Do arquivo mensal:

Novembro 2008

Filme francês vence festival internacional de Arouca

por Pedro Sousa em 24 de Novembro de 2008

em Arouca,País

 

Arouca, 23 Nov (Lusa) -O filme “Tsunami”, de Nicolas Millet, de França, conquistou a lousa de ouro do Festival Internacional de Cinema de Arouca — o “Aroucafilmfestival”, que terminou hoje.

A lousa de prata foi para “Querido Carlos Alberto”, realizado por Aurora Ribeiro (Portugal).

“5 Segundos”, de Jean François Rouzé (Espanha), venceu o prémio destinado ao melhor filme de ficção. O melhor filme de animação foi para Dog Days, de Geoffroy de Crecy (França).

“A Boneca de Berni”, de Yann (França), conquistou o prémio internacional, enquanto o nacional foi para “Insónia”, de Hernâni Duarte (Portugal).

No documentário, o júri atribuiu o galardão a “La Classe”, de Beatriz Sanchez (Espanha), que recebeu também o prémio montagem.

O mais votado em experimental foi “Mar Luz”, de Luís Costa (Portugal), enquanto a melhor realização premiada foi “El Palácio de la Luna”, de Ione Ernandez (Espanha).

Noutras categorias, “Tsunami”, de Nicolas Millet (França) arrebatou o prémio de Melhor Fotografia, “Test”, de Natália Mateo e Marta Aledo (Espanha), de Melhor Argumento.

A melhor representação foi para Rosa Areal, em “Querido Carlos Alberto”, e a única menção honrosa atribuída distinguiu “Palai”, de Joana Vieira da Costa.

Durante os três dias de duração, o “Aroucafilmfestival” exibiu 35 curtas-metragens.

EYD.

Agência Lusa

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Avaliação de Profs (o meu serviço público)

por Pedro Sousa em 23 de Novembro de 2008

em País

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1 – Perguntas frequentes e respostas sobre a avaliação de desempenho de professores estão disponíveis em http://www.min-edu.pt/np3/2833.html.

2 – O dossier sobre avaliação de desempenho docente está disponível  em http://www.min-edu.pt/np3/193.

3 – O dossier Estatuto da Carreira Docente está disponível em http://www.min-edu.pt/np3/56.

4 – O Memorando de Entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical está disponível em http://www.min-edu.pt/np3/1901.html.

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foto daqui: http://antero.wordpress.com/2007/10/16/mais-um-grande-exito/

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Teoria da Inevitabilidade

por Pedro Sousa em 20 de Novembro de 2008

em Estado de Espírito

Ao longo dos últimos anos, tenho observado a ocorrência de certos fenómenos políticos com um quase carácter de inevitabilidade. Eu explico melhor. Algumas expectativas da verificação futura de determinados acontecimentos são de tal modo fortes, que acabam por tornar-se inevitáveis. Enuncio cinco recentes: a eleição de Obama nos EUA; a queda do governo de Santana Lopes; a eleição presidencial de Cavaco Silva; a vitória de José Sócrates nas próximas legislativas; e a cedência do governo à pressão actual dos professores.

O processo tem uma forte participação da comunicação social, que vai contribuindo para que se gere, em crescendo, na opinião pública o convencimento da inevitabilidade futura e próxima desses factos. Mas ela não o explica na totalidade. Existe outra razão mais importante e, a meu ver, mais preocupante: o esvaziamento gradual da consciência crítica dos cidadãos e das populações, que corresponde, no fim de contas, a um sentimento progressivo que os domina de que a sua participação cívica e política não tem qualquer relevância. No fim de contas, é bem capaz de ser verdade.

daqui: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/11/teoria-da-inevitabilidade.html

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Arouca: 1.700 utentes sem médico de família

por Pedro Sousa em 20 de Novembro de 2008

em Arouca

Cerca de 1.700 utentes da Extensão de Saúde de Escariz – que serve esta freguesia e as de Mansores, Fermedo e S. Miguel do Mato, num total de cerca de 5.500 utentes – do Centro de Saúde de Arouca continuarão sem médico de família pelo menos até Janeiro do próximo ano.

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A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério

por Pedro Sousa em 19 de Novembro de 2008

em País

A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério


O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.

Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.

Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedagogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.

Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?

Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.

A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa. O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus. É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.

