DESCENTRALIZAR A CULTURA

por Pedro Sousa em 21 de Novembro de 2010

em Arouca

Tive a oportunidade de estar hoje na inauguração da 2ª fase da Casa da Cultura de Fermêdo, uma excelente infraestrutura.

Os investimentos que têm vindo a ser efetuados pela Camara Municipal nesta área são cada vez mais visiveis e submetem-se a uma lógica de descentralização importante.

No entanto, é crítico que a Câmara Municipal e, principalmente, os parceiros com quem a autarquia faz protocolos para usufruto dos espaços (neste caso o Rancho Folclórico de Fêrmedo e Mato) criem programas e iniciativas que permitam o usufruto dessas infraestruturas para que não se transformem sem locais vazios.

{ 2 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 inquieto 27 de Novembro de 2010 às 11:04

olá,

Nota-se o esforço, sim é verdade.

mas não criemos espectativas!
estes pólos locais nunca terão dimensão para aquilo que chamam cultura!!
nem meios,
nem gentes!

sim, aqueles mais dinâmicos manterão algumas tradições, esticarão um pouco mais uma certa apresentação social. Até lhe poderemos chamar cultura, mas nunca aquela que aparece nos manuais de política das autarquias, neste caso da nossa.

Portanto, nunca misturar as coisas!

um abraço
inquieto

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2 José Ferreira 30 de Novembro de 2010 às 10:33

Não quero ser o “mensageiro do apocalipse” e neste momento difícil de crise, mas sobretudo de más decisões do nosso Governo, há que dar valor aos bons esforços, à obra que aparece completamente em contra-ciclo, e este empreendimento é um exemplo disso. Defeitos haverão sempre, mas é preferível ter obra feita (sempre claro, com a melhor relação preço/benefício) de que cruzar os braços e nada fazer.
Espero que os nossos amigos das freguesias de Escariz, Fermedo e São Miguel do Mato, saibam dar o uso que este espaço merece, e sobretudo saibam mantê-lo vivo e em bom estado de conservação. Estas freguesias carecem de alternativas à radicação, pois vivem constantemente viradas para S.M.Feira, como se Arouca fosse uma âncora que os incomoda pois fica, como eles dizem “fora de mão”. Pode ser que assim, se sintam mais pertencentes a Arouca e menos como “vizinhos” de Arouca.

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