àcerca da “integridade em pessoa”

por Pedro Sousa em 3 de Novembro de 2009

em País

Eu já tinha denunciado aqui… parece que o Provedor do Jornal Público também acha

{ 16 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 joaquim toscano 3 de Novembro de 2009 às 20:59

“A integridade em pessoa”, nos tempos de hoje ainda é conceito?
E quem utilizou o conceito? Em que Fax???
O de Macau já foi há long time…
Um artista Português? Um artista inglês ( das bandas da Pérfida Albion?) Um actor Amaricano???
O sr Provedor do Leitor dos públicos não precisa de se preocupar:
Portugal é um País de Mãos Limpas, apetece-me até dizer como ali mais a sul, onde a terna saudação é – Oh Cabr.., em vez do nortenho – Oh Fil.. da p…
– De mãos limpas… e á vara larga!!!

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2 Pedro Sousa 4 de Novembro de 2009 às 14:29

Caro Toscano,

O meu post nada tem a ver com a integridade (ou não) de quem quer que seja.

É apenas mais uma prova cabal de que o jornalismo, quando quer, pode ser muito… como dizer… orientador.

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3 Carlos Almeida 4 de Novembro de 2009 às 18:07

Caro Pedro
Em resposta ao que acaba de dizer não posso deixar de lamentar que nem umas palavrinhas tenha postado acerca do cidadão Vara, Armando. O destacado militante socialista, conhecido protegido das hostes, que parafraseava bem aquela popular frase ” o pequenito que queria ser grande” tão comum no nosso meio.
P.S. Não espere de mim qualquer cunha para dar uma volta nos submarinos! Ainda nem para mim consegui…

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4 Pedro Sousa 5 de Novembro de 2009 às 9:58

Caro Carlos Almeida,

Sobre o Armando Vara ainda não há nada a dizer. A justiça há-de apurar factos. Ele foi constituido arguido e, portanto, terá agora forma de se defender.

Nada tem a ver com o caso de Sócrates que, nunca tendo sido arguido, foi queimado na praça pública por alguma imprensa.

Apesar de eu achar pouco provável (do ponto de vista da lógica) que alguém que aufere de 34000€ por mês se tenha corrompido por 10.000€, o que interessa é que as policias, o ministério público e os tribunais façam o seu trabalho de forma imparcial.

Há já quem queira associar Vara a Sòcrates o que é espantoso. Mas pronto… fantástico é a posição de Aguiar Branco. Depois de no Algarve ter associado o PS a tudo que era caso de forma vergonhosa, agora diz que não faz esse tipo de associações. LOL

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5 Carlos Almeida 5 de Novembro de 2009 às 15:02

Caro Pedro
Na minha opinião pessoal entendo que o Eng Sócrates devido à posição que ocupa deveria de ter dado mais explicações ao país. A íncerteza de certos factos não favorece nem o próprio, nem toda uma sociedade que o observa.
Concordo consigo, não faz sentido conotar Vara/Sócrates a não ser por este ultimo ser um “protegido” do PS. Um daqueles famosos “Boys”! Mas eu entendo que aqui está o cerne da questão que merece uma discussão sem olhar a pessoas ou partidos: Existe no nosso país uma espécie de “novos ricos”, pessoas que do dia para a noite ficam abastadas sem se perceber as origens de tamanhas fortunas. Ocupam altos cargos sem nada o justificar ou possuem negócios que prosperam sem qualquer sentido. É ao que dizia alguém a comentar o caso Face Oculta uma nova cultura de chico espertismo que impera na sociedade. Aí sim está o verdadeiro problema, visto que o cidadão sente que tem de adaptar-se a esta forma de estar, por questões que tocam até, imagine-se, a sua sobrevivência! A corrupção, o favorecimento,… estão demasiado presentes no quotidiano das pessoas até nas pequenas coisas, deixou a meu ver de ser excepção, para se tornar regra! O que contribui para isso? Falta de celeridade da justiça? O descrédito da mesma? Cultura de facilitismo?

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6 Pedro Sousa 6 de Novembro de 2009 às 9:56

Caro Carlos Almeida,

Discordo do seu primeiro parágrafo. O ónus da prova tem de estar sempre do lado da acusação. Não cabe ao “visado” provar que é inocente, cabo ao acusador provar que ele é culpado.
De resto, concordo consigo. Desde que entramos na CE (CEE na altura) os milhões de fundos que cá entraram fizeram vir ao de cima uma caractaristica que já tinhamos, mas eventualmente menos desperta: o chico-espertismo, como refere.
Em primeiro lugar o que contribui para isso somos todos nós. Não existe uma consciência de sanção social, por exemplo, à cunha. Pelo contrário, enquanto na maioria dos países, alguém teria vergonha de dizer “o meu filho trabalha ali porque eu conheço o Director” ou então dizer “eu fugi ao fisco fazendo isto ou aquilo”, cá isso parece motivo de orgulho. Portanto, o primeiro problema é nosso.
Obviamente que a justiça tem culpa a seguir, não conseguindo condenar ninguém. Acredito que os tubarões comessassem a ser condenados, o medo poderia começar a limitar as tentativas de corrupção mais pequenas. É que com a lenditão e inaptidão da justiça, nem sequer dá vontade de denunciar casos que se conheça.
Obviamente, o fim da “cunha” ou da corrupção faria o país andar mais lento… é que se o país anda a 50 à hora é porque as cunhas pões algumas coisas a andar a 75. Se não, deixar os processos andar normalmente, andaria tudo a 25 à hora. (este parágrafo pretende ser humoristico).

