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Quinta-feira, Agosto 23, 2007

O CASO DA SOMAGUE E DO PSD

por Pedro Sousa em 23 de Agosto de 2007

em País

astronauta-luna.jpg

Este caso que veio agora a público, não sei porquê, lembrou-me uma velha piada:

 ” A NASA decide escolher um astronauta europeu para a sua nova missão. Foram escolhidos, depois de rigorosos testes, um inglês, um francês e um português.

Chegou a altura de discutir o pagamento. O Inglês pediu 9.000.000 de dólares. A NASA perguntou porquê tanto dinheiro. O Ingês disse que tinha família e 2 filhos e, portanto, era preciso assegurar o futuro. Além disso, a missão era perigosa.

Depois foi o Francês… este pediu 9.000.000 de dólares. Então porquê, perguntou a NASA. Então, 5.000.000 são para mim e para a minha família – tenho 3 filhos - os outros 4.000.000 são para dividir entre mim e a minha amante.

Veio o português e pediu o mesmo… 9.000.000 de dólares. Ah, também tem filhos, perguntou a NASA? Não, nada disso. 3.000.000 são para si, meu amigo, caso me escolha. Outros 3.000.000 são para mim. Os outros 3.000.000 é para arranjar um otário que vá, que a mim não me apanham em Marte!!

Que lindo o pensar português… ganhamos todos, não é????

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Manifesto Pró-Pacheco Pereira

por Pedro Sousa em 23 de Agosto de 2007

em Com a devida vénia

gato_fedorento_julho2005.jpgAmaldiçoado seja o palerma que anda entretido a piratear o Abrupto – ou, se a maleita do blogue é devida a erro informático, maldito seja então esse amontoado defeituoso de zeros e uns. Que arda no Inferno a besta – humana ou cibernética – que ofereceu ao Pacheco Pereira a sua última glória: o martírio. Alguém quer calar o Pacheco Pereira. Porquê? Ninguém sabe. O Pacheco Pereira incomoda. Quem? Ninguém diz. Mas o bravo Pacheco Pereira persistiu, agarrado ao leme do blogue, e depois de tremer três vezes escreveu este post veemente. Veementemente escrito a negrito, para percebermos que o autor vocifera, e sublinhado a amarelo veementemente, para percebermos que o autor investe. Sobre quem? Ninguém percebe. Mas o leitor que não esteja preparado para tanta veemência em tão poucas linhas não deixará de se comover. Trata-se de um pequeno mas lancinante grito de insurreição em que a preposição “desde” (a mais insurrecta das preposições) é protagonista. “Desde o momento em que não sei quê”, principia Pacheco Pereira. Mas “desde o início da tarde que não sei que mais”, prossegue depois. Pelo meio recebeu mensagens de conforto, o que aproveita para agradecer “desde já”. No fim, a promessa que nenhum homem decente conseguirá ler sem que os olhos se lhe encham de água: “podem ter a certeza de que aconteça o que acontecer o Abrupto continuará. Não será por esta via que acabam com ele.” “Acabam”, diz ali. O sujeito permanece indeterminado, mas agora temos um plural. Eles. Ah, perniciosa matilha. Quem serão? Os comunistas, os socialistas, os próprios sociais-democratas? Os jornalistas, os informáticos, os benfiquistas? Os bombeiros, os travestis, os profissionais do sector dos lacticínios? Ninguém arrisca um palpite.

continua em http://gatofedorento.blogspot.com/2006_07_16_gatofedorento_archive.html#115353953125718481

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