JORNALISMO DE SARJETA

por Pedro Sousa em 26 de Outubro de 2010

em País

Veja-se como se tratam dois importantes dados sobre Portugal no jornal Público:

- Portugal desceu 1 (um) lugar no Índice de Prosperidade. Título da notícia “Portugal desce para 26º lugar no Indice de Prosperidade”

- Portugal SUBIU 3 LUGARES numa análise quanto à percepção da corrupção e o título da notícia é “Corrupção: Portugal na 32ª posição entre 178 países”

Valorizar a descida de 1 lugar no ranking da prosperidade e propositadamente esconder a subida de 3 lugares em algo como a corrupção, demonstra bem o foco!!

{ 13 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Pedro 27 de Outubro de 2010 às 11:11

Pedro, estas a apelidar de sarjeta o teu blog, as tuas crónicas, as ruas opiniões?
É que não fazes outra cousa senão fazer o que estas a condenar. És sempre e pripositadamente parcial. Só atacas o CDS e o PSD! E apenas ressalvas o PS!
Isso faz com que não sejas credível e sejas apenas uma diversão para quem te lê! É o meu caso! É uma risota permanente!

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2 Pedro Sousa 1 de Novembro de 2010 às 12:05

Caro Pedro,

Agradeço a equiparação dos meus escritos a jornalismo, mas não tenho carteira nem dever de obedecer ao Código Deontológico dos Jornalista. O meu perfil não me refere como jornalista nem o blog como orgão de informação.

Este comentário é, para ser simpático, desadequado.

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3 inquieto 27 de Outubro de 2010 às 11:12

olá,

vivam!!

Pedro, se o problema fossem as palavras “sobe” e “desce” até poderia estar de acordo contigo!

Mas meu caro, eu e muitos mais, viram as notícias e nada estranharam dado ser dentro daquilo a que normalmente estamos habituados, quanto à substância do que nos é transmitido. Em termos práticos vejo aquilo que lá está, e as ditas palavras, na minha opinião nada mudam!

Este jornal, tal como muitos outros, muitas vezes, não fazem jornalismo, mas sim comércio de notícias.

Agora deixa lembrar-te, se analisarmos as coisas por este prisma, nem queiras saber o que se poederia dizer dos números do teu governo PS!!!

sim, pq penso que era aqui que querias chegar!

um abraço
inquieto

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4 F Santos 27 de Outubro de 2010 às 16:39

Ontem estive numa conferência, no âmbito de uma cadeira do meu curso, dada pelo Prof. Carlos Magno, que pela sua experiência em comunicação e jornalismo, dispensa apresentações. Um homem, na minha opinião, sóbrio, apartidário e fantástico comunicador. Só digo que, entre outros, teve como alunos de jornalismo o José Alberto Carvalho e o Rodrigo Guedes de Carvalho.
Diz Carlos Magno que, de há uns anos a esta parte, se recusa a dar aulas a jornalistas. Ele que é licenciado e professor de jornalismo. Diz isto porque a mediatização de hoje em nada tem a ver com a realidade. O tratamento noticioso é tendencioso e inaceitavelmente inobjectivo.
Contou uma história, verídica, em que se encontrou um amigo que esteve ausente do país uns tempos. Esse amigo perguntou-lhe por novidades do país, ao que Carlos Magno respondeu: “Estiveste fora muito ou pouco tempo? Se estiveste muito, nada de novo; se estiveste pouco hé muitas novidades”
Toda a gente percebe o que quis dizer.

Agora, o caro Pedro Sousa cá vem de vez em quando reclamar imparcialidade jornalística. Só para o PS, claro está.

Hoje estava à espera que postasses algo mais… actual.

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5 Pedro Sousa 1 de Novembro de 2010 às 12:03

Caro F Santos,

Já tive a oportunidade de falar (há vários anos atrás) com Carlos Magno, pessoa de uma cultura invejável. Aliás, foi um dos oradores dos 20 anos do Roda Viva, conferência com, pelo menos, 2 palestrantes interessantíssimos (Carlos Magno e o jornalista Júlio Magalhães) que, infelizmente, passou ao lado de muitos em Arouca.
Mas ouço religiosamente todas as semanas o programa Contraditório onde participam Carlos Magno, Luís Delgado e Ana Sá Lopes. E o que dizes vai ao encontro do que ele refere várias vezes no programa: um ataque cerrado ao mau jornalismo, tendencioso e de fraca qualidade que se pratica. É curioso até ver os “debates” entre CM e ASL que é a Diretora do jornal I.
Mas o jornalismo devia ser imparcial, sim. Devemos reclama-lo, sim. Sempre. Esse tema é dos mais atuais que pode haver. Aliás basta ler o primeiro e último ponto do Código Deontológico dos jornalistas:
“1 O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

e

“10 O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.!

