E UMA AVALIAÇÃO A FUNCIONAR, NÃO?

por Pedro Sousa em 26 de Dezembro de 2008

em Arouca

Um blog, pelo vistos de um professor, detalha os Os Dez Desejos Para 2009 De Um Professor À Beira De Um Ataque De Nervos.

Eu destacaria “Uma escola onde  os alunos queiram TODOS aprender e respeitem os professores TODOS.”.

Estava à espera de uma alinea que pedisse um processo de avaliação (qualquer um), por exemplo, justo que separe os maus dos bons professores. Mas foi em vão… pelos vistos isso não é importante!

{ 3 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 arouka 27 de Dezembro de 2008 às 5:08

Li os 10 desejos e li as dezenas de comentários colocados nesse post.
E mais uma vez me sinto revoltado e envergonhado pelo baixo nível de comentários que professores vão deixando não só neste como em muitos outros blogs do nosso ciberespaço. Escudados pelo anonimato há gente que, nos blogs, não tem o mínimo escrúpulo de escrever os maiores disparates e os mais baixos insultos que em nada os dignifica.
E é também por isso que, em muitos casos, são os próprios professores (alguns) que estão a colocar a opinião pública contra sua própria classe.
Quanto aos 10 desejos, é evidente que nesse que pretendes acrescentar reside o ponto fulcral de toda esta polémica à volta da avaliação de desempenho. Desde sempre lutei para que o Sistema educativo distinguisse o professor que simplesmente “vende aulas” daquele professor que desenvolve na sua comunidade educativa e mesmo para além do espaço da suas aulas, uma acção educativa dinamizando a sua própria comunidade.
Infelizmente, até hoje todos os professores eram “avaliados” e progrediam da mesma maneira, o que acabava por não reconhecer a dedicação de muitos deles nem estimular a sua competência e empenho profissionais.
Pela luta a que se tem assistido e que já está a assumir demasiado cariz político, parece-me que se pretende voltar ao modelo antigo, pela análise que se pode fazer da proposta sindical.
Mas para essa luta não contem comigo.

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2 F Santos 29 de Dezembro de 2008 às 10:24

Estou à espera que comeces a tua cruzada pela distinção entre bons e maus médicos, bons e maus juízes, bons e maus funcionários públicos, bons e maus, sei lá… tudo o que seja actividade pública neste país.

E não espero menos entusiasmo e empenho da tua parte!!

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3 Pedro Sousa 29 de Dezembro de 2008 às 10:45

Carissimo,

Sempre… se alguém quiser começar uma cruzada, estou na linha da frente. A “gordura”, principalmente a “má gordura” tem de ser expelida.

Aliás, eu diria mais… quem deveria começar essa cruzada são os próprios funcionários públicos. Os competentes (que são a maioria) têm de fazer força para que o colega que se está nas tintas, não ganhe tanto como ele nem progrida como ele. Ao aceitar que tudo seja medido da mesma forma, estão a ser coniventes por um nivelamento por baixo. O Estado já critou prémios de desempenho, o que é um primeiro passo.

E não é só no público… as empresas devem incentivar também o mérito e penalizar a balda e a incompetência.

Cometer-se-ão muitas injustiças?? Concerteza, mas a vida é mesmo assim.

Aliás, houve já com este Governo alterações ao SIADAP (Sistema de Avaliação de Desempenho da Função Pública). Se anteriormente (no sistema implementado, em grande parte, por Ferreira Leite) apenas os funcionários eram avaliados, as alterações impostas pelo PS em 2007 prevê que a avaliação se alargue a desempenho dos serviços, dirigentes e trabalhadores, independentemente da relação juridica de emprego.

A avaliação final pode ser classificada por desempenho bom (atingiu todos os objectivos superando alguns), desempenho satisfatório (atingiu todos os objectivos ou os mais relevantes) e desempenho insuficiente (não atingiu os objectivos mais relevantes).

Pode ainda ser atribuída uma distinção de mérito reconhecendo desempenho excelente, o qual significa superação global dos objectivos. Contudo, este desempenho de excelente só pode ser atribuído a 20% dos serviços de cada ministério.

A avaliação incide ainda sobre dois parâmetros: resultados e competências, sendo a avaliação final (resultante de uma média ponderada nos dois parâmetros (60% nos resultados e 40% nas competências)), expressa por desempenho relevante, adequado e inadequado.

Junto do dirigente máximo de cada serviço opera uma comissão paritária com competência consultiva que tem como função apreciar propostas de avaliação dadas a conhecer a trabalhadores avaliados, antes da homologação, sendo constituída por quatro vogais (dois representantes da Administração e dois representantes dos trabalhadores).

Esta foi uma das alterações inseridas pelo Governo na recta final da discussão com os sindicatos da Função Pública e que levou as duas estruturas da UGT – Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) – a darem o seu acordo

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