A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.

A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal.

Nicolau Santos – Expresso

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O que eu gostava de ter escrito XXII

por Pedro Sousa em 17 de Novembro de 2008

em País

Ao contrário do que alguns defendem, o Governo pode bem suportar a perda eleitoral entre os professores, que aliás nenhuma cedência agora recuperaria. O que não deve arriscar são as perdas bem maiores que teria entre os eleitores em geral, caso fosse vencido e perdesse a autoridade reformadora, que constitui o seu grande activo político e eleitoral.

daqui: http://causa-nossa.blogspot.com/2008/11/activo-poltico.html

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PARA O PSD, QUANTOS SÃO PRECISOS PARA…

por Pedro Sousa em 15 de Novembro de 2008

em País

Com 120 mil na rua a manifestar-se, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas pedem o fim da avaliação dos professores.

Se – cruzes credo – viessem a Governar o país, iam ter de fazer uma tabela de quantos manifestantes são necessários para alterar decisões de Governos democraticamente eleitos. Por exemplo:

Baixa de impostos: 270 mil

Baixa da idade da reforma: 180 mil

Fim das propinas: 140 mil

e por aí fora…

pelos vistos para a questão da avaliação eram os 120 mil.

Não é tão fácil governar assim??

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Ainda os profs – Quiz

por Pedro Sousa em 15 de Novembro de 2008

em País

Menti no post anterior e volto ao tema.

Alguma informação extra:

P: Como era o anterior sistema de avaliação?
R: O anterior processo de avaliação era constituído por um relatório de auto-avaliação e reflexão crítica entregue pelos professores aos órgãos de gestão da escola, apenas quando estavam em condições de progredir na carreira. A quase totalidade dos professores era classificada com Satisfaz. Para ter uma nota superior, era necessário que o docente requeresse a apreciação desse relatório por uma comissão de avaliação. De qualquer forma, essa classificação não tinha nenhum efeito, uma vez que todos os professores mesmo os que não faziam estes relatórios ou não davam aulas progrediam na carreira em igualdade de circunstâncias.

P: Quem avalia os professores no actual modelo?
R:. O desempenho dos professores é avaliado em duas vertentes distintas: a organizacional (cumprimento dos objectivos individuais, assiduidade, participação na vida da escola, entre outros) e a científico-pedagógica.
A avaliação da componente organizacional, de natureza hieráquico-funcional, é da responsabilidade da direcção executiva da escola; a dimensão cientifico-pedagógica é avaliada por professores coordenadores de departamento curricular (ou outros professores titulares em quem tenha sido delegada a competência de avaliação).

P: Os professores avaliam-se entre si?
R: Esta avaliação de desempenho é feita no interior da cada escola, assumindo o órgão executivo e os professores coordenadores de departamento as funções de avaliador. Não se trata, pois, de pares que se avaliam uns aos outros, mas de professores mais experientes, investidos de um estatuto específico, que lhes foi conferido pelo exercício de um poder hierárquico ou pela nomeação na categoria de professor titular.

P: Como se processa a avaliação?
R: O ciclo de avaliação inicia-se com a definição de objectivos individuais. No decurso dos dois anos que integram o ciclo de avaliação, é efectuada a observação de aulas e assegurada a recolha e sistematização de documentação. No final do ciclo, os avaliados efectuam a auto-avaliação, os avaliadores preenchem as fichas de avaliação, realiza-se a entrevista individual de avaliação, e termina com a reunião dos avaliadores para atribuição da classificação final.

P: A avaliação de desempenho exige um volume de trabalho diferente para avaliados e avaliadores. É um processo muito pesado para os professores avaliados?
R: Não. Um professor avaliado intervém no processo em dois momentos distintos: na definição dos seus objectivos individuais e na auto-avaliação.
A definição dos objectivos, que inicia o processo de avaliação, decorre de acordo com as orientações definidas, com autonomia, por cada escola. É em função destes objectivos individuais que cada professor avaliado preenche, no fim do ciclo avaliativo, a sua ficha de auto-avaliação, com base num portefólio constituído ao longo do período em avaliação.
Importa aqui referir que o número de professores avaliados é de cerca de 100 000, ou seja, 70% do total de professores.