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7 Azevedo 6 de Novembro de 2009 às 23:16

O ”caso Vara” tem tudo a ver com Sócrates. Existe um espécie de acordo tácito entre os dois maiores partidos porugueses que é ” não comento questões do foro da justiça”. Uma vergonha! Indivíduos que estiveram em governos anteriores, que são colocados em
cargos da confiança política do primeiro-ministro e o senhor nada tem a dizer aos portugueses? Brincámos? Não !
Somos simplesmente idiotas! Este é um dos poucos países, supostamente civilizados, onde é uma coisa normal as jantaradas entre o empresariado com negócios com o Estado e os políticos que deveriam servir os interessses dos cidadãos da República.
Casos como o de Jorge Coelho, Pina Moura, Ferreira do Amaral descredibilizam a democracia: à mulher de César não basta ser séria…

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8 Pedro Sousa 6 de Novembro de 2009 às 23:54

Caro Azevedo,

Interessante escolha de exemplos.

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9 Carlos Almeida 10 de Novembro de 2009 às 19:42

Caro Pedro
Este apontamento não tem muito que ver com o tema, porém é algo que me comunicaram recentemente e que de certa forma me desilude. Gostava pois de o ver esclarecido por si no ppp.
O Dr Paulo Portas por variadas razões não foi candidato a Presidente da AM. O Pedro foi um dos principais criticos usando palavras como “engano”, “logro”, etc. Ora e segundo informações que me chegaram:
1º O agora secretário da mesa, Prof Carlos Esteves foi eleito à oito anos atrás presidente da Junta de Freguesia de Arouca e abandonou passado um mês, enganando aí sim os eleitores que nele confiaram
2º O agora Presidente da Camara poucos dias depois de eleito abandonou, enganado aí sim quem votou nele
3º O Eng Guterres ao meio de um mandato abandonou o país, enganando (e de que maneira) quem votou nele
4º O próprio Pedro Sousa depois de eleito membro da Assembleia Municipal abandonou a meio enganando quem lhe confiou o voto!!!!!!!!!!

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10 Pedro Sousa 11 de Novembro de 2009 às 13:49

Caro Carlos Almeida,

Percebo o truque… mas dou-lhe a minha visão.
O caso Paulo Portas teve sempre a ver com o facto de o seu discurso ser baseado em que seria Presidente da Assembleia Municipal e que isso seria bom para Arouca. A campanha do PP assentou toda ela nessa mensagem. Ao ser assim, deveria ser consequente e tentar fazê-lo. Nem sequer tentou, o que para mim é um logro, até porque a responsabilidade dos cabeças de lista são muito superiores a qualquer outro elemento das listas. Acho eu.
Sobre os casos que me apresenta, ninguém deixou de assumir os cargos para que foi eleito. Assumiram e situações posteriores levaram à necessidade de alterar as coisas, presumo que em todos os casos com justificação plausível, pelo menos para os próprios. Os eleitores mais tarde castigaram ou não.
Não conheço todos os casos… o do Prof. Esteves não me recordo. O do Engº Neves polémico na altura, também acho que foi mau, obviamente. Mas isto não é a escolinha em que, porque um fez, os outros estão autorizados a fazer.
O Engº Guterres fez uma leitura política dos resultados eleitorais das autárquicas e interpretou a pesada derrota como um cartão vermelho à sua governação. Foi uma leitura política efectuada na altura, e pelos visto bem, pois logo a seguir o PSD ganhou as eleições. Em contratponto, Paulo Portas teve uma votação histórica em Arouca.
No meu caso em particular, era-me impossível continuar a vir às Assembleias por me ter deslocado profissionalmente. Ainda que agradeça a comparação com Paulo Portas, a campanha do PS na altura não tinha como argumento principal a minha presença na Assembleia. Não acho que as responsabilidades sejam comparáveis, mas percebo o raciocínio.

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11 Carlos Almeida 11 de Novembro de 2009 às 19:21

Caro Pedro
Seguindo a sua linha de raciocinio foi um logro o Dr. Oscar Brandão não ser candidato a Presidente da AM e o Dr Afonso Portugal idem. O Dr Paulo Portas foi eleito membro da AM pelo povo e assumiu esse lugar! Só não foi candidato a Presidente porque as outras forças politicas não garantiram o necessário apoio e como poderá ter verificado não eram muito confiáveis.
Os argumentos que usa em relação ao Eng Guterres são a meu ver errados: devia de ter cumprido integralmente o mandato que o povo lhe confiou e não abandonar à primeira dificuldade. E por ultimo, é da mesma forma deputado municipal o 2º e o 8º da lista! São exactamente iguais e o sua presença depende do voto que o povo lhe confia! Eu compreendo muito bem que a vida das pessoas muda e que é preciso deixar coisas para trás. Agora atirar pedras quando se é intransigente…..

