Mais destas, por favor!!

por Pedro Sousa em 4 de Fevereiro de 2009

em Estado de Espírito,País

A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez, que uma trabalhadora comprou há quatro anos por um euro após uma tentativa frustrada de deslocalização, resiste à crise internacional e até já aumentou o número de operárias.

aqui: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/dinheiro/Fabrica+comprada+ha+quatro+anos+por+um+euro+resiste+a+crise.htm

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 f 4 de Fevereiro de 2009 às 19:45

Acredito muito neste tipo de soluções para o que esta a acontecer actualmente. Era nesta linha que o Governo deveria ajudar as empresas a beira da falência. Dar a gestão das empresas aos trabalhadores ou ajuda-los com apoios nesse sentido. São os trabalhadores que melhor sentem a empresa. Por vezes os patrões ou gestores só aparecem para fazer as contas. Mas só quando tem dinheiro haver, quando é para pagar ninguém sabe onde andam.

São as pessoas que devem ser ajudadas, e não quem não sabe gerir uma empresa e a deixa afundar.

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2 Pedro Sousa 6 de Fevereiro de 2009 às 6:45

Caro f,

A grande maioria dos trabalhadores não está preparada para ser “patrão”. Acredita, eu sei do que falo.

Além disso, ser trabalhador não é uma qualificação e gerir é algo que não está ao alcance de qualquer um.

A notícia reflectida neste post aparece porque é positiva e, provavelmente, uma excepção. Empresas compradas por trabalhadores ou pela gestão de uma empresa (o que na gestão se chama os MBO’s) já existem há muito tempo. Umas com sucesso, muitas sem sucesso. Este é apenas um bom exemplo.

Dar aos trabalhadores as empresas, era aumentar seguramente as falências…

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3 Pedro Sousa 4 de Fevereiro de 2009 às 19:56

Esse preconceito de extrema esquerda contra patrões… os patrões são como os empregados… existem os bons e os maus…

E quando uma empresa se afunda, não tem necessariamente que ser incompetência da gestão. Pode ser, pura e simplesmente, o mercado a funcionar. As empresas não são eternas…

Quanto ao facto de serem os trabalhadores que sentem a empresa, tenho muitas dúvidas. Geralmente o empresário que criou a empresa do zero, muitas vezes com enormes sacrifícios, sente-a bem mais.

Quando falamos de patrões, não devemos pensar nos Belmiros, Amorins e afins… patrões são milhares que lutam todos os dias, também para tentar pagar salários!

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4 f 4 de Fevereiro de 2009 às 20:34

Não. Estou a falar daqueles patrões que devem em todo lado mas andam de Mercedes ou varias outras marcas ainda mais dispendiosas e tem varias casas. Mas quando a coisa aperta desaparecem.

Tens duvidas que os trabalhadores não sentem a empresa?
Tu acabas-te de colocar aqui um post a evidenciar isso mesmo.

ps: não sei o que queres dizer com “preconceito de extrema esquerda contra patrões” isso é um tipo de linguagem que não entendo.

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5 Pedro Sousa 6 de Fevereiro de 2009 às 6:47

No tecido empresarial português os “patrões que devem em todo o lado mas andam de Mercedes” blá, blá, blá… são a excepção e não a regra.

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6 F Santos 5 de Fevereiro de 2009 às 4:02

Neste caso estou de acordo com o Pedro Sousa.

Não me parece justo afirmar que só os trabalhadores sentem as empresas.

Muitos trabalhadores estão, muitas vezes, apenas interessados que o seu caia no banco no fim do mês. Produtividade e amor à camisola às vezes ficam em segundo plano.

Já vi muitos pequenos e médios empresários aterrorizados, a chorar, pelo facto de não conseguirem pagar aos funcionários ou a fornecedores (isto de ser comercial vai dando para tomar o pulso ao mercado in loco). Imagine-se um “patrão” que em tempos bons vai dando para tudo, contrai empréstimos para investir na melhoria do seu negócio e contrata pessoal para se expandir, p ex, e de um momento para o outro deixa de poder cumprir com as suas obrigações. Não é fácil.

Veja-se o caso da Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, cuja administração vendeu terrenos próprios e o valor foi para pagar um mês de salário que deviam aos cerca de 150 funcionários. É um bo exemplo de gestão, acho eu. O mercado é que não dá para mais.

Essa história de ser mau pagador e andar de Mercedes é exemplo de pequenez intelectual de alguns que se acham empresários (em Arouca há bons exemplos). Mas não se pode generalizar.

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