PORQUE É PRECISO UMA NOVA MAIORIA?

por Pedro Sousa em 23 de Junho de 2009

em País

Porque em 35 anos de democracia tivemos…. 28 GOVERNOS. SIM, 28… dois oito. Uma média de duração de 10 meses cada um.

E depois dizem-me que não deve haver maiorias??

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 A. J. Brandão de Pinho 23 de Junho de 2009 às 19:02

Inteiramente de acordo quanto a essa necessidade, atendendo ao estado em que o Estado e o país se encontram. Só lamento a inevitabilidade de ter de ser conferida ao PS e jamais poder ser conferida ao actual PSD, que mais parece o SLB.
Houvesse uma terceira via para arrumar de vez com a gentinha que anda por estes dois partidos…
O facto do regime, últimamente, permitir aguentar o cumprimento das legislaturas, deve-se à auto-concessão da gestão pública feita a estes dois partidos, que vão rodando as cadeiras e lugares pelos seus membros…

Responder

2 F Santos 25 de Junho de 2009 às 22:10

Começo com uma pergunta: quantos países da UE são governados por maiorias absolutas? Respondam, pf, e acrescentem quantos estão pior que nós.

Depois, caro A.J. Brandão de Pinho: “extremas”, sejam de direita ou esquerda, não obrigado. E se não fôr PS ou PSD em Portugal, esqueça. E essa do “jamais” normalmente dá para o torto, como já todos percebemos; e não menospreze este PSD, porque o discurso, como disse o Ricardo Costa da SIC Notícias, ” não revela o que podemos fazer, mas pelo menos revela o que não podemos fazer”: com este governo não sabemos nem uma coisa nem outra. Com a D. MFL, caro amigo, todos sabemos com o que contar, já com o sr. Sócrates…

Por fim, este post não podia vir em melhor altura: andam os PS’s todos (incluindo o “surpreso-com-o-resultado-das-últimas-eleições, meu amigo P Sousa) tarados porque já perceberam que assim não vão lá; por outro lado o sr Sócrates já não vai a tempo de baixar a crista (embora ande a tentar) nem de ser substituído num congresso de última hora, porque o povo já o topou; e o Santos Silva e o tipo do Min. da Agricultura (desculpem, mas como é raro ouvir falar dele ou do que ele faz, esqueci-me do nome) continuam a ajudar a oposição, já para não falar da Ministra da Educação porque esse é, definitivamente e há muito tempo, um caso perdido.

Vamos indo e vamos vendo: se o PSD perder as próximas legislativas, a mim não me surpreende, mas se ganhar, não sei que reacção terão os PS’s.

Responder

3 Pedro Sousa 25 de Junho de 2009 às 22:56

Caro F. Santos,

A posição mais fácil… “Se o PSD perder as próxiumas eleições, a mim não me surpreende” e, claro, o seu contrário, se o PSD ganhar também vão todos dizer que não surpreende.
“Antes, tudo o que Manuela Ferreira Leite dissesse era um desastre. Desde as europeias, tudo o que diga é excelente. Mudam os humores e os ventos, mudam as análises. Mesmo que diga, mais coisa menos coisa, o mesmo que dizia.” escreveu alguém.
Países com maiorias na Europa, não sei quantos são, no entanto, provavelmente poucos (talvez a Itália) tiveram tanta instabilidade como nós, mesmo nos tempos mais recentes.
Já agora deixa-me citar Cavaco Silva sobre as maiorias:
“Portugal precisa de estabilidade para vencer, para continuar a caminhar em frente.
Compreenderão por isso que eu não possa continuar como Primeiro-Ministro se não merecer a confiança clara dos Portugueses, através de um voto maioritário nas próximas eleições.
Tenho a obrigação de ser claro. Não quero enganar ninguém.
(…)
A estabilidade governativa não é um objectivo partidário. É uma exigência nacional.”
Ao contrário do PSD, para mim o que era verdade ontem (principalmente na questão dos princípios) continua a ser verdade hoje.

Responder

4 F Santos 26 de Junho de 2009 às 15:57

Caro P Sousa
“A posição mais fácil… “Se o PSD perder as próximas eleições, a mim não me surpreende” e, claro, o seu contrário, se o PSD ganhar também vão todos dizer que não surpreende.”"“Antes, tudo o que Manuela Ferreira Leite dissesse era um desastre. Desde as europeias, tudo o que diga é excelente.”
….??? Acho que já dei provas suficientes em comentários anteriores da minha total discordância relativamente à líder do PSD! Mas, olhando para as coisas como elas são, dadas as últimas eleições, deixou de me surpreender que o PSD vença as próximas legislativas. Se tivesse perdido as europeias e ganhasse as legislativas, aí sim seria uma surpresa, não só para mim, mas para todos. Neste momento estou expectante, mas não iludido ou ansioso. Já o PS…

Agora, repito a pergunta: quantos países da UE têm maiorias e estão pior que nós?? Itália está pior que nós em termos de qualidade de vida dos seus cidadãos? Poder de compra inferior?? Reino Unido, que tem uma câmara baixa que é um inferno para quem governa, está pior que nós?
As maiorias têm sido pedidas, dizem eles, para se efectuarem reformas de fundo no país. Nota-se!! Querem é governar com arrogância que este PM evidenciou e não dar justificações a ninguém.

