O QUE EU GOSTAVA DE TER ESCRITO XXIV

por Pedro Sousa em 20 de Dezembro de 2008

em Arouca

Ambos os posts retirados do blog Portugal Contemporâneo

“Não vejo uma solução fácil para o problema [a violência na escola moderna]. A esquerda continua a defender que as crianças são como as flores; a direita que tudo se resolve com um par de bofetadas. (…) Muitas das crianças que hoje frequentam a escolaridade obrigatória não são capazes de estar sentadas durante mais de quinze minutos; não suportam um revés, sem se insubordinarem; provêm de um mundo de tal forma esquálido que o esforço que o estudo exige se lhes parece inútil. O reconhecimento de que parte da violência escolar tem causas de natureza social não me leva a ser complacente com o mau comportamento nas escolas de aula. Vítimas, ou não, os alunos devem ser julgados pelos seus actos, não pelos seus traumas.”, Maria Filomena Mónica em “Nós, os Portugueses” (página 66).

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A população portuguesa não se reproduz o suficiente porque são uma cambada de meninos-mimados que não estão dispostos a fazer quaisquer sacrifícios por objectivos de longo prazo.
Existem dificuldades económicas e problemas sociais, mas essas não são as principais razões. A taxa de natalidade desce enquanto o PIB sobe. O que se passa é que todos olham para o custo de oportunidade de ter filhos e optam pelos écrans de plasma, pelas féria em Cuba ou em Fortaleza, ou por uma nova consola da WII.
Ora como os recursos são escassos (para todos) e ter filhos, ainda por cima, dá trabalho, os portugueses facilitam. Resignam-se a pastar sem deixar descendência. Esta atitude, focada sobretudo no
curto-prazismo, constitui uma ameaça grave à sobrevivência da tribo lusitana.

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