Na proposta apresentada pela Plataforma de Educação ao ME pode ler-se, relativamente à Menção Qualitativa a atribuir ao docente:
“1.Tendo em conta a existência de quotas e as claras injustiças surgidas no ano transacto em virtude da ausência de critérios claros e objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão ser atribuídas menções qualitativas que não sejam as de “Insuficiene”, “Regular” ou “Bom”, até porque esta é matéria para negociação futura; ”
2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a atribuição das menções de insuficiente e de Regular não produz efeitos.”
Claro, só o Bom é que produziria?
por Pedro Sousa em 16 de Dezembro de 2008
em País
Alegre não é mais do que a boa consciência da esquerda que se orgulha de não ter cedido perante o pragmatismo inevitável do poder. O seu discurso é o de alguém que nunca governou nem, arrisco eu, saberia bem como o fazer se lhe fosse dada a oportunidade. Por isso, e contra a capitulação e os desvios direitistas do PS, Alegre enche o peito e pede coragem e vontade de mudar. Cheio de boas intenções, Alegre recorre a todos os chavões moralistas da esquerda tradicional. Há quem se deleite com isto e o veja como alguém que se manteve puro e que não traiu os mais elevados princípios e valores da esquerda. Ele é o virtuoso; o sonhador; o bom. Ele é a esquerda que não aprende, nem aprenderá, em todo o seu esplendor. Alegre é uma ‘alma bela’, que não se compromete com a acção política, sendo essencialmente negativa e acusatória. É do alto da sua inocência que ele recrimina quem traiu os seus elevados ideais. A vacuidade do discurso é total, e resume-se basicamente a umas quantas proclamações de um sentimentalismo bem intencionado mas irresponsável. Manuel Alegre pode querer ser muitas coisas, mas eu aposto que ele deve querer sobretudo manter-se inocente. A eficácia do seu ‘discurso político’ depende disso
daqui: http://jugular.blogs.sapo.pt/555836.html