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12 Pedro Sousa 12 de Novembro de 2009 às 10:41

Caro Carlos Almeida,

Claramente não lhe consigo passar a minha ideia (mea culpa, claro) por isso vou responder a última vez à questão Paulo Portas na Assembleia.
Que me recorde (posso estar enganado) nunca ouvi o Dr. Óscar Brandão dizer que era candidato a Presidente da AM. Sempre se apresentou como cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal. O mesmo com o Dr. Afonso Portugal no caso da UPA. O mesmo com o Dr. Jorge Oliveira.
O Dr. Paulo Portas (que, julgo que concordamos, conhece muito bem a lei eleitoral) optou por apresentar-se como candidato a Presidente da AM. Ao fazê-lo não foi um lapso linguistico, foi uma forma de ganhar votos. Foi de forma consciente para mobilizar eleitorado. Daí, eu achar um logro ao não apresentar a sua candidatura.
É esse o meu raciocíonio…

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13 Carlos Almeida 13 de Novembro de 2009 às 18:22

Caro Pedro
Augusto Santos Silva, Ministro e membro do PS, Candidato à AM de Gondomar não só não apresentou candidatura a Presidente da AM como, imagine-se, nem sequer lugar como membro dessa mesma AM tomou, mesmo depois de eleito pelo povo para o mesmo! Nem compareceu sequer na tomada de posse! Comparemos comportamentos, o respeito pelo voto do povo de um para o outro partido…sim, porque o CDS respeita o voto, respeita o povo e a sua vontade, preocupa-se( como terá verificado) em explicar os motivos da sua não candidatura. Fico à espera que reconheça aqui e publicamente a superioridade moral do CDS neste assunto, pois o Pedro como já referiu várias vezes, é militante Socialista.
P.S. Por forma a não alegar desconhecimento, consulte a edição de sexta feira dia 13 de Nov/09 do JN

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14 Pedro Sousa 14 de Novembro de 2009 às 20:01

Caro Carlos Almeida

Já escrevi num comentário anterior que isto não é a escolinha. O facto de Augusto Santos Silva não ter comparecido à tomada de posse é, para mim, vergonhoso, frusta quem votou no PS para a Assembleia Municipal e merce sanção política. Óbvio… mas que tem isso a ver com Paulo Portas e a sua candidatura à AM de Arouca?
Retirar daí superioridade moral, só se for para nos rirmos um pouco. No fundo, era reconhecer superioridade a um comportamento que considero reprovável e enganador dos eleitores. Ambos são maus, muito maus…
E superioridade moral ao deputado nacional que foi dos mais faltou na legislatura anterior ainda era motivo de riso maior

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15 Carlos Almeida 16 de Novembro de 2009 às 17:13

Caro Pedro
Tenho participado com algum entusiasmo no seu blog. Espero que a minha participação seja positiva e sirva para mostrar a diferença de opinião . Agora permita-me uma certa desilusão porque sou um admirador do seu blog. O reconhecer erros, saber entender quando nos excedemos( como já aconteceu comigo) é muito importante e saudável. O saber quanto temos ou não razão, idem.
Caro Pedro você quer defender o indefensável! Os comportamentos de um e outro partido não se comparam de forma alguma…Um aceita e respeita o lugar para que foi eleito, o outro nem sequer aparece a dizer que não aceita!!! Isto é igual? São comparáveis as situações? Mas não são exatamente iguais!! Em que diferem? Mas do que falamos afinal? Da pessoa Paulo Portas? Ou comparamos os dois partidos? É que eu ao entrar nesta discussão consigo não entendo estar a falar com o Pedro Sousa “Pessoa”( que eu não tenho o prazer de conhecer), mas sim com o Pedro Sousa militante e defensor do PS.
Caro Pedro sou militante do CDS já lá vão 12 anos e não me envergonho disso. Nesta situação em particular acho que o CDS sai valorizado. Prova-se que respeita muito mais o voto dos eleitores em comparação ao PS, o que a mim me orgulha.

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16 Pedro Sousa 17 de Novembro de 2009 às 0:02

Caro Carlos Almeida,

Antes de mais, obrigado pelas palavras simpáticas. Espero que continue a passar por cá e a estimular o debate.
Eu não estou a comparar partidos, até porque os partidos não se confundem com os seus elementos.
No entanto, recuso-me a escolher entre qual a atitude menos má. São ambas condenáveis… só isso. Estranho até ter dificuldade em conseguir passar essa mensagem.
Eu concordo consigo (veja lá…) que nesta comparação em particular o CDS sai melhor que o PS… não me custa nada assumi-lo. Agora, são ambas medíocres…

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