Num gesto de democracia com poucos precedentes em Portugal, a Ministra da Educação disponibilizou-se para responder a diversas perguntas enviadas por e-mail.
A ler…
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Sou professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico, numa instituição privada.
Estando eu agregado a uma escola privada, estou habituado a um sistema de avaliação permanente – apesar de informal e sem documentação a sustentar a mesma – e quando soube da intenção do ministério muito me satisfez.
Confesso que ainda senti alguma resistência à ideia, mas é urgente abalar esta corporação em que se transformou o ensino.
Nos últimos tempos tenho ouvido expressões como: “A escola é dos professores” ou “Os professores não são os alunos” – esta frase destinada a sublinhar a estranheza face à mobilização de professores do passado sábado, dia 8 do corrente.
Sinto que o que se passou foi o facto de os bons professores – aqueles a quem esta avaliação interessa de verdade – terem sido arrastados para um clima de insatisfação um pouco devido a uma falta de informação – ou encobrimento da mesma por parte dos sindicatos. Como poderá a Senhora Ministra reverter este quadro? Como trazer de volta os bons professores, os principais interessados nesta avaliação?
Tenho dito sempre que a obrigação do Governo é a de explicar as medidas introduzidas e é isso que tenho procurado fazer em sucessivas ocasiões. Por outro lado, julgo que à medida que as políticas forem mais conhecidas o descontentamento diminuirá: foi assim com as aulas de substituição ou com o concurso de professores. Mas estou também convicta que só quando o modelo de avaliação for posto em prática as suas virtudes serão valorizadas, os professores apropriar-se-ão dele, e tornarão o modelo melhor. A melhoria dos resultados escolares e do funcionamento da escola pública e o aumento da confiança dos portugueses no serviço público de educação poderá, também, vir a ser compensador para os professores.
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