Daniel Oliveira, conhecido articulista da nossa praça e soberbo “gerente” do blog Arrastão, foi condenado em tribunal a pagar 2.000 € a Alberto João Jardim, por tê-lo chamado, em artigo no Expresso, “Palhaço Rico”.
Curiosamente, Alberto João Jardim chamou “filhos da p***” e “bastardos” aos jornalistas e continua a pavonear-se por aí, sem pagar multas a ninguém. Acho que se chama a isso imunidade parlamentar… já há muito que, para os lados da Madeira, a vergonha é conceito estranho.
Fui à estante buscar o Oliveira Martins e abri nos escritos sobre o “estado da educação” publicados em O Repórter, no ano de 1888. Deixo-vos apenas alguns excertos deliciosos:
22 de Junho de 1888
Resta saber que espécie de homens se estão formando nas famosas escolas leigas, e com o ensino estapafúrdio dos nossos liceus. (…)
Este estado de espírito é o dos que, apesar de livres pensadores, acham preferível confiar a educação dos filhos aos jesuítas.
24 de Agosto de 1888
O grande defeito do ensino oficial português está em que os compêndios são maus, os professores piores, e os programas, trasladados das escolas europeias, seriam excelentes por vezes, se não fossem puras hipóteses burocráticas. (…)
… os próprios progressos do ensino são uma nova causa de cretinização. (…)
Um facto universalmente conhecido é a progressiva ignorância das gerações que o ensino oficial vai preparando. (…)
A Indústria dos compêndios escolares viça à custa dos cérebros das crianças e das algibeiras dos pais. (link)
por Pedro Sousa em 18 de Março de 2008
em Arouca
Segundo o estudo de audiências Bareme Rádio 2007 da Marktest, [...] Na região do Entre Douro e Vouga (EDV) apenas a Rádio Regional de Arouca ultrapassa a Azeméis FM. (link)
Um blog de Chaves mete o dedo na ferida… afinal, analisando os presentes na masnifestação “espontânea” que recebeu Augusto Santos Silva, os professores eram poucos… muitos eram os elementos do PSD.
A leitura de quem, estando lá, teve uma visão mais realista:
“Analisando as imagens da reportagem da “RTP” pode-se constatar que a maioria dos manifestantes nem sequer eram “professores”. Estava composta por conhecidos simpatizantes do “PSD”, seus familiares e crianças. Não reconheço, sequer, nenhum dos ditos manifestantes como Flaviense.
[...]
Recuso-me a acreditar que alguém digno do nome de “Professor” pudesse chamar “fascista” e “palhaço” a um ministro de um governo democraticamente eleito. Os Poucos “professores” que participaram na “Arruaça”, alem de maus cidadãos e maus “professores”, são gente sem valores éticos e democráticos que se exigem a quem educa as novas gerações. Inclusive, alguns dos manifestantes são cobardes ao esconderem a cara , enquanto insultam, com o receio de serem identificados. (link)