Fui à estante buscar o Oliveira Martins e abri nos escritos sobre o “estado da educação” publicados em O Repórter, no ano de 1888. Deixo-vos apenas alguns excertos deliciosos:
22 de Junho de 1888
Resta saber que espécie de homens se estão formando nas famosas escolas leigas, e com o ensino estapafúrdio dos nossos liceus. (…)
Este estado de espírito é o dos que, apesar de livres pensadores, acham preferível confiar a educação dos filhos aos jesuítas.
24 de Agosto de 1888
O grande defeito do ensino oficial português está em que os compêndios são maus, os professores piores, e os programas, trasladados das escolas europeias, seriam excelentes por vezes, se não fossem puras hipóteses burocráticas. (…)
… os próprios progressos do ensino são uma nova causa de cretinização. (…)
Um facto universalmente conhecido é a progressiva ignorância das gerações que o ensino oficial vai preparando. (…)
A Indústria dos compêndios escolares viça à custa dos cérebros das crianças e das algibeiras dos pais. (link)
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