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Domingo, Fevereiro 7, 2010

100 DIAS DE GOVERNO

por Pedro Sousa em 7 de Fevereiro de 2010

em País

Algumas medidas/acções:

  • Promoção do emprego e combate ao desemprego
    • incentivo para a manutenção de trabalhadores com mais de 45 anos em micro e pequenas empresas durante o ano de 2010;
    • reforço do apoio à contratação sem termo de desempregados inscritos nos centros de empregos há mais de seis meses
    • 5.000 estágios profissionais na Administração Pública
    • 2.000 estágios profissionais na Administração Local
    • alargamento por um período de seis meses da atribuição do subsídio social de desemprego que cesse durante o ano de 2010 (desempregados longa duração);
  • Investimento público
    • Adjudicação da concessão do troço Poceirão–Caia da linha de alta velocidade ferroviária Lisboa–Madrid
    • Programa de modernização do parque escolar está em curso e abrange mais de 100 escolas do ensino secundário e do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico
  • Aproximar os rendimentos dos portugueses
    • Aumento histórico do Salário Mínimo Nacional/Retribuição Mínima Mensal Garantida para 475€
    • actualização extraordinária de 1,25% para pensões até 630€ e 1% para pensões até 1500€
  • Saúde
    • mais de 150 novas camas contratualizadas desde Outubro de 2009, na Rede Nacional de Cuidados Continuados
    • mais de 90.000 cheques dentista distribuídos desde Outubro de 2009
    • Aceleração do objectivo de generalizar o médico de família por todos os portugueses através das Unidades de Saúde Familiar (27 novas unidades nesta legislatura, abrangendo 320.000 novos utentes).
    • Lançamento das Unidades de Cuidados na Comunidade
  • Sociedade
    • Aprovação da lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo
    • Programa InovArt que vai permitir atribuir 200 bolsas para a realização de estágios profissionais internacionais em áreas como artes performativas, artes visuais, cinema e audiovisual, design e escrita e edição
  • Segurança
    • novas instalações e obras de reconstrução em mais de uma dezena de esquadras e quartéis da PSP e GNR
    • Reforço da GNR com 946 novos guardas que já iniciaram funções.

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REPARO

por Pedro Sousa em 7 de Fevereiro de 2010

em Arouca

Infelizmente apenas vou a Arouca ao fim de semana.

Mas sempre que vou, sempre sem excepção, deparo-me com um carro estacionado ao lado do convento (nem sempre o mesmo carro) e sempre com lixo e cadeiras de um café lá encostadas.

Será que não há autoridade que o veja? Pior do que isso, será que quem o faz não tem consciência do atentado visual e patrimonial que está a fazer?

Haja paciência!!

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LENDO POR AÍ

por Pedro Sousa em 7 de Fevereiro de 2010

em País

«O primeiro-ministro resolveu almoçar com o ministro da Presidência e Jorge Lacão no restaurante do Hotel Tivoli, que é notoriamente frequentado por personagens da política, do jornalismo e dos negócios. Foi um almoço de amigos ou, pelo menos, de colegas de trabalho. Sem qualquer dúvida um acto privado. A certa altura, o director da SIC e Bárbara Guimarães pararam uns minutos na mesa dele e o primeiro-ministro, provavelmente inspirado pela companhia, resolveu dar a sua opinião sobre Mário Crespo, com quem anda com certeza furioso por causa do programa Plano Inclinado. Para Sócrates, como seria de esperar, Mário Crespo é um “problema a resolver”, e devia (com Medina Carreira) estar higienicamente metido num manicómio. As pessoas sempre falaram assim na intimidade. Dizer mal do próximo é um prazer velho como o homem.

Mas Sócrates falou alto de mais. Tão alto que um coscuvilheiro qualquer conseguiu ouvir e começou a divulgar a conversa, ninguém sabe, ou pode saber, com que exactidão e respeito pela verdade. O que não impediu Mário Crespo de se erigir tragicamente em vítima e de contar o episódio numa “coluna” do Jornal de Notícias, que o director do dito jornal (que não é em bom rigor um tablóide inglês) se recusou a publicar. Isto provocou um enorme escândalo na imprensa e na televisão, que tomaram indignadamente o partido de Crespo e trataram Sócrates como se não houvesse a menor diferença ente o restaurante do Tivoli e a Assembleia da República. Não se percebe porquê. Parece que o primeiro-ministro não tem direito à privacidade ou que de repente a coscuvilhice se tornou numa fonte fidedigna e usável.

Se de facto assim é, daqui em diante nenhuma personagem com alguma notoriedade pública fica ao abrigo dos piores vexames. Nada agora, eticamente, impede que a imprensa e a televisão recrutem bandos de espiões com o propósito de recolher ou “extrair” todo o lixo disponível sobre criaturas de quem não gostam ou que, em geral, atraem audiências: políticos, músicos, jogadores (ou treinadores) de futebol e até, calculem, jornalistas. Claro que o exemplo vem de cima: vários deputados do PS já querem revelar na Net os rendimentos de cada um de nós. Tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, vamos viver numa sociedade ao pé da qual a Ditadura passaria por um regime tolerante e digno. O “caso Mário Crespo” contribuiu consciente ou inconscientemente para apressar as coisas. Portugal nunca, no fundo, se habituou à liberdade.»

Vasco Pulido Valente, Público, 05.02.0.10

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A História da Variante

por Pedro Sousa em 7 de Fevereiro de 2010

em Arouca

O recente anúncio da possibilidade de não serem lançadas diversas concessões onde se inclui a Concessão Vouga – aquela que integra a “variante” – caiu que nem uma bomba entre todos nós.

Sejamos claros: esta informação faz das declarações de José Sócrates aquando da visita a Arouca um acto vazio e com a gravidade das promessas por cumprir.

Não é possível aceitar que um Primeiro Ministro (mesmo em campanha) assegure, olhos nos olhos, a uma população, que a sua principal reivindicação irá avançar, dizendo até que está a fazer justiça e depois tudo cair por terra.

Esse ponto é inultrapassável: José Sócrates deve-nos o cumprimento dessa promessa.

Nem o argumento de que o recente partido com um quase ódio ao investimento público – o PSD – pressiona a redução desse investimento, pode servir para justificar o acto. O cumprimento de tão justa e necessária obra tem de vincular José Sócrates.  Ele tem de a fazer valer. E este “atraso” tem o carimbo de PSD, CDS-PP e PS na Assembleia da República.

Há uma certeza que tenho: se o PS tivesse maioria, a obra avançava. Esta oposição que parece julgar ter vencido as eleições, é um entrave ao desenvolvimento do país (excepto, talvez, ao desenvolvimento das terras de Alberto João).

Artur Neves será, provavelmente, o arouquense com maior frustação neste momento. Quem tem como função delinear o futuro do nosso concelho, tem de poder acreditar na informação que recebe para que possa desenvolver bem a sua missão. E o que fizeram foi dar a informação errada.

Mas o que conheço de Artur Neves diz-me que, neste momento, a frustação já se transformou em “ganas” de procurar arranjar formas de ultrapassar o problema.

A discussão sobre uma eventual demissão do executivo camarário é estéril e apenas está nas mentes mais radicais que por aí pairam. O Presidente da Câmara não apresentou um programa de uma só linha onde dizia “Variante”. Apresentou um programa com uma miríade de iniciativas e obras e deve ser avaliado pelo seu cumprimento.

Ninguém pode acusar Artur Neves de ter mentido aos arouquenses. Isso é, em si, uma mentira.

Temos um Governo que acredita nas virtudes do investimento público.
Temos o compromisso olhos nos olhos de José Sócrates
Temos uma reivindicação de uma justiça inegável
Temos orgãos autárquicos orientados no mesmo sentido e solidários
Temos a Junta Metropolitana do Porto do nosso lado
Temos um Presidente de Câmara que tem sido incansável na busca da “mãe de todas as obras”

Temos agora de aguardar mais uns tempos para perceber a veracidade de toda a informação que foi vinculada… Ainda recentemente lemos que fontes do Ministério das Obras Públicas espera “orientações específicas” nessa matéria.

Passado o choque inicial é importante que todos percebam que a Câmara Municipal e o Partido Socialista (e julgo que os restantes partidos) ainda não atiraram a toalha ao chão. Os arouquenses não o iam perceber.

Não avançar neste anos que agora aí vêm com a conclusão da Variante (seja em que formato for) será desferir um duro golpe no nosso concelho.

Permitindo-me citar o meu amigo Vitor Mendes do Jornal Discurso directo num feliz editorial da última 6º feira “Neste caso fomos roubados de uma estrada que já era nossa. Queremos justiça e a construção da variante“.

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