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Terça-feira, Março 18, 2008

Estranha justiça, esta…

por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008

em País,Repita lá?!?!?!?

Daniel Oliveira, conhecido articulista da nossa praça e soberbo “gerente” do blog Arrastão, foi condenado em tribunal a pagar 2.000 € a Alberto João Jardim, por tê-lo chamado, em artigo no Expresso, “Palhaço Rico”.

Curiosamente, Alberto João Jardim chamou “filhos da p***” e “bastardos” aos jornalistas e continua a pavonear-se por aí, sem pagar multas a ninguém. Acho que se chama a isso imunidade parlamentar… já há muito que, para os lados da Madeira, a vergonha é conceito estranho.

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A nossa educação é a mesma de 1888?

por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008

em Com a devida vénia

Fui à estante buscar o Oliveira Martins e abri nos escritos sobre o “estado da educação” publicados em O Repórter, no ano de 1888. Deixo-vos apenas alguns excertos deliciosos:

22 de Junho de 1888
Resta saber que espécie de homens se estão formando nas famosas escolas leigas, e com o ensino estapafúrdio dos nossos liceus. (…)
Este estado de espírito é o dos que, apesar de livres pensadores, acham preferível confiar a educação dos filhos aos jesuítas.
24 de Agosto de 1888
O grande defeito do ensino oficial português está em que os compêndios são maus, os professores piores, e os programas, trasladados das escolas europeias, seriam excelentes por vezes, se não fossem puras hipóteses burocráticas. (…)
… os próprios progressos do ensino são uma nova causa de cretinização. (…)
Um facto universalmente conhecido é a progressiva ignorância das gerações que o ensino oficial vai preparando. (…)
A Indústria dos compêndios escolares viça à custa dos cérebros das crianças e das algibeiras dos pais. (link)

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images.jpgSegundo o estudo de audiências Bareme Rádio 2007 da Marktest, [...] Na região do Entre Douro e Vouga (EDV) apenas a Rádio Regional de Arouca ultrapassa a Azeméis FM. (link)

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Um blog de Chaves mete o dedo na ferida… afinal, analisando os presentes na masnifestação “espontânea” que recebeu Augusto Santos Silva, os professores eram poucos… muitos eram os elementos do PSD.

 A leitura de quem, estando lá, teve uma visão mais realista:

“Analisando as imagens da reportagem da “RTP” pode-se constatar que a maioria dos manifestantes nem sequer eram “professores”. Estava composta por conhecidos simpatizantes do “PSD”, seus familiares e crianças. Não reconheço, sequer, nenhum dos ditos manifestantes como Flaviense.

[...]

Recuso-me a acreditar que alguém digno do nome de “Professor” pudesse chamar “fascista” e “palhaço” a um ministro de um governo democraticamente eleito. Os Poucos “professores” que participaram na “Arruaça”, alem de maus cidadãos e mausprofessores”, são gente sem valores éticos e democráticos que se exigem a quem educa as novas gerações. Inclusive, alguns dos manifestantes são cobardes ao esconderem a cara , enquanto insultam, com o receio de serem identificados.  (link)

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O ex-ministro “no activo”

por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008

em País

A peregrina teoria de que não se podem fazer reformas contra alguns dos seus destinatários. Claro que não se podem, pelo menos não se devem tentar reformas contra o que o legítimo poder, eleito pelo Povo, considera o interesse público, o interesse do País, mesmo quando demora algum tempo até que se conjugue a percepção da união entre estes dois interesses. Um ilustre articulista regular de um dos nossos diários acha que não se fazem reformas contra as corporações. Se fosse verdade, não teria o Marquês reformado a Universidade de Coimbra, não teria Joaquim António de Aguiar abatido os foros e morgadios, não teria Fontes Pereira de Melo construído estradas e linhas de comboio contra proprietários fundiários e agrários retrógrados que receavam a drenagem das produções agrícolas para benefício de outras regiões, não teria Duarte Pacheco construído a marginal, não teria o PS feito aprovar a lei da delimitação dos sectores, não teria sido privatizada a comunicação social que caiu no regaço do Estado com as nacionalizações, não teria Vieira da Silva realizado a reforma da Segurança Social, não teria Maria de Lurdes Rodrigues aberto a escola pública todo o dia, concentrado o ensino do primeiro ciclo em locais onde as crianças socializem mais cedo, criado aulas de substituição, instalado o ensino do inglês desde cedo, ou colocado os professores por três anos. Refiro os últimos exemplos para que não se argumente que, reformas a sério, só com regimes autoritários. Não há registo de que as corporações tenham apoiado qualquer destas reformas desde o início. Quando muito deixaram de lhes ser hostis quando ponderaram melhor o que perdiam em credibilidade. Se convenho em aceitar que as reformas se não devem fazer contra ninguém, prefiro admitir, como se tem demonstrado, que é possível fazer reformas apesar das corporações.

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