Do arquivo mensal:

Fevereiro 2008

O que eu gostava de ter escrito V

por Pedro Sousa em 4 de Fevereiro de 2008

em Com a devida vénia,País

Daí que reformar o SNS, rumo a um modelo mais sólido no futuro, implica um longo trabalho de compromisso e negociação que se tornou impossível com o contexto criado. E o contexto, em política, pode ser quase tudo. Não vale a pena insistir que o 112 existe agora em todo o país, que os partos em ambulâncias diminuíram realmente de 2005 para 2006 e de 2006 para 2007. A vida nem sempre se faz de factos, por mais que eles sejam verdadeiros. O ruído e o nevoeiro da demagogia impossibilitam os factos, a vida e a verdade. O dr. Ribau e o dr. Menezes, que há uns tempos se deslocaram às manifestações nas urgências de Anadia para os telejornais das 13h, estão tão preocupados com o futuro do SNS como o regicídio de há 100 anos. Mas a política é assim. A saída de Correia de Campos, que se tornou inevitável com tudo isto, permitirá reequacionar algumas opções tomadas no seu difícil trabalho destes dois anos e relançar a confiança com todos os utentes do SNS.

texto completo aqui: http://kontratempos.blogspot.com/2008/02/servio-nacional-de-sade.html

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Como um jornal se torna, aos poucos, irrevelvante*

por Pedro Sousa em 2 de Fevereiro de 2008

em País

Cá vamos nós outra vez. Primeiro a novela do canudo, agora a soap opera dos projectos. O Público acaba de lançar mais uma brilhante, produtiva e inovadora investigação sobre o passado tenebroso do Primeiro Ministro. Agora, esgravatando nos processos da Câmara Municipal da Guarda, fizeram a chocante descoberta de que o engenheiro assinou projectos alegadamente da autoria de outros técnicos. Há lindas casinhas pintadas de verde-alface e moradias de varanda e duas águas. Só na edição em papel estão 8 fotos de outros tantos exemplos de casas de autoria e gosto duvidosos. Agora irá discutir-se devidamente o caso e a prática, se é legal e se deveria ser criminalizada, possivelmente com retroactivos até 1980, porque a justiça neste país tarda mas não falha. Ocupar horas de prime time nos noticiários televisivos e radiofónicos, comentários, piadas, análises e, sobretudo, aquela palavrinha horrenda muito em voga, “leituras”. Haverá Marcelos e Vitorinos a fazer as suas leituras da questão.

[...]A nação aguarda, expectante, os próximos capítulos: se o PM passava à frente na bicha da cantina quando era estudante, se se escapuliu alguma vez a uma qualquer multa de trânsito amnistiada por ocasião de uma visita papal, se terá fumado um charro numa festa de finalistas, se pegou uma gripe aos colegas quando, uma vez, espirrou inedvertidamente ou se estacionou a sua viatura em cima de um passeio quando era deputado. Tudo problemas reais, tudo questões prioritárias.[...]

texto completo aqui: http://5dias.net/2008/02/01/o-pais-dos-cobras-brancas/

*o título é do PPP

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Lublin

por Pedro Sousa em 1 de Fevereiro de 2008

em Estado de Espírito

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Alguém da cidade de Lublin  na Polónia acedeu ao PPP… com que objectivo? Quem és tu, Lubliniano?

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