FACE VISÍVEL 2

por Pedro Sousa em 18 de Novembro de 2009

em País

Cruzei-me com uma frase de um jornalista americano, que me parece muito apropriada ao momento (é só substituir o Americans por Portuguese)

Americans detest all lies except lies spoken in public or printed lies.
- Edgar Watson Howe

{ 11 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Fernando Matos Rodrigues 20 de Novembro de 2009 às 19:08

Caro Pedro,
O teu texto para além de ser subjectivo e em inglês leva-me a tirar uma conclusão simples. Tudo que envolva o teu partido socialista, os boys do partido, a rede do partido, os interesses do partido, o financiamento do partido, a clique do teu partido. As duvidas são calunias, os factos são cabalas, as instrumentalizações e os abusos de poder são assuntos de estado. A partidarite é cega, ignorante e pouco lúcida. E leva sempre para situações de perda de sentido de estado e de serviço público. E neste sentido, obrigatóriamente inimiga da democracia e da transparência da gestão da res publica.
um abraço deste arouquense
fmr

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2 Pedro Sousa 22 de Novembro de 2009 às 19:14

Caro Matos Rodrigues,

Uma leitura atenta à frase, sem “pré-conceitos”, dará para perceber que ela cobre os dois lados. Uma mentira dita em público pode, muito bem, ser da boca de um político.
Quanto aos factos que refere, a existir facilmente a justiça actuará. Agora, ultimamente, parece que os tribunais assentaram arraiais na TVI, SOL, no Expresso ou no Correio da Manhã. E, desde a última vez que vi, não é aí que eles estavam.

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3 Azevedo 21 de Novembro de 2009 às 20:05

Que mentiras? Aquelas que vieram bem ”escarrapachadas” no jornal Sol e que ninguém até agora desmentiu? Querem fazer-nos passar todos por idiotas? O que veio no joral citado resultou da leitura das certidões, ou da audição das escutas, e é de uma gravidade absoluta. A ilegalidade do acto não anula a gravidade do que foi escutado! A vergonha é que arranjaram uma ”panelinha” jurídica para se safarem de esponder à justiça!
A questão, como querem fazer desesperadamente crer os socialistas, não é para o cidadão eleitor uma questão jurídica, mas sim uma questão política… O que me interessa saber é se sou governado por gente honesta ou desonesta.

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4 Azevedo 21 de Novembro de 2009 às 22:58

Sobre isto escreveu o professor de Direito Penal Paulo Pinto de Albuquerque no DN: “Há dois magistrados no nosso país que fazem um juízo de valor gravíssimo sobre o conteúdo dessas escutas. A questão que qualquer cidadão comum se coloca é a seguinte: como é possível que sejam destruídas escutas que dois magistrados de duas magistraturas distintas entendem indiciarem a prática de um crime gravíssimo pelo primeiro-ministro sem que o povo português conheça o teor dessas escutas?”

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5 Pedro Sousa 22 de Novembro de 2009 às 19:20

Caro Azevedo,

Era o que faltava que escutas viessem agora para a praça pública só porque dava jeito aos detractores do PM. A justiça é que tem de funcionar. As escutas, de processo nenhum, devem vir para a praça pública. Como dizia hoje um politico (julgo que do PP) “não deve a politica judicializar-se nem a justiça politizar-se”.
Sabe que as citações conseguem-se as mais diversas, pois estes temas dividem a opinião pública. Não uma divisão como gostaria (os defendores do PM os maus, mafiosos; os PSD e contra o PM os paladinos da verdade e da justiça), mas uma divisão levadas pelas leituras diversas.
Por exemplo, Fernanda Palma, Prof. Catedrática de Direito Penal, escrevia hoje no Correio da Manhã:

Em teoria, subsiste o problema de saber se, durante uma escuta ilegal, surgirem indícios da prática de um crime, eles podem ser utilizados como prova. Esse é um problema comum a qualquer escuta ilegal, ao qual se dá sempre uma resposta negativa, sob pena de se pactuar com atropelos de direitos fundamentais. Por isso, o artigo 125º do CPP determina que as provas que impliquem violação desses direitos sejam nulas e não possam ser utilizadas.

Este regime vale para crimes que podem ser, em abstracto, objecto de escutas. Os conhecimentos fortuitos só podem ser utilizados se a escuta for legal, o crime a investigar a admitir e for indispensável para a prova, como dispõe o artigo 187º do CPP. Nada disto significa uma ponte para a impunidade, porque é sempre possível desencadear uma investigação contra quem é suspeito.