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6 José Ferreira 28 de Outubro de 2010 às 13:01

Eu concordo com o Pedro que postou o comentário acima. Tenho de tirar o chapéu ao dono do blog, isto deveria ser preservado no GeoPark. O Pedro Sousa é um PS em vias de extinção! Até nas iniciais do nome ele é PS! ahahahaha!!! Eu desconfio que seja mais PS do que Sócrates. Claro que, apesar de serem do PS, o serem socialistas, já é discutível…
Caro Pedro Sousa, nesta palhaçada que parece uma novela rasca feita na Venezuela, todos saem a perder, ninguém tira dividendos políticos, nem mesmo o Presidente da República, que foi um banana por não ter agido com pulso mais cedo!
É uma autêntica falta de sensibilidade e de carácter para com as dificuldades dos portugueses, MAS DE TODOS OS PARTIDOS! Senão vejamos:
- CDS, PCP e BE foram logo apologistas do não ao Orçamento sem negociar qualquer ponto (se o partido do Governo os chamou ou não para isso, é outra história), mesmo sabendo que o País ficará em muitos maus lençóis se não tiver um Orçamento aprovado. Criticam constantemente o PSD, mas atiraram para o seu colo a decisão, ou seja, não estão isentos de culpa! Que não se atrevam a fazer como Herodes a lavar as mãos;
- PSD, nas negociações falhou redondamente. Se foi vítima de jogos de bastidores, já o deveria ter previsto pois já lida com o PS há muitos anos; se foi tudo invenção da bancada PSD, então nesse caso, são um bando de palhaços, porque estão a brincar com a vida dos portugueses;
- Finalmente o PS. Esses nem sei por onde começar: desde as consecutivas derrapagens nas contas, nos consecutivos aumentos do défice sem explicação aos portugueses, passando por uma inflexibilidade estúpida nas negociações… Dizer que não tem mais por onde poupar na despesa, é no mínimo chamar os portugueses todos de burros.
Eu falo como cidadão português e acredito falar por uma grande maioria, quando digo que tenho NOJO dos políticos. Uns por incompetência, outros por “deixar andar”, por se porem ao lado das grandes decisões, por arrogância, ou por não abdicar dos luxos supérfluos e sem sentido que auferem.
Eu sou eleito em minoria numa Assembleia de Freguesia, e neste momento pondero seriamente a minha continuidade lá. Não quero de todo ser confundido com todo este lodo.
P.S. (Pedro Sousa) desculpa este testamento, mas apeteceu-me desabafar um bocadito, se calhar nem seria o local mais indicado, mas pronto…

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7 Pedro Sousa 1 de Novembro de 2010 às 11:56

Caro José Ferreira,

Deixe lá o chapéus que ainda se constipa… :-)
O local é o indicado. O post é que eventualmente não, dado que fala de critérios jornalisticos e não de outra coisa.
Mas olhe que até vejo o comentário como um elogio. Concordo consigo no seguinte: os políticos começam (porventura injustamente) a estar conotados com gente irresponsável, corrupta, etc. Não comungo desse espírito.
Na política existe gente assim, cuja visibilidade é muito superior à daqueles que efetivamente tentam fazer algo pelo país/concelho/freguesia. São os tais critérios jornalísticos.

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8 Observador 28 de Outubro de 2010 às 15:37

Ai Pedro (o do comentário), disseste tudo!

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9 Azevedo 29 de Outubro de 2010 às 0:08

Na sarjeta está o país o lugar onde o engenheiro Sócrates o colocou. Apesar disso, e vistos os resultados, ainda há fervorosos apoiantes!
Lembremo-nos que esta loucura despesista e irresponsável remonta ao Euro 2004 e à contrução dos estádios, onde o senhor engenheiro tinha responsabilidades. Prosseguiu nas ruinosas parcerias público/privadas; vicejou em programas de propaganda política , como o Magalhães; engordou na construção de centros escolares gigantescos, em vez de remodelar o que já existia; avantajou-se em institutos e instituições onde populam os ”boys” da governança.
Existe uma grande falta de ética e nobreza na política nacional !

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10 Pedro Sousa 1 de Novembro de 2010 às 11:53

Caro Azevedo,

A vontade de falar mal é tanta que num post sobre critérios jornalisticos falamos de Sócrates.
Um dia ainda coloco um post sobre a recolha da maça no mês de Agosto, e o caro Azevedo vem recordar que maça podre é o Sócrates porque qualquer coisa.
Ou então um post sobre a extinção de algum animal, e o caro Azevedo vem cá recordar que extinto devia estar o Sócrates.

Quanto a fervorosos estamos conversados…

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11 Azevedo 29 de Outubro de 2010 às 0:49

Já agora um exemplo do que é uma democracia a sério. Para meditar e seguir o exemplo ético!

http://www.youtube.com/watch?v=ZxruR3Q-c7E&feature=player_embedded#!

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12 Azevedo 29 de Outubro de 2010 às 0:54

Já agora mais uma liçãozinha para a política nacional que tanto gosta de apontar os países nórdicos como exemplo:

http://www.youtube.com/watch?v=3aC4A7bSnXU&feature=related

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13 joaquimtoscano 29 de Outubro de 2010 às 21:44

Meu caro
Eu disse em tempos, que passada a “silly season” ias…
Martelar números (estatísticas)
Quanto ao resto e ao rosto…é o que se vê!
No more comments, bazo da praia………………B,JB

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