POST PARA QUEM É PAI

por Pedro Sousa em 31 de Outubro de 2009

em Estado de Espírito

Sei que não é bem o enquadramento do PPP, mas gostei de ler…

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Mário Cordeiro, pediatra, disse na semana passada numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.
Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.
Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.
Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras.
Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar,não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma.
Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor.

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1 joaquim toscano 31 de Outubro de 2009 às 22:14

Meu caro
Os tempos de vida não se medem ao minuto, mas como princípio de fidelização de Hábitos Saudáveis… e logo nos mais piquenos…Porque não?
Mas o tipo de sociedade a que chegamos faz-nos escravos disso mesmo!
(telelés, emails, gestão de documentos, blogs, e government blá blá)
Não vou argumentar mais nada, apenas quero
Para que os pais sejam mais pais, os avôs mais avôs…
REGRESSAR À IDADE DA PEDRA!!! (embrulha e manda pró Porto).
…porque quando eu era puto
Havia tempo prós putos…
não havia esta tinhoseira de intermetes ou intertiras etc e tal…
havia Respeito. Mai nada!!!

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