Validar escutas ilegais e não controlar o segredo de Justiça, isso sim, compromete a investigação.

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6 F Santos 23 de Novembro de 2009 às 22:29

“Quanto aos factos que refere, a existir facilmente a justiça actuará. Agora, ultimamente, parece que os tribunais assentaram arraiais na TVI, SOL, no Expresso ou no Correio da Manhã”

Queres tu dizer, por exclusão de partes, que jornais sérios e totalmente credíveis só o 24Horas, JN e I?? Arraiais aqui nem vê-los? É que juntando a tua lista e a minha não me lembro de mais nenhum (tirando os económicos). …… pois….

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7 Pedro Sousa 24 de Novembro de 2009 às 23:41

Caro F Santos,

Se isso te deixa contente, acrescenta quem quiseres… falei desses orgãos porque são os mais concentrados no tema. E nem sequer falei em credibilidade ou falta dela, apenas de efectuarem julgamentos.

Mas os tribunais nao estão no Sol, TVI, SIC, RTP, 24 horas, Diário Económico, Correio da Manhã, Publico, I, Canal Panda, Fox, RTPN… etc, etc

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8 F Santos 25 de Novembro de 2009 às 22:59

Caro Pedro

Não me deixa contente. Deixa-te sem argumentos. Porque, na tua perspectiva (por demais conhecida) se não abona a favor de Sócrates, não presta, “efectua julgamentos”. Lapidar, meu caro.

Mas, a avaliar pelo tom da tua resposta (e retrato-me imediatamente se estiver enganado), pareces saturado com as minhas intervenções, pelo menos, neste assunto. Digo-o a avaliar pela desconsideração falta de seriedade que aplicas na resposta. Encerro o assunto, pela minha parte, por aqui, manifestando alguma surpresa pela tua resposta desplicente e ao género “vê se te calas”.

Vou ver o Canal Panda.

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9 Pedro Sousa 26 de Novembro de 2009 às 16:23

Caro F Santos,

Não concordo nada com essa tua visão sobre a minha prespectiva. Os jornais não tem de abonar em absolutamente nada nem ninguém. Devem noticiar e analisar, apenas. Os cronistas podem opiniar. O que não se pode é dar notícias falsas, aliás como já se verificou no Face Oculta. Depois os jornais dão notícias falsas na primeira página e desmentidos no canto inferior num local quase ineligível com letra 3. Uma vergonha…

Quanto ao tom… interpretaste erradamente, ou eu passei a ideia errada. Volta sempre, nem que seja para massacrar.

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10 Azevedo 26 de Novembro de 2009 às 22:04

Os tribunais devem ser aqueles agentes de espionagem, apontados pelo Ministro Vieira da Silva. O que fizeram os investigadores da Judiciária e os senhores juízes foi actuar. Como resposta tiveram um ataque sem quartel do governo! Uma vergonha!
Se, por acaso, o caso não viesse ”a lume” na imprensa o caso passaria para o Dr. Noronha do Nascimento que mandaria destruir as escutas… Uma limpeza jurídica sem mácula!!!
A única maneira do senhor primeiro ministro mostrar que nada teme é deixar divulgar as escutas. O problema é que a ”coisa”, como todos já perceberam, e como veio transcrito no ”Sol” tem matéria de natureza criminal… Uma chatice….

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11 Pedro Sousa 27 de Novembro de 2009 às 2:09

Caro Azevedo,

Os juizes de Ovar terem actuado como actuaram não é vergonha nenhuma nem prova de absolutamente nada.

Existem centenas e centenas de processos todos os anos (meses?) que determinado juiz tomou uma decisão e a instância superior anulou essa decisão e tomou decisão contrária. O que significa isso? Que um dos juizes é incompetente, tinha algo contra algum arguido? Não. Apenas o sistema judicial a funcionar.

É também lícito dizer que o que PGR e o PSTJ fizeram foi actuar… e dentro da lei.

Quanto ao que diz sobre o que aconteceria se não viesse nos jornais, gostaria de ter a sua bola de cristal, mas futurologia não é o meu forte. Eu preferia fazer o cenário pensando no que aconteceria se os investigadores fizessem as coisas em condições. Isso sim, era interessante.

O “Sol” já publicou umas mentiras descaradas, como sabe, portanto não sei se era ou não uma chatisse.

António Lobo Xavier sugeriu e bem, no programa Quadratura do Círculo uma Comissão Parlamentar.
Na justiça já foi dito que não existe nada nas escutas. Do ponto de vista político, veremos o que apura a Assembleia da República.

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