P: E no caso dos professores avaliadores?
R: Os professores avaliadores têm um volume de trabalho maior. A direcção executiva tem que validar os objectivos individuais e assegurar o preenchimento de uma ficha de avaliação por cada professor avaliado; e o avaliador das áreas curriculares tem de garantir, para cada avaliado, a observação de aulas e preencher a respectiva ficha de avaliação científico-pedagógica.
É por este motivo que estão definidas condições especiais de horário para os professores avaliadores, designadamente, a redução de horas lectivas, bem como a atribuição às escolas de um volume de horas para serem geridas de acordo com as necessidades decorrentes do processo de avaliação.

P: É difícil para os professores constituir o seu portefólio?
R: Não, uma vez que a construção do portefólio apenas exige que o professor reúna elementos decorrentes do exercício da sua profissão. Aliás, no modelo anterior, todos os professores já tinham que organizar um portefólio para poderem ser avaliados, constituindo este o único instrumento de avaliação.

P: Que objectivos são considerados?
R: Os objectivos individuais são formulados com base em dimensões essenciais da actividade docente: a melhoria dos resultados escolares dos alunos; a redução do abandono escolar; o apoio prestado à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem; a participação na vida da escola; a relação com a comunidade; a formação contínua realizada; e a participação e a dinamização de projectos e actividades curriculares e extracurriculares

P: Porque é que os resultados escolares dos alunos são tidos em conta na avaliação dos professores?
R: Porque é importante reconhecer o mérito dos professores que, em resultado do seu trabalho com os alunos, mais contribuem para a melhoria dos resultados escolares e da qualidade das aprendizagens no contexto particular da sua escola.
Qualquer avaliação, para o ser verdadeiramente, deve englobar a actividade, o esforço, o trabalho e, necessariamente, os resultados. Por isso, impensável seria que a avaliação dos professores dissesse respeito apenas ao processo de ensino, sem qualquer referência aos resultados.

P: O que se entende por melhoria dos resultados escolares?
R: Considera-se existir melhoria dos resultados escolares quando os resultados que os alunos apresentam no final de um determinado ano lectivo indiciam que houve uma evolução relativamente a um ponto de partida, o qual, conforme decisão da escola e especificidade da situação (ano de escolaridade, disciplina, ou outra), pode ser o ano lectivo anterior ou o início do próprio ano lectivo (avaliação diagnóstica).

P: Porque existem quotas? Qual a necessidade de definir percentagens máximas para a atribuição de Muito Bom e Excelente?
R: A experiência mostra que a inexistência de quotas na avaliação de desempenho resulta numa menor capacidade de reconhecer e diferenciar o mérito no interior de uma organização. A existência de quotas significa também um critério de exigência e um padrão de avaliação. Em nenhuma organização todos são excelentes. Se assim for, é porque o padrão de excelência é incorrecto, isto é, está errada a própria definição do que é excelente.

P: Os professores serão prejudicados pelas classificações atribuídas na avaliação de desempenho?
R: Todos aqueles que obtiverem a classificação de Bom (para a qual não existe quotas) podem progredir na carreira. É de relevar ainda que ficou definido no memorando de entendimento assinado entre o Ministério e a plataforma sindical que a produção dos efeitos negativos da atribuição das classificações Regular ou Insuficiente ficasse condicionada ao resultado de uma avaliação a realizar no ciclo avaliativo seguinte. Ou seja, uma classificação negativa só terá consequências na carreira se confirmada.

 

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com uma chuva de ovos…

por Pedro Sousa em 12 de Novembro de 2008

em País

Se os alunos não gostarem de uma professora na Escola Secundária de Fafe e decidirem atirar-lhe ovos, os outros professores Dessa escola não poderão dizer nada. É que sendo coniventes com este tipo de atitudes, abrem a caixa de pandora. Depois queixem-se!!!

Dias difíceis para a ministra da Educação. Agora, foi a vez de um grupo de pelo menos 300 alunos expulsá-la literalmente de Fafe, onde pretendia entregar diplomas no âmbito do Programa Novas Oportunidades.

A situação não foi nada bonita de se ver, uma vez que os jovens decidiram receber a comitiva oficial, a meio da tarde, com uma chuva de ovos, que atingiram os automóveis onde seguiam Maria de Lurdes Rodrigues, a directora regional de Educação do Norte (Margarida Moreira), o presidente da Câmara de Fafe e o vereador da Educação, entre outros.

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