.
“É por isso que a concretização de uma Rede de Alta Velocidade para Portugal foi tratada como um desígnio nacional para as próximas duas décadas”, acrescentou.
“Uma nova rede interoperável e integrada na rede ibérica e europeia é uma das peças-chave para o fortalecimento da competitividade do país, assegurando uma melhor integração da nossa economia no espaço europeu”, considerou.
De acordo com o Primeiro Ministro, caberá agora às empresas portuguesas “saber tirar partido” do projecto de Alta Velocidade que, acredita, “terá elevada aptidão para estimular fortemente o tecido empresarial nacional, universidades e centros de investigação”.
É que, defendeu, o projecto do TGV “será um incubador e indutor de projectos de excelência com possibilidade exportadora de conhecimento e serviços a nível europeu e mundial” e poderá ser o ponto de partida para “aventuras empresariais fora de portas”.
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Quem é que discorda do Primeiro-Ministro nestas frases? Nenhum ministro, de certeza absoluta… há, já agora, estas frases foram ditas por Durão Barroso, com Manuela Ferreira Leite a Ministra das Finanças, ao Público.
http://dossiers.publico.clix.pt/noticia.aspx?idCanal=1093&id=1181658
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