Porque em 35 anos de democracia tivemos…. 28 GOVERNOS. SIM, 28… dois oito. Uma média de duração de 10 meses cada um.
E depois dizem-me que não deve haver maiorias??
Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!
Porque em 35 anos de democracia tivemos…. 28 GOVERNOS. SIM, 28… dois oito. Uma média de duração de 10 meses cada um.
E depois dizem-me que não deve haver maiorias??
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{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }
Inteiramente de acordo quanto a essa necessidade, atendendo ao estado em que o Estado e o país se encontram. Só lamento a inevitabilidade de ter de ser conferida ao PS e jamais poder ser conferida ao actual PSD, que mais parece o SLB.
Houvesse uma terceira via para arrumar de vez com a gentinha que anda por estes dois partidos…
O facto do regime, últimamente, permitir aguentar o cumprimento das legislaturas, deve-se à auto-concessão da gestão pública feita a estes dois partidos, que vão rodando as cadeiras e lugares pelos seus membros…
Começo com uma pergunta: quantos países da UE são governados por maiorias absolutas? Respondam, pf, e acrescentem quantos estão pior que nós.
Depois, caro A.J. Brandão de Pinho: “extremas”, sejam de direita ou esquerda, não obrigado. E se não fôr PS ou PSD em Portugal, esqueça. E essa do “jamais” normalmente dá para o torto, como já todos percebemos; e não menospreze este PSD, porque o discurso, como disse o Ricardo Costa da SIC Notícias, ” não revela o que podemos fazer, mas pelo menos revela o que não podemos fazer”: com este governo não sabemos nem uma coisa nem outra. Com a D. MFL, caro amigo, todos sabemos com o que contar, já com o sr. Sócrates…
Por fim, este post não podia vir em melhor altura: andam os PS’s todos (incluindo o “surpreso-com-o-resultado-das-últimas-eleições, meu amigo P Sousa) tarados porque já perceberam que assim não vão lá; por outro lado o sr Sócrates já não vai a tempo de baixar a crista (embora ande a tentar) nem de ser substituído num congresso de última hora, porque o povo já o topou; e o Santos Silva e o tipo do Min. da Agricultura (desculpem, mas como é raro ouvir falar dele ou do que ele faz, esqueci-me do nome) continuam a ajudar a oposição, já para não falar da Ministra da Educação porque esse é, definitivamente e há muito tempo, um caso perdido.
Vamos indo e vamos vendo: se o PSD perder as próximas legislativas, a mim não me surpreende, mas se ganhar, não sei que reacção terão os PS’s.
Caro F. Santos,
A posição mais fácil… “Se o PSD perder as próxiumas eleições, a mim não me surpreende” e, claro, o seu contrário, se o PSD ganhar também vão todos dizer que não surpreende.
“Antes, tudo o que Manuela Ferreira Leite dissesse era um desastre. Desde as europeias, tudo o que diga é excelente. Mudam os humores e os ventos, mudam as análises. Mesmo que diga, mais coisa menos coisa, o mesmo que dizia.” escreveu alguém.
Países com maiorias na Europa, não sei quantos são, no entanto, provavelmente poucos (talvez a Itália) tiveram tanta instabilidade como nós, mesmo nos tempos mais recentes.
Já agora deixa-me citar Cavaco Silva sobre as maiorias:
“Portugal precisa de estabilidade para vencer, para continuar a caminhar em frente.
Compreenderão por isso que eu não possa continuar como Primeiro-Ministro se não merecer a confiança clara dos Portugueses, através de um voto maioritário nas próximas eleições.
Tenho a obrigação de ser claro. Não quero enganar ninguém.
(…)
A estabilidade governativa não é um objectivo partidário. É uma exigência nacional.”
Ao contrário do PSD, para mim o que era verdade ontem (principalmente na questão dos princípios) continua a ser verdade hoje.
Caro P Sousa
“A posição mais fácil… “Se o PSD perder as próximas eleições, a mim não me surpreende” e, claro, o seu contrário, se o PSD ganhar também vão todos dizer que não surpreende.”"“Antes, tudo o que Manuela Ferreira Leite dissesse era um desastre. Desde as europeias, tudo o que diga é excelente.”
….??? Acho que já dei provas suficientes em comentários anteriores da minha total discordância relativamente à líder do PSD! Mas, olhando para as coisas como elas são, dadas as últimas eleições, deixou de me surpreender que o PSD vença as próximas legislativas. Se tivesse perdido as europeias e ganhasse as legislativas, aí sim seria uma surpresa, não só para mim, mas para todos. Neste momento estou expectante, mas não iludido ou ansioso. Já o PS…
Agora, repito a pergunta: quantos países da UE têm maiorias e estão pior que nós?? Itália está pior que nós em termos de qualidade de vida dos seus cidadãos? Poder de compra inferior?? Reino Unido, que tem uma câmara baixa que é um inferno para quem governa, está pior que nós?
