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Domingo, Abril 18, 2010

CARO SANTANA LOPES

por Pedro Sousa em 18 de Abril de 2010

em País

Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia.

Li a coluna de opinião que todas as semanas publica num jornal má fama. Resisti a responder-lhe porque, com excepção de alguns equívocos e interpretações erróneas, é um desabafo que não ofende ninguém.

Tudo ponderado, achei que devia aproveitar a ocasião para esclarecer, mais uma vez, esta coisa horrenda que é ser um homem de convicções, sem telhados de vidro, num País de sacanas. E faço-o a pretexto da sua página porque se há alguém que me conhece bem como homem e jornalista é de certeza o Pedro. Vamos às questões de fundo. Em primeiro lugar, eu nunca na vida misturei notícia e opinião, nem servi duas causas incompatíveis – fazer jornalismo e política ou relações públicas.

Como qualquer pessoa, não me liberto dos meus subjectivismos pessoais, mas ao longo de uma vida inteira sempre soube de forma isenta, independente, séria e profissional, dirigir com equidade os órgãos de comunicação social de que fui director. A TSF, a SIC nos seus primeiros dez anos e muitos outros meios falam por mim e pelo meu trabalho. Dezenas de Jornalistas que formei e dirigi ou com quem fiz equipa demonstram-no sem ambiguidades. Hoje, estou afastado da vida jornalística activa (fui saneado mais uma vez pelo PSD) e exprimo a minha opinião e os meus pontos de vista quando me convidam para o efeito. Aí sou um cidadão com direito a opinião, num País livre. Sou só uma pessoa que tem respeito e consideração por José Sócrates. Quase não tenho contacto com ele. Nunca troquei nada com ele. Ele nunca me concedeu benefícios. Nunca lhe pedi nada. Nem ele a mim. Nem para o defender lhe pedi autorização. Eu defendo-o porque lhe reconheço mérito e uma enorme capacidade de servir o País e de fazer sacrifícios para o tornar melhor.

Mas também o defendo porque nunca vi um Primeiro-Ministro ser tão violentamente atacado por medíocres, cobardes, vermes, comprados para a tarefa de o aniquilar nos jornais. Nenhum Primeiro-Ministro no mundo, alguma vez, se sujeitou a tantos vexames, sem nunca mudar de caminho, sem nunca retaliar, sem nunca usar o seu poder para calar, acima de tudo, sem ceder à tentação de mandar tudo às urtigas e ir de férias.

Sei que escolhi o caminho mais difícil porque, nos dias que correm, não custa nada atacar e dizer mal de tudo. Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia. Por estranho que lhe pareça, meu caro Pedro, eu sou assim.

Emidio Rangel no Correio da Manhã

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Post de admiração

por Pedro Sousa em 18 de Abril de 2010

em Arouca,Com a devida vénia

Admiro todos aqueles que abdicam de si pelos outros;

Admiro todos os que largam tudo cá e vão longe tentar agarrar algo;

Admiro todos os que conseguem, no meio da probreza, encontrar e mesmo criar motivos de satisfação;

Admiro todos os que abandonam luxos para receber esforços;

Admiro todos os que encontram enorme riqueza ao minorar a pobreza;

Admiro todos os que, muito mais do que eu, vêm do outro lado do mundo um vizinho que precisa de ajuda;

Admiro, por tudo isto e muito mais, a Rita, a Carla e o Avelino que vão partir em missão de voluntariado para Lichinga em Moçambique e que ainda pagam para isso (procuram patrocinio para o nobre acto, portanto quem puder, faça favor de ajudar).

Podem seguir os detalhes desta aventura em Lichinga2010

O link continuará na coluna da esquerda enquanto durar a aventura

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