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Quarta-feira, Março 21, 2012

DIZIAM QUE ERA CORTAR NA GORDURA DO ESTADO… É TRISTE

por Pedro Sousa em 21 de Março de 2012

em País

«Na urgência de Odemira, “há duas semanas que não há soro” habitualmente usado nos hospitais. “Temos que nos desenrascar com outros tipos de soros”, diz [Denis Piztin, médico em Odemira]. “Há sempre falta de medicamentos essenciais”, entre os quais medicamentos para evitar os vómitos ou reagentes laboratoriais como, por exemplo, tropomina, fundamental no diagnóstico de enfarte. “As populações destas localidades estão evidentemente em risco”, afirma o médico. (…) À falta de transportes públicos, soma-se o mau estado das estradas, cheias de curvas e buracos, por onde as ambulâncias têm muitas vezes de passar para ir buscar doentes.
(…) Os efeitos da redução dos transportes de doentes financiados pelo Estado são já notórios. Face a uma situação de urgência, as pessoas que vivem em “povoações muito isoladas” e cujas reformas “mal dão para comer” ou conseguem uma boleia, ou alugam um táxi ou ficam à espera de piorar para que o INEM aceite ir buscá-las sem terem de pagar, conta Pedro Rabaça [enfermeiro no Hospital de Portalegre].»

jornal Público

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