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Sábado, Dezembro 20, 2008

Nunca gostei de pescadinhas de rabo na boca

por Pedro Sousa em 20 de Dezembro de 2008

em País

Andamos há meses nisto.

Os sindicatos de professores não queriam a avaliação “entre pares”, por supostamente causar danos irreparáveis ao ambiente de trabalho nas escolas, entre “colegas”. Mas, ao mesmo tempo, exigem a “revisão” do Estatuto da Carreira Docente e o fim da figura do “professor titular” - essencial para que a avaliação pudesse não ser “entre pares” mas sim entre categorias hierarquicamente distintas de docentes.

Por outro lado, não estariam dispostos a aceitar uma avaliação externa, porque seria feita por entidades e profissionais estranhos às escolas – como se isto fosse algo que não é feito, e bem, em tantas organizações, mas adiante. No entanto, também não querem avaliar-se uns aos outros, chegando a ser usado o argumento de que “não foram treinados para isso” (!).

Mais recentemente, novo truque. 

A primeira versão do modelo de avaliação era inaceitável porque este era excessivamente burocratizado, complexo, incomportável, inexequível. No entanto, as sucessivas propostas de simplificação e melhoria são liminarmente rejeitadas por serem “remendos”, irrelevantes, inúteis. Ou, na nova versão, tentativas de “comprar os professores”, como ouvi Mário Nogueira dizer por estes dias perante as câmaras de televisão.

A recorrente circularidade dos argumentos é um péssimo sinal da falta de lisura e de seriedade com que este debate tem sido conduzido. Há milhares e milhares de Professores que merecem, e não é de agora, o ”p” maiúsculo que se tornou moda invocar; mas, por isso mesmo, não merecem as Pescadinhas (com maiúscula também) que têm sido trazidas para a mesa em seu nome.

http://paisrelativo.net

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O QUE EU GOSTAVA DE TER ESCRITO XXIV

por Pedro Sousa em 20 de Dezembro de 2008

em Arouca

Ambos os posts retirados do blog Portugal Contemporâneo

“Não vejo uma solução fácil para o problema [a violência na escola moderna]. A esquerda continua a defender que as crianças são como as flores; a direita que tudo se resolve com um par de bofetadas. (…) Muitas das crianças que hoje frequentam a escolaridade obrigatória não são capazes de estar sentadas durante mais de quinze minutos; não suportam um revés, sem se insubordinarem; provêm de um mundo de tal forma esquálido que o esforço que o estudo exige se lhes parece inútil. O reconhecimento de que parte da violência escolar tem causas de natureza social não me leva a ser complacente com o mau comportamento nas escolas de aula. Vítimas, ou não, os alunos devem ser julgados pelos seus actos, não pelos seus traumas.”, Maria Filomena Mónica em “Nós, os Portugueses” (página 66).

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A população portuguesa não se reproduz o suficiente porque são uma cambada de meninos-mimados que não estão dispostos a fazer quaisquer sacrifícios por objectivos de longo prazo.
Existem dificuldades económicas e problemas sociais, mas essas não são as principais razões. A taxa de natalidade desce enquanto o PIB sobe. O que se passa é que todos olham para o custo de oportunidade de ter filhos e optam pelos écrans de plasma, pelas féria em Cuba ou em Fortaleza, ou por uma nova consola da WII.
Ora como os recursos são escassos (para todos) e ter filhos, ainda por cima, dá trabalho, os portugueses facilitam. Resignam-se a pastar sem deixar descendência. Esta atitude, focada sobretudo no
curto-prazismo, constitui uma ameaça grave à sobrevivência da tribo lusitana.

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MOMENTOS DE GÉNIO – SALVEM OS RICOS

por Pedro Sousa em 20 de Dezembro de 2008

em Arouca

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A VERDADE A VIR AO DE CIMA

por Pedro Sousa em 20 de Dezembro de 2008

em Arouca

Para irritação de muitos, já escrevi que a FENPROF e outros sindicatos/movimentos têm objectivos mais que politicos e a sua maior preocupação é politica, daí recusarem TUDO o que é proposto.

Aceitar qualquer coisa agora era perder um palco de batalha.

Agora a verdade vem ao de cima escarrapachada no jornal Público:

APEDE e MUP acusam Governo Sócrates de “prepotência” e assumem que o combate
dos professores é “um combate político”

Sem comentários… Portanto, não seu eu que o digo. São os professores… leia-se com cuidado “é um combate político“. E continuam “Precisamos de perceber que nos cabe também esta responsabilidade: contribuir para retirar ao PS a maioria absoluta“. Então, e o fanático sou eu? Isto é mesmo sobre a avaliação?

NOTA: Eu continuo a achar que os professores andam interessados em discutir um modelo melhor ou pior de avaliação. Os seus representantes, nomeadamente o elementos do PCP, Mário Nogueira, andam interessandos em outras coisas.

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Mais um ponto negativo para a imagem dos Funcionários Públicos sem que estes tenham qualquer culpa e tudo por causa dos seus representantes.

O Governo decide agilizar o processo de apoio a Funcionários Públicos que eventualmente tenham dificuldades financeiras. Ou seja, faz algo que grande parte dos trabalhadores do provado gostaria de ter na sua empresa, mas que não tem qualquer hipotese.

O Estado, enquanto patrão, faz algo a que nada o obrigava, oferecendo-se para ajudar num assunto sobre o qual não tem qualquer responsabilidade e que, diga-se em abono da verdade, a grande responsabilidade é, em muitos casos, responsabilidade dos próprios.

Cria um limite de (aparentemente) 2600€ que para quem está em dificuldadeso que é muito bom. (Conheço muitos não FP que estariam mortos por ter esta oportunidade)

Comentários do Sindicatos:

- O valor é insuficiente

- A medida não tem qualquer credibilidade

- São lágrimas de crocodilo

Impressionante… gostaria de ver o sindicado a abdicar das quotizações para dar uma ajudinha!!!

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