Fiquei surpreendido com um texto publicado no DNMadeira, com o Presidente de um Sindicato a ter uma atitude pro-activa e de aviso aos seus filiados. É tão estranho em Portugal que decidi transcrever para aqui:
“As reformas implementadas pelo Governo da República ao nível da Administração Pública e muito em particular o peso que passa a assumir a avaliação do desempenho em termos de progressão na carreira, estão a preocupar o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da Região Autónoma da Madeira (STFP). Um pretexto para aquela estrutura sindical levar a cabo ontem, uma acção de esclarecimento destinada aos seus delegados sindicais.
O presidente do SFTP considera que esta reforma governamental “tem muitas implicações para o futuro dos trabalhadores”, porque representa “uma mudança radical” relativamente ao passado, justificando, por isso, uma “atenção muito especial” por parte destes.
A importância que passa a assumir a avaliação do desempenho, sustenta Ricardo Gouveia, “exige uma nova mentalidade” aos funcionários públicos, a quem aconselha, a partir de agora, a abandonarem “a postura de ligeireza” com que, normalmente, encaravam o seu processo de avaliação. Porque, acrescenta, “acabaram as épocas de dar-se boas notas a toda a gente”.
O dirigente sindical lembra, por exemplo, que os aumentos remuneratórios, antes dependentes “do simples decurso do tempo”, passam agora a “estar baseada no mérito” que por seu turno “é extraído dos resultados da avaliação”.
Com este nove cenário, Ricardo Gouveia sublinha que os funcionários públicos “têm de estar preparados para, nos momentos próprios e de acordo com o processo de avaliação, começarem a defender a sua nota desde princípio”.
O presidente do STFP conclui lembrando aos funcionários públicos que, com as novas regras, “a Administração Pública valoriza muito mais o atingir de resultados do que a maneira como os funcionários fazem o seu trabalho.”
DN Madeira – 03-12-2008
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Não vejo onde está a novidade deste discurso.
Que este é o caminho já todos perceberam. O que falta é percorrê-lo, e acima de tudo, definir como vai ser feito.
Esperemos todos é que antes de se começar qualquer avaliação, se conheçam os pressupostos e, caso se justifique, se negoceie alterações.
Porque se fôr “avaliação à moda da Ministra da Educação” vai ser bonito de se ver: primeiro impoe-se um modelo, depois faz-se um simplex e depois (vamos a ver) negoceia-se… E nisto passa-se um quarto de uma legislatura.
É engraçado… às vezes dou por mim a falar como se fosse funcionário público ,)