As maiorias têm sido pedidas, dizem eles, para se efectuarem reformas de fundo no país. Nota-se!! Querem é governar com arrogância que este PM evidenciou e não dar justificações a ninguém.
“Ao contrário do PSD, para mim o que era verdade ontem (principalmente na questão dos princípios) continua a ser verdade hoje.” Verdade? Mas qual verdade? Que todos os candidatos do PS e PSD pedem maiorias? É que em termos de “verdade” não sei se o teu partido está devidamente credenciado para dar lições de moral a quem quer que seja.
Caro F. Santos,
Confesso que não percebo o objectivo da questão que coloca e à qual vem agora responder. É fácil de responder, mas, não resolve a questão controvertida. A sugestão aqui feita pelo Pedro Sousa e que eu corroboro pela perspectiva que defendi, baseia-se na nossa realidade de há uns anos a esta parte e no estado de coisas actual tal qual nos entra pelos olhos dentro todos os dias. Muitas outras questões teria de formular o meu caro porque a conclusão que pretende ou julga ter agora sugerido requer muitos mais parâmetros idênticos e que, manifestamente, não existem.
Quanto às advertências que me faz, não sei a que propósito se refere a “extremas” e se, por acaso, as lê na terceira via que sugiro no meu primeiro comentário. Não sugiro tais possibilidades nem me identifico com tais posições ideológicas, se é a isso que se refere.
Quanto ao “jamais” e ao facto de eu julgar ser um erro atribuir uma maioria ao actual PSD, é a minha opinião atendendo a que este partido está ainda muito longe de conseguir a regeneração que há muito julgo necessária. Tanto o PSD como o PS estão demasiadamente povoados por gente assustadoramente comprometida, como o comprovam as dezenas de casos de corrupção que alimentam os nossos media, relativamente aos quais nenhum desses dois partidos se sente à vontade para exigir o total esclarecimento e reclamar sanções e penas exemplares, nomeadamente quando em causa está a gestão da coisa pública.
Mais assustador ainda é o que se diz e ouve à boca pequena por Lisboa. Não fosse alguma imprensa mais destemida e descomprometida e, então, estavamos definitivamente desgraçados e deitados ao engano. E é desses, dos homens desses dois partidos, que estou a falar.
Os dados de que disponho não me permitem defender outra coisa. Espeero sejam melhores os dados de que dispõe o meu caro amigo e que não deixará de contribuir para que os resultados do PSD correspondam ao que aqui defende.
Quanto à necessidade de uma nova maioria, sustento-a na observação dos impasses que decisões necessitadas do acordo entre estes dois partidos (naquilo que chamo auto-concessão da gestão pública), de que é exemplo flagrante a questão do Provedor de Justiça, protagonizada por uma vergonhosa atitude da actual liderança do PSD, culminando, agora, com a retirada de candidatura de Jorge Miranda, candidato indicado pelo PS (reconheça-se, a pessoa melhor colocada para o desempenho daquela função) e um enorme descrédito daquele cargo e instituição.
Impasses deste tipo, derivados de birras por lugares e controle dos lugares do poder, são inadmissíveis! Mal deste país se tiver de se sujeitar a birras deste género na governação. Mal de nós se tivermos de nos sujeitar a desculpas deste género para o desgoverno deste país.
Caro F. Santos,
Sabe o que é que eu reclamo? É que partidos como o PSD (que vivem do orçamento de Estado) se apresentem aos portugueses em devido tempo com os melhores dos seus elementos, com as suas melhores alternativas e propostas, para que lhes possamos atribuir um mandato de quatro anos e não hajam desculpas para não governar e/ou implementar as medidas que o país necessita e esses senhores têm a obrigação de procurar auscultar junto de todos nós.
Para já, e quando já é muito tarde, apenas vejo criticar quem está.
Reprovo com todas as forças que partidos como o PSD tenham em vista não a afirmação das suas soluções e alternativas, mas, o exercício que todos os portugueses, feliz ou infelizmente, vão tendo a capacidade de fazer: criticar o que vai sendo feito.
Posso concordar que o caminho que se está a percorrer não é o melhor, mas, ainda não vi ninguém apontar um melhor ou simplesmente diferente.
É mau quando chegámos ao ponto em que alguns, parados, criticam o caminho que se está a percorrer, mas, não conseguem sugerir ou traçar um outro…
Deixo mais este pequeno exemplo de como “com bolos se engam os tolos”:
http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/1478840.html
Estão os dois partidos bem metidos e cada um vai fazendo a figurinha que mais jeito lhe dá, consoante a posição em que se encontra…
Justificava-se uma terceira via ou não?