“Ao contrário do PSD, para mim o que era verdade ontem (principalmente na questão dos princípios) continua a ser verdade hoje.” Verdade? Mas qual verdade? Que todos os candidatos do PS e PSD pedem maiorias? É que em termos de “verdade” não sei se o teu partido está devidamente credenciado para dar lições de moral a quem quer que seja.

Responder

5 A. J. Brandão de Pinho 26 de Junho de 2009 às 18:17

Caro F. Santos,

Confesso que não percebo o objectivo da questão que coloca e à qual vem agora responder. É fácil de responder, mas, não resolve a questão controvertida. A sugestão aqui feita pelo Pedro Sousa e que eu corroboro pela perspectiva que defendi, baseia-se na nossa realidade de há uns anos a esta parte e no estado de coisas actual tal qual nos entra pelos olhos dentro todos os dias. Muitas outras questões teria de formular o meu caro porque a conclusão que pretende ou julga ter agora sugerido requer muitos mais parâmetros idênticos e que, manifestamente, não existem.

Quanto às advertências que me faz, não sei a que propósito se refere a “extremas” e se, por acaso, as lê na terceira via que sugiro no meu primeiro comentário. Não sugiro tais possibilidades nem me identifico com tais posições ideológicas, se é a isso que se refere.
Quanto ao “jamais” e ao facto de eu julgar ser um erro atribuir uma maioria ao actual PSD, é a minha opinião atendendo a que este partido está ainda muito longe de conseguir a regeneração que há muito julgo necessária. Tanto o PSD como o PS estão demasiadamente povoados por gente assustadoramente comprometida, como o comprovam as dezenas de casos de corrupção que alimentam os nossos media, relativamente aos quais nenhum desses dois partidos se sente à vontade para exigir o total esclarecimento e reclamar sanções e penas exemplares, nomeadamente quando em causa está a gestão da coisa pública.
Mais assustador ainda é o que se diz e ouve à boca pequena por Lisboa. Não fosse alguma imprensa mais destemida e descomprometida e, então, estavamos definitivamente desgraçados e deitados ao engano. E é desses, dos homens desses dois partidos, que estou a falar.
Os dados de que disponho não me permitem defender outra coisa. Espeero sejam melhores os dados de que dispõe o meu caro amigo e que não deixará de contribuir para que os resultados do PSD correspondam ao que aqui defende.

Quanto à necessidade de uma nova maioria, sustento-a na observação dos impasses que decisões necessitadas do acordo entre estes dois partidos (naquilo que chamo auto-concessão da gestão pública), de que é exemplo flagrante a questão do Provedor de Justiça, protagonizada por uma vergonhosa atitude da actual liderança do PSD, culminando, agora, com a retirada de candidatura de Jorge Miranda, candidato indicado pelo PS (reconheça-se, a pessoa melhor colocada para o desempenho daquela função) e um enorme descrédito daquele cargo e instituição.
Impasses deste tipo, derivados de birras por lugares e controle dos lugares do poder, são inadmissíveis! Mal deste país se tiver de se sujeitar a birras deste género na governação. Mal de nós se tivermos de nos sujeitar a desculpas deste género para o desgoverno deste país.

Caro F. Santos,

Sabe o que é que eu reclamo? É que partidos como o PSD (que vivem do orçamento de Estado) se apresentem aos portugueses em devido tempo com os melhores dos seus elementos, com as suas melhores alternativas e propostas, para que lhes possamos atribuir um mandato de quatro anos e não hajam desculpas para não governar e/ou implementar as medidas que o país necessita e esses senhores têm a obrigação de procurar auscultar junto de todos nós.

Para já, e quando já é muito tarde, apenas vejo criticar quem está.
Reprovo com todas as forças que partidos como o PSD tenham em vista não a afirmação das suas soluções e alternativas, mas, o exercício que todos os portugueses, feliz ou infelizmente, vão tendo a capacidade de fazer: criticar o que vai sendo feito.

Posso concordar que o caminho que se está a percorrer não é o melhor, mas, ainda não vi ninguém apontar um melhor ou simplesmente diferente.
É mau quando chegámos ao ponto em que alguns, parados, criticam o caminho que se está a percorrer, mas, não conseguem sugerir ou traçar um outro…

Responder

6 A. J. Brandão de Pinho 26 de Junho de 2009 às 18:58

Deixo mais este pequeno exemplo de como “com bolos se engam os tolos”:
http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/1478840.html
Estão os dois partidos bem metidos e cada um vai fazendo a figurinha que mais jeito lhe dá, consoante a posição em que se encontra…

Justificava-se uma terceira via ou não?

Responder

Anterior:

Seguinte: