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Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010

MOVIMENTO TODOS PELA 2ª FASE DA VIA ESTRUTURANTE AROUCA – FEIRA

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Arouca

Eis o comunicado distribuido hoje na apresentação do movimento:

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COMUNICADO
Como é do conhecimento público, recentes decisões do Governo levaram à suspensão do processo de construção da Concessão Vouga, deitando por terra as aspirações de todos os arouquenses quanto à finalização da Variante que é de importância capital para o futuro do concelho.
Confrontados com esta notícia, um grupo de cidadãos dos mais diversos quadrantes políticos, sentiu a necessidade de criar um Movimento que sirva para concentrar a enorme indignação que todos os arouquenses sentem com a decisão tomada.
A execução da 2ª fase da Variante Arouca – Feira permitirá que Arouca deixe o isolamento a que está votada e possa planear um futuro onde a população se sinta bem e onde as empresas possa vir a investir. O que se passa hoje é de uma injustiça sem precedentes, deixando Arouca de fora dos acessos às principais rodovias, limitando a sua expansão social e economica.
Mas este Movimento, apartidário e aberto a todos os que sentem a injustiça desta decisão, resulta também da incredulidade  perante um Primeiro Ministro que veio pessoalmente a Arouca garantir a execução de uma obra, para, nas palavras do próprio, «fazer justiça para convosco e para que os portugueses saibam que não é possível no sec. XXI mantermos as ligações que temos a Arouca, que merece muito mais para se poder desenvolver». Na sua visita ao concelho de Arouca, acompanhado de altos deputados do Partido Socialista, José Sócrates sustentou que o concelho «não tem as mesmas oportunidades que outros, porque foi deixado para trás no investimento público em termos de acessibilidades».
Depois da palavra de um Secretário de Estado e de um Ministro das Obras Públicas ter ficado na gaveta, não podemos aceitar que o compromisso assumido pelo mais alto elemento do Governo seja letra morta. Aceitá-lo será ferir de morte a democracia.
Este Movimento procurará sensibilizar o mais número de pessoas, dentro e fora da política, para a necessidade de exigir ao Governo, ao Primeiro Ministro, ao Ministro das Obras Públicas e aos deputados que os sustentam, que o investimento na conclusão da Variante Arouca – Feira é urgente e é uma questão de coesão territorial.
O investimento na Variante Arouca-Feira é de importância vital para que, passados os tempos difíceis por que navegamos, o concelho esteja preparado para crescer.
O investimento na Variante Arouca-Feira é o cumprimento da palavra do Primeiro Ministro que, muito bem, se referiu a ela como uma questão de justiça.
O investimento na Variante Arouca-Feira é uma gota no enorme oceano que é o Orçamento Geral do Estado que colmatará um esquecimento de quase 20 anos.
O investimento na Variante Arouca-Feira não pode mais ser adiado pois corremos o risco de ver definhar um concelho com um potencial invejável no distrito de Aveiro e na Área Metropolitana do Porto, e que constitui património Geoparque da Unesco.
Os signatários deste movimento não podem assistir indiferentes a esta autêntica fraude a que querem submeter os arouquenses e tudo procurará fazer para que a justiça da reclamação de Arouca seja ouvida e compreendida por todos os que têm o dever de promover um desenvolvimento do território solidário e coeso.
António Jorge
Carlos Costa
Pedro Magalhães
Pedro Sousa
Victor Mendes

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Geoparque de Arouca apresentado às agências de viagens

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Arouca

“Com a equipa reduzida, mas muito eficaz do GA, estamos a conseguir os nossos objectivos”, sublinhou Margarida Belém, que definiu como dos mais importantes objectivos “tentar entrar nos circuitos dos agentes de viagens”.

A promoção do Geoparque tem vindo a ser feita a dois níveis: os profissionais e o público, afirmou. A aposta nas agências de viagem exigirá da autarquia e da equipa gestora do GA – integrada na Associação Geoparque Arouca (AGA) – um trabalho baseado na “persistência”.

“Ao nível dos profissionais, a equipa está a fazer um trabalho fantástico”, declarou Belém, que se mostrou confiante quanto ao atingir do desiderato anunciado.

Contactos nesse sentido foram mantidos já na BTL de Lisboa e na FITUR de Espanha.

“Elaborámos um dossiê que teve a colaboração de todos os agentes locais – unidades hoteleiras, empresas de animação, espaços museológicos e inclusive a restauração”, disse a vereadora.

“Acreditamos que nos vai projectar a nível internacional”, afirmou, considerando a Galiza é o mercado prioritário.

Arouca figura entre os 63 geoparques da rede internacional da UNESCO – organismo das Nações Unidas para a ciência, educação e cultura.

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O PREC da direita*

por Pedro Sousa em 15 de Fevereiro de 2010

em Com a devida vénia,País

Entre o 25 de Abril de 1974 (mais precisamente entre o 11 de Março de 1975) e o 25 de Abril de 1975 viveu-se, em Portugal, um clima de avassaladora intimidação para quem não comungasse da visão dos revolucionários.

Durante esse período quem ouvisse a rádio, visse a televisão, lesse os jornais, participasse nas famosas RGAs nas Escolas Secundárias, quem ouvisse os sindicatos, as comissões de trabalhadores, de moradores, de soldados e marinheiros e o MFA, ficava completamente convencido que caminhávamos a largos passos para uma sociedade totalitária, na esfera de influência da União Soviética. A música, o vocabulário, as manchetes, as acusações de fascista e reaccionário, tudo fazia crer na esmagadora maioria de votantes no PCP.

Com a surpresa de todos o PCP foi derrotado tendo-se seguido o PREC, altura em que o PCP e a extrema esquerda  tudo tentaram para subverter o resultado das eleições constituintes.

Tal como já aqui referi e como o Eduardo Pitta tão bem sintetizou num título de um post, vivemos neste momento o PREC da direita. Os métodos são idênticos e a intimidação de quem ousa dizer o contrário de quem mais grita, de quem mais fala, de quem mais defende a liberdade de expressão, é absolutamente extraordinária. Acresce que em Outubro o país se pronunciou votando maioritariamente no PS.

Mas tudo serve para dar a sensação de desvario, tal como aconteceu com o PREC de 1975. A forma irresponsável como se acusa o poder judicial de estar ao serviço do governo e de Sócrates, essa encarnação do maligno, como se incentiva o julgamento sumário pela populaça, guindando os jornalistas, tal como os militares durante o PREC, ao patamar dos deuses, faz-nos recuar 35 anos.

Tal como nessa época é preciso não perder de vista o essencial – a liberdade, a responsabilidade e o respeito pelas instituições democráticas. Porque é esse desrespeito que faz com que Portugal possa transformar-se num Estado de Direitoformal, como demagogicamente afirmou Paulo Rangel, no Parlamento Europeu.

*Título roubado ao Eduardo Pitta

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