A Alta Velocidade era, já nos anos 90, uma necessidade estratégica, num quadro de integração europeia. Portugal não podia ficar passivo no seu papel de país periférico. Um facto que devia ter entrado a Ferreira do Amaral pelos olhos dentro. O “Mário Lino de Cavaco” cometeu o erro estratégico de, em tempo de vacas gordas, não ter avançado para o projecto que teria sido o da sua vida.
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O comportamento do PSD, em matéria de TGV, é inaceitável e tem todas as marcas da incompetência, da demagogia e do oportunismo. O que não faz justiça ao PSD, partido reformista e de obra feita. O PSD cometeu três erros, que não reconhece e de que não se arrepende ou envergonha. Primeiro, não avançou com o TGV quando podia e devia. Segundo, assinou com Espanha um “contrato” discutível, que subalterniza o País. Finalmente, desrespeita as suas próprias assinaturas – e está lá a de Manuela Ferreira Leite como ministra das Finanças… – na luz verde ao projecto, pretendendo fazê-lo parar só porque acha que isso coloca dificuldades a Sócrates e rende votos “laranja”. Sem qualquer sentido de pedagogia cívica, guiado por uma ética vesga e um oportunismo saloio, o PSD renega por três vezes, como São Pedro, a alta velocidade que, embora tarde e a más horas, havia apoiado. É por isso que, na mercearia partidária, ganham os campeões da pequena história.in Visão nº 850
Interrupção voluntária do TGV
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