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Terça-feira, Fevereiro 23, 2010

O PUBLICO ANUNCIA INOCÊNCIA DE SÓCRATES

por Pedro Sousa em 23 de Fevereiro de 2010

em País

    Haja decência.
    Na primeira página, o Público titula a gordo: “Inquérito do Freeport não reuniu provas para acusar José Sócrates”. Imediatamente a seguir titula magro:”Ministério Público pronto para arquivar indícios contra o primeiro-ministro”.
    Em página interior, sob título: “Primeiro-ministro foi suspeito durante quase seis anos”, a prosa de António Arnaldo Mesquita e Paula Torres de Carvalho faz saber no último período do terceiro parágrafo: “As investigações prolongam-se há cinco anos, mas, até agora, não foram detectados indícios que permitam constituir Sócrates sequer como arguido”.
    Ou seja, o Ministério Público nem indícios recolheu contra Sócrates – mas o Público preferiu falar de provas na primeira página.
    Isto é Jornalismo? Isto é Informação? Isto é sério? Isto respeita os Jornalistas que o são? Isto respeita os leitores?
    Isto é incompetência ou má fé?

(carta de leitor do Corporações)

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Director do JN desmente Mário Crespo

por Pedro Sousa em 23 de Fevereiro de 2010

em País

O director do Jornal de Notícias reafirmou, hoje, terça-feira, na comissão parlamentar de Ética, que o texto de Mário Crespo não foi publicado no JN por decisão do colaborador. José Leite Pereira disse ainda que o artigo em causa não era um texto de opinião, mas uma “quase notícia” sobre uma conversa privada sem direito a contraditório.

[...]

“Ele disse-me: ‘Não publiques a notícia. Não publiques a notícia e nunca mais publico no JN’ e pôs ponto final à conversa”, revelou.
Recorrendo ao registo de chamadas do telemóvel, adiantou: “Liguei ao Mário Crespo às 23:06 horas. É mentira que tenha ligado à meia-noite”, como o jornalista da SIC referiu publicamente.
“O jornal do dia 1 (de Fevereiro) fechou às 00:37 horas. É pura e simplesmente mentira” que o jornal estava fechado quando liguei para o Mário Crespo, garantiu.

[...]

O director do JN disse ainda aos deputados da comissão de Ética que na conversa que teve com Mário Crespo lhe disse que gostaria de falar com ele no dia seguinte. “Ele é que optou por não escrever mais” e cessar a colaboração com o jornal”, frisou.

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