COMO O AMBIENTE ANDA NA MODA

por Pedro Sousa em 13 de Dezembro de 2009

em Estado de Espírito

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{ 11 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Jorge Amorim 14 de Dezembro de 2009 às 19:09

Mais uma vez, caro Pedro

Será que o ambiente é uma moda, simplesmente???

Acho interessantíssimo e importante esta tua referencia.
Mais uma vez, como já escrevi num outro blog desta imensa rede, é importante que alguém faça elevar os dedos à consciencia e cada um depois assuma o seu contributo para o “mal” mas também como pode contribuir para inversão dos problemas que sabemos estar a criar.

Quando todos forem capazes de levar os dedos à consciencia, estará uma parte do trabalho feito: a consciencialização do nosso papel e impacto em sociedade como a que criamos.
Depois resta saber como nos podemos integrar num planeta que cismamos em destruir e que não é só nosso.
E depois ganhar um pouco de vergonha e limitarmos o nosso impacto.

Jorge Amorim

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2 F Santos 16 de Dezembro de 2009 às 22:01

É moda desde que Sócrates foi Ministro do Ambiente (LOLADA VALENTE)

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3 F Santos 16 de Dezembro de 2009 às 22:03

Só uma achega:

Caro Amorim: é activista da Greenpeace, Quercus ou assim? Ou é mais um Al Gore hipócrita? Fiquei na dúvida…

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4 Jorge Amorim 16 de Dezembro de 2009 às 23:57

Caro F. Santos

Não sei onde pretendes chegar com o Al Gore hipócrita. Desprezo essa comparação e adjectivação.
Mas já agora, desfaço a tua dúvida: sou o Jorge Amorim, que tenta aperceber-se do local e espaço que ocupa, consciente do que o envolve e tem opinião própria, fundamentada também no que outros estudam e observam. Que ouve e analisa as diferentes partes e opiniões.
Mas posso acrescentar que não pertenço a nenhuma organização das que referiste. Contudo: faria alguma diferença?

E tu? Sabes que lugar ocupas na sociedade e no mundo que habitas?

Jorge Amorim

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5 Pedro Sousa 17 de Dezembro de 2009 às 14:48

Caro Jorge Amorim,

Eu quando falei de “moda” foi apenas por causa de estarmos a ser bombardeados (e ainda bem) com a Cimeira em Copenhaga.

O ambiente, ou melhor, o cuidado com ele, muito mais que uma moda deve ser uma obrigação. Não necessitamos todos de nos envolvermos em movimentos ambientalistas ou acções afins. Se cada um, no seu dia-a-dia, tiver em consideração o impacto ambiental de cada acto e orientar a sua actividade em função de minimizar esse impacto, o planeta já gradeceria e seria muito mais saudável.

Já agora… o Jorge Amorim é o organizar do movimento Limpar Portugal no que se refere a Arouca, certo?

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6 Jorge Amorim 17 de Dezembro de 2009 às 16:45

Olá Pedro

Sim, é verdade que sou o criador do grupo de Arouca, no PLP – Projecto Limpar Portugal.
Isso não faz de mim nem activista (com o tom provocador com que muitas vezes esse termo é utilizado) mas afinal… não deveriamos ser todos activistas???
Sim, nesse sentido sou activista. Fui durante algum tempo “passivista”.

Aparte as “brincadeiras”. Choca-me de certa maneira que as pessoas de um modo geral, se conformem com o que vêem e nada façam, que poluem e não se importam, que deitam lixo para o chão como se não fosse nada com eles. Todos podemos limitar o nosso impacto. Um pouco de todos, e o mundo seria bem mais simpatico para todos também.
E naturalmente que nem me refiro às alterações climáticas.

Numas contas de merceeiro, em tempo cheguei a esta conclusão (curiosamente e felizmente, já há uns estudos neste sentido também à uns anos):
Temos em Portugal uns 3 milhoes de familias/casas (numero avançado por mim, em cima do joelho). Cada casa tem uma média, vá lá, de 8 aparelhos que sistematicamente estão em stand-by. Cada um consome em média 1,2W (um PC desktop com monitor CRT consome 8W…). Feitas as contas (as tais de merceeiro) dá a módica potência de 28,8MW.

Coisa pouca… mais ou menos o equivalente ao total dos aerogeradores que existem na nossa Freita, a trabalhar em continuo na máxima força, para produzir energia que todos podiamos poupar. Note-se que não refiro quanto ela nos custa individualmente. Esse valor é de facto residual. Mas pensem nos efeitos ambientais: confesso que preferia a nossa serra sem nada destes geradores (mas entendo como um mal necessario). Se juntarmos a estas contas, os aparelhos nas empresas, bancos e afins, só em computadores, impressoras, e outros aparelhos/transformadores, etc…

Entendo que o ambiente se tenha tornado “moda” assim como virou moda à umas dezenas de anos a esta parte, um consumismo exagerado que ninguém (estou a exagerar) se preocupa com a quantidade de lixo que isso gera. Que se consuma, tudo bem, mas eu costumo recusar-me a comprar 300g de produtos com 400g de embalagens e plasticos e coisas que o valha. São opções.
Quando vou ao supermercado, levo os meus sacos e reutilizo até á exaustão ou ainda, uso daqueles que são de durabilidade aumentada (tipo do Pingo Doce). Tenho dinheiro (felizmente) para poder pagar os sacos nas compras. Mas prefiro ser o Al Gore no supermercado.

Um abraço e parabéns por estas entradas de “ambiente” no teu blog.
Crie-se a discussão. Surgirão as ideias e espera-se que alteração de hábitos.

