Do arquivo da categoria:

O mundo anda louco

Leio isto:

Violência doméstica já matou mais este ano (31 mulheres)

e depois isto

O Presidente invoca [no veto à nova lei do Divórcio] que, com o novo regime, o agressor pode retirar vantagens, como a possibilidade de obter o divórcio independentemente da vontade da vítima.

Ora, este exemplo padece de dois problemas. Primeiro, a violência doméstica tem consagração como crime e é nessa sede que deve ser punida, não em matéria de divórcio.

Segundo, a ideia que o Presidente parece querer transmitir é a de que a dificuldade na obtenção do divórcio deveria funcionar como uma espécie de sanção para as agressões perpetradas. Do género: “Bateste no cônjuge? Então, como paga, agora ficas agarrado ao casamento e daqui não podes sair!”.

Ora, a mim parece-me que — bem pelo contrário — quem reiteradamente agride o cônjuge deveria provavelmente ser afastado do casamento e não forçado a nele permanecer. Qual o interesse em dificultar o divórcio a quem bate no cônjuge? (via Corporações)

{ 0 comentários }

Fantástico

por Pedro Sousa em 7 de Agosto de 2008

em Estado de Espírito,O mundo anda louco

jogosolimpicosd200807.jpg

{ 0 comentários }

MÁRIO CRESPO NO SEU MELHOR

por Pedro Sousa em 24 de Julho de 2008

em Estado de Espírito,O mundo anda louco,País

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. “Perdi tudo!” “O que é que perdeu?” perguntou-lhe um repórter. “Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem…” Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga “quatro ou cinco euros de renda mensal” pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que “até a TV e a playstation das crianças” lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam “quatro ou cinco Euros de renda” à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a “quatro ou cinco euros mensais” lhes sejam dados em zonas “onde não haja pretos”. Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso – “ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.” A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

{ 0 comentários }

Os árbitros do Apito Final?

por Pedro Sousa em 12 de Julho de 2008

em O mundo anda louco

[kml_flashembed movie="http://www.youtube.com/v/oeSxVujpRRU" width="425" height="350" wmode="transparent" /]

{ 0 comentários }

Obras espantosas… condominio em Osaka

por Pedro Sousa em 5 de Junho de 2008

em O mundo anda louco

osaka.jpg

daqui: www.jumento.blogspot.com

{ 0 comentários }

Afinal o homem borracha existe!!

por Pedro Sousa em 31 de Maio de 2008

em O mundo anda louco

[kml_flashembed movie="http://www.youtube.com/v/XcATGCw4tEY" width="425" height="350" wmode="transparent" /]

{ 0 comentários }

ISTO NÃO DEVIA ACONTECER

por Pedro Sousa em 20 de Maio de 2008

em O mundo anda louco

Os pais chorar a morte de um filho…

china-1.jpg

foto da Reuters

{ 0 comentários }

Quem usa “peles” não vale nada

por Pedro Sousa em 8 de Maio de 2008

em O mundo anda louco

Sempre que virem uma “vaca” humana a usar coisas em pele, lembrem-se do vídeo em baixo e da forma atroz, cruel e desumana com que tratam os animais que as fornecem. ATENÇÃO: video muito violento.

http://www.petatv.com/tvpopup/video.asp?video=fur_farm&Player=wm&speed

Estaremos assim tão mais evoluidos que os animais???

{ 0 comentários }

Nós queremos ser como a Dinamarca

por Pedro Sousa em 6 de Maio de 2008

em O mundo anda louco

image010.jpg

Pode-se observar anualmente este dantesco espectáculo nas ilhas Feroe, Região Autónoma da Dinamarca. É incrível que ninguém diga nada sobre um atentado ecológico monumental como este.Trata-se de uma festa anual, onde os rapazes participam activamente para manifestar a sua passagem à idade adulta.E estão na União Europeia!…

Se esta é uma das nações que dizem mais avançadas do mundo…

{ 0 comentários }

a humanidade do mal

por Pedro Sousa em 2 de Maio de 2008

em O mundo anda louco

De vez em quando surge uma história assim. Não escrevo “de vez em quando há” porque não sei, não posso saber, quantas histórias destas existem, atrás das fachadas das casas, de todas as casas. É aliás a primeira consequência de uma história assim: o desconforto com que olhamos todas as casas, na possibilidade de ocultarem histórias como esta. É uma maneira de sublimar o outro desconforto, o mais indizível.

Fernanda Câncio sobre a macabra história austriaca… aqui

{ 0 comentários }