ANO DE 2009

por Pedro Sousa em 26 de Dezembro de 2008

em Estado de Espírito

Todos parecem concordar que 2009 vai ser um ano extremamente difícil. No entanto, mesmo nestas alturas é possível ter duas visões:

A catastrofista, em que só nos falta encomendar a alma ao criador e não devemos ter qualquer tipo de atitude ou esperança e ficar resignado «Como o país tudo encalha. É só uma questão de tempo para começar a ir ao fundo.»;

Ou a de luta, em que temos de procurar forças para contrariar e organizar as nossas vidas para passar esta fase difícil. Sim, porque ela vai passar… não é a primeira recessão que acontece no mundo. «não se deixarem abater” pela crise económica e a encontrar nos laços familiares “a força” para lhe fazer face».

{ 5 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 F Santos 26 de Dezembro de 2008 às 15:43

“Todos parecem concordar que 2009 vai ser um ano extremamente difícil. ”

É um facto. Até o nosso Prmeiro-Ministro, depois de dizer que em 2009 os portugueses até iam ter mais dinheiro no bolso, se viu na obrigação de dizer que, afinal, não vão… Desta vez não pegou, a propaganda…

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2 Pedro Sousa 30 de Dezembro de 2008 às 6:38

Caro,

A manter-se assim a verdade é que os Portugueses vão ter mais dinheiro disponível, pois a inflação vem descendo e isso baixa preços (ou ao contrário, a baixa de preços baixa a inflação).
Agora ter mais dinheiro no bolso não significa que o ano não vai ser difícil. Isso é a visão tipica: mais um dinheirito, vamos lá gastar que afinal não há crise. NÃO! Vai manter-se a crise e as pessoas vão ter mais dinheiro disponível, espera-se, para honrar os compromissos e também para, quam puder, aumentar a sua poupança.

Isto aplica-se, obviamente, a quem conseguir manter/arranjar emprego. Isso sim, um grande problema

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3 F Santos 2 de Janeiro de 2009 às 4:27

É curioso, porque se pensares bem parte dos problemas de falta de liquidez dos portugueses prende-se com o facto do vosso governo PS ter, em 4 anos, aumentado os impostos em 17%!!! Costumas ler muitos jornais, deves ter lido esta estatísitica.
Mas nestes números, sacode-se a água do capote! Não é culpa do governo, é da crise internacional!! Rídiculo.
A questão do emprego é fundamental, concordo. Pena é que, quem prometeu 150000 novos empregos, veja todos os meses a taxa de desemprego a aumentar!
E andamos nisto, a tentar tapar o sol com a peneira…

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4 Pedro Sousa 2 de Janeiro de 2009 às 6:17

Caro,

O aumento da taxa de desemprego não pode ser relacionada com a criação de 150 000 postos de trabalho. Já aqui expliquei isso.
Por exemplo:

Na cidade X existe 100 trabalhadores, 20 finalistas universitários e 10 desempregados.
No final do ano, existem 110 trabalhadores e 20 desempregados. Isto signfica que, apesar da taxa de desemprego ter aumentado, foram criados 10 postos de trabalho.

Daí se falar em criação de emprego… se fosse relativamente à taxa de desemprego, a promessa seria “reduzir os desempregados em 150.000″.

Agora, pode-se discutir o que queria dizer Sócrates quando fez essa promessa… isso sim, é outra discussão.

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5 F Santos 2 de Janeiro de 2009 às 6:53

Na cidade X existe 100 trabalhadores, 20 finalistas universitários e 10 desempregados.

E quem se reforma, não conta? Nessa cidade não há trabalhadores em pré-reforma? Se houver 10… Para não estragar a estatística foram enviados para a cidade Y…

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