Jorge Amorim

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7 F Santos 17 de Dezembro de 2009 às 19:53

Caro Jorge Amorim
afinal o discurso é à Al Gore! Não errei de todo! Porquê?
Porque estamos todos fartos até ao pescoço de ouvir, ler, debater, negociar e renegociar as coisas bonitas que acabaste de enumerar.
E o que muda entretanto? Nada.

Respondendo à letra à tua pergunta: sei o lugar que ocupo na sociedade e no mundo, mas se não soubesse, o teu discurso não me ajudaria em nada porque está gasto. E mais, está envolvido na mesma sobranceria de quem não fuma e se acha melhor do que quem fuma, só porque sim.
Não eras tu que me orientarias no mundo nem na sociedade.
Conheces-me? Sabes os meus hábitos? O que faço diariamente em prol do ambiente? Pois, precipitaste-te.
Saúdo o teu modo de ver a natureza, sinceramente. Mas o discurso, desculpa, a começar pelo Al Gore ( que é todo pró-natura e “consome” milhares de dólares por mês em electricidade) é rôto de tão velho.

Boa sorte na tua luta, espero que frutífera. E que hoje tenhamos algum bom senso em Copenhaga.

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8 Jorge Amorim 17 de Dezembro de 2009 às 20:09

Caro F. Santos

Não. Não me precipitei pois não julguei ninguém. Apenas questionei. Denoto apenas alguma agressividade (mas sei que não pretendes ofender) que seria escusada.
As coisas bonitas que acabei de enumerar e o tal discurso que afinal muita gente já deita pelos olhos fora, só lê, ouve e aceita quem quer. Fico no entanto contente por na parte do teu discurso dizeres que não sei os teus hábitos, etc, deduzo que usas a tua inteligencia como melhor entendes. Mais uma vez, e repetindo-me, não estou a julgar e como bem afirmas, não te conheço.
Não sei onde queres chegar quando dizes que “não te orientaria no mundo ou sociedade”. Mas achas que no meu discurso, algum dia tive essa ou qualquer outra pretensão? Vá lá, sê razoável e não injusto comigo.
Se o meu discurso já não te diz nada e muito menos acreditas que possa mudar os teus hábitos, simplesmente passa á frente, e deixa que ele chegue a quem não teve ainda o mesmo discernimento que tens ou tiveste.
Lamento apenas que gastes o teu tempo na contradição do que vim aqui escrever. Não digo que não valhas a pena (pois todas as opiniões são validas e importantes) mas não queria gastar o meu tempo e energias a justificar-me contigo. Não sou melhor nem pior que ninguém. Apenas decidi (tal como tu) participar numa discussão.

Talvez seja uma discussão velha. Será mesmo???

Jorge Amorim

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9 F Santos 17 de Dezembro de 2009 às 23:19

Caro Amorim

a inteligência serve para se questionar e duvidar. Sabias que existem toneladas e toneladas de plástico na Valor Sul que, depois de nós as termos separado, vão ser queimadas? São situaçoes destas que questiono. Foi o que fiz contigo, mas estás a desistir depressa. Espero que sejas mais persistente a defender os teus salutares princípios pró-natura, que partilho, embora sem o cariz que aplicas, a lembrar algo semelhante a uma “evangelização verde”. Aliás, esse é o apanágio de um tal de Al Gore (sim, insisto, porque a minha intervenção nasceu quando decidi apelidá-lo de hipócrita).

Quanto ao resto, e porque não me conheces, ajudo-te: separo o lixo há cerca de 10 anos, os meus electrodomésticos são todos classe A+, desligo tudo à noite, e só não ando menos de carro porque a minha actividade não o permite. Como podes ver, não serei muito diferente de ti. Apenas não sinto necessidade de “evangelizar”. Até porque não tenho muito jeito e o assunto deve fazer parte da consciência de cada um.

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10 F Santos 17 de Dezembro de 2009 às 23:20

Ah, esqueci-me: as minhas lâmpadas são todas económicas.

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11 Jorge Amorim 17 de Dezembro de 2009 às 23:34

Viva mais uma vez

Eu não estou a desistir, muito menos depressa.
Acho interessante, importante e de louvar as opções tomadas. Sem qualquer duvida. Infelizmente, nem sempre sou o mais coerente com o que digo e penso. Alias, como a maioria. Mas o mesmo facto, não me impede de dizer o que tenho dito, sem que isso seja “evangelizar”. Como certamente sabes, e volto a afirmar, há muita gente que nunca se deu conta, por exemplo, daquelas contas que acima efectuei. São capazes de olhar apenas para a factura da energia. São pormenores talvez, mas eu muitas vezes penso que são pormaiores. Isso é evangelizar? Claro que não e quase que tenho a certeza que deves concordar comigo. Mesmo pessoas que conheço serem atentas a estas coisas “da moda, do ambiente” quando confrontados com alguns factos, ainda se surpreendem. Não acho que devemos julgar todos os outros, pelo nosso nível de informação.
Costumo caminhar muito pela Freita. Talvez saibas também, mas se te contasse a quantidade de preservativos, lenços de papel, latas de bebeidas e caixas de tabaco encontro pelos caminhos e locais de passagem ao longo dessas caminhadas, ficarias surpreendido (ou não). Continuo a achar que a informação ainda deve chegar a muita gente.
Poderei ainda falar dos colchões, dos sacos de de lixo, dos residuos industriais e domesticos, dos sacos e embalagens de detergentes, pesticidas e fertilizantes…

Como te disse, não gostava de ter de gastar tempo e energia a discutir isto contigo, pois vejo estarmos a remar para o mesmo lado, com formas diferentes de actuar.

Abraço

Jorge Amorim

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