e agora, sr. PM?

por Pedro Sousa em 24 de Janeiro de 2009

em País

120.000 nas ruas não o atingiram

A reunião da esquerda não o atingiu

A estória da licenciatura não o atingiu

Mas… a sorte continuará a protegê-lo com o Freeport?

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Adenda: este caso, como muitos outros, levou um suposto/eventual visado a ter de dar uma conferência de imprensa a tentar dar esclarecimentos. Curioso como na política – e com os jornais impunes nas acusações, mesmo que depois não sejam provadas – parece que são os visados a ter de provar inocência, em vez ser a justiça a  provar a culpabilidade.

{ 5 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 F Santos 26 de Janeiro de 2009 às 4:32

Todos são inocentes até prova em contrário.
Mas não me parece grave ou estranho que uma pessoa com as responsabilidades do Primeiro-Ministro sinta necessidade de defender a honra e honestidade nos mesmos meios que o envolvem nesta questão.
À boa maneira portuguesa, se estivesse calado é que dava pano para mangas. Era logo culpado, porque não se veio defender.
É deixar correr a justiça. Mas se fôr como em outros casos, lá para 2015 está resolvido…

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2 Pedro Sousa 26 de Janeiro de 2009 às 17:40

Isso é que me preocupa… deixar correr a justiça.
Veja-se que Paulo Pedroso e Ferro Rodrigues foram arrastados para a lama, numa campanha vergonhosa no início do processo Casa Pía.
Os jornais fizeram deles culpados, quando eles nem arguidos eram…
Essas pessoas desapareceram do meio público, provavelmento com a família arrasada (já se viu os filhos a ir para a escola). E aos jornais que publicaram aquele lixo? O que lhes aconteceu? Nada… continuam, processo atrás de processo, a furar o segredo de justiça. gozando com a cara de magistrados e juizes.
Enfim…

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3 F Santos 27 de Janeiro de 2009 às 3:41

Os jornais não podem deixar de fazer o seu trabalho. A culpa, a meu ver, está do lado do sistema judicial, que permite que sistemáticamente saiam para a rua elementos que não deviam ser publicos até uma determinada data. É óbvio que os jornais aproveitam tudo o que possa vender jornais.

Mas à parte, deixa-me congratular-me: conseguiste, mesmo que timidamente, pôr em cheque o teu Secretário-Geral!

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4 Pedro Sousa 27 de Janeiro de 2009 às 4:25

Tenho algumas dúvidas sobre o facto de cometer uma ilegalidade seja um jornal fazer o seu trabalho. Como não sou jurista não vou opinar, mas se publicar coisas que estão ao abrigo do segredo de justiça for ilegal, os jornais não estão a fazer o seu trabalho… estão a cometer uma ilegalidade.

Quanto ao por em causa o Secretário Geral… isto para mim é um caso de polícia primeiro e eventualmente político depois. Não ponho as mãos no fogo por ninguém e não me atrevo a defender com unhas e dentes. Já uma vez tive um debate com alguém que me disse “Já viste o que estão a fazer ao Carlos Cruz… de certeza que é inocente”. Para mim nem inocente nem culpado até fim do julgamento. Não faço julgamentos pela TV.
Sobre a questão do Freeport é minha convicção, principalmente depois da entrevista de ontem na SIC de Pedro Silva Pereira, que quem estava no Governo na altura não tirou qualquer benefício da contrução do Freeport.
Mas isso é apenas uma convicção. O julgamento que o façam os tribunais.
Julgo, no entanto, que alguns jornais e televisões (TVI e SOL, por exemplo) estão a tentar fazer um autêntico atentado ao caracter do PM. E, se calhar e infelizmente, com sucesso.

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5 F Santos 27 de Janeiro de 2009 às 11:55

“isto para mim é um caso de polícia primeiro e eventualmente político depois”
Pois, mas só se torna de polícia por causa da política.
E não vou atacar ninguém neste caso, porque o anterior governo também tem a questão Portucale engasgada e é em tudo semelhante a esta.
A questão que me preocupa pessoalmente (se eles são ou não criminosos, que a justiça aja) é, a ser verdade, observar as promiscuidades entre os interesses públicos (e quem os defende) e os interesses privados. Isto sim diz respeito a todos. E parece-me que a comunicação social o que tem procurado fazer (desculpa a minha opinião) é vender jornais e ter audiência, mas acima de tudo esclarecer a opinião pública, que deve ser a sua verdadeira função.
Ninguém pode ter uma opinião sobre um assunto se só ouvir um lado. O governo dá a sua versão dos factos, a comunicação social porventura dá outra e cada um forma a sua opinião. No final a justiça desempata.

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