O NOVO ALVO

por Pedro Sousa em 2 de Agosto de 2010

em País

Ninguém quer debater nada sobre educação. O que interessa são frases feitas e tempos de antena para indignações totalmente disparatadas sem sequer se tentar perceber o que está em jogo. A forma como os vários partidos da oposição, ossindicatos dos professores e muitos comentadores reagiram às declarações da Ministra da Educação em relação ao necessário debate sobre o insucesso e o abandono escolar, recolocando o problema das reprovações numa base diferente daquela que até hoje vigora, pelo investimento das famílias, dos alunos e dos professores no trabalho e na responsabilização, tentando que se aumente o nível de aprendizagem de cada aluno, demonstra, mais uma vez, a falta de verdadeiro debate, não só político como técnico. Mal se fala em pensar a sério sobre qualquer assunto, todos os esforços se unem para matar as ideias à partida, para destruir qualquer embrião de mudança.

O objectivo de qualquer escola, de qualquer sociedade, deve ser que todos os seus membros atinjam o mais elevado grau de aprendizagem e de formação, num mundo que se transforma cada vez mais e cada vez mais depressa. Como Isabel Alçada diz, devemos olhar para os melhores resultados atingidos noutros países, com outros sistemas, compará-los e melhorar o nosso. Não nos devemos resignar a ser piores que os outros porque a nossa sociedade não dá valor à educação. É precisamente aí que se deve actuar, a começar nas escolas. Isso exige muito mais dos pais, dos alunos e dos professores, não menos.

Já foi encontrado o mote para destruir mais uma Ministra da Educaçãoa Ministra que quer acabar com os chumbos, acabar com a exigência e o rigor, aumentando o facilitismo.

Sofia Loureiro dos Santos

{ 23 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 inquieto 3 de Agosto de 2010 às 9:14

Pois é,

sábias e óbvias palavras!!

mas noto:
todos aqueles que andaram a falar bem do Sócrates e companhia ao longo dos últimos 3 ou 4 anos, neste domínio da educação, estão agora a virar-se para as opiniões dos outros!!

é que concluiram qualquer coisa sobre o caminho por onde andaram!

não me espanta! de todo!

mas deixa dizer-te: é sempre tempo! basta atinar.

quanto ao comportamento das corporações, volto ao mesmo, os professores são mais sábios que a ministra! de longe…

não é preciso fazer o berreiro do custume, e teremos todos os professores do lado certo!

basta reconhecer,
basta querer.

um abraço
inquieto

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2 F Santos 3 de Agosto de 2010 às 9:21

O que continuo a achar extraordinário é que se ponha no topo das prioridades, numa hipotética revisão do ensino em Portugal, acabar com os chumbos nas escolas, “tendencialmente”.

Como diz a autora deste maravilhoso texto, que acrescenta muuiittooo ao debate, porque não se começa por “investimento das famílias, dos alunos e dos professores no trabalho e na responsabilização”???

Vamos começar pelos chumbos que dá menos trabalho…

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3 Pedro Sousa 6 de Agosto de 2010 às 22:55

Sobre este tema a Visão traz uns dados muitissimo curiosos e a merecer análise. Dessa análise (breve) resulta a pergunta “serão os nossos alunos mais burros ou não será verdade que temos um sistema que retém os alunos em demasia impedindo a sua progressão?”

Os dados da Visão remetem para um estudo da OCDE (de 2004, quando ainda tínhamos muito exigência e o PS não tinha feito alterações), que tem o seguinte quadro

% de repetentes na Educação Primária

Portugal – 10%
Luxemburgo 4%
Bélgica, Eslováquia e Letónia – 3%
Bulgária, Estónia, Hungria, Roménia e Malta – 2%
Rep. Checa, Lituânia, Polónia, Eslovénia, Autria, Alemanha, Irlanda – 1%
EUA, Andorra, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Itália, Mónaco, Suécia, Reino Unído – valores nulos ou negligêncíaveis.

Serão os portugueses mais burros?

Sobre a falsa questão do chumbo no topo das prioridades… isso é velha ladainha.
Quando o PS quis mudar o estatuto do aluno, perguntaram “porque começar por aí, se há tanta coisa a fazer”
Quando o PS quis avaliar os professores, vimos o que aconteceu e ouviu-se “esse é o menor dos problemas da escola”
Quando a ministra da educação levanta a mera hipótese de se debater a revisão da retenção de aluno “isso também não é prioridade”.

Quando se mexe no corporativismo e no que ninguém quer mexer, porque quietinho é que está bem, nada é prioritário. Só na quinta dos outros.

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4 F Santos 9 de Agosto de 2010 às 8:59

Qual corporativismo? Esta não percebi.

Novidade fresquinha para ti: sabes que se um professor achar que deve reter um aluno, tem de elaborar relatórios argumentativos detalhadíssimos, levar o assunto a conselho de turma, obter a aprovação deste, obter a aprovação dos pais (!!!!) e ainda enviar tudo isto para a DREN para que esta possa autorizar? Só depois o aluno pode ser retido?

Pedro, para um professor nada é mais fácil do que passar os alunos todos!! Dá menos trabalho! Para quê esforçar-se em tentar que os alunos aprendam alguma coisa? Faz testes básicos (tipo 1+1 dá 2… alguns vão responder 3) e passa os meninos todos no fim do ano! O governo aproxima a taxa de retenção à da Roménia (são uns génios, os romenos!) e Portugal sobe para o topo desta lista (para não estar no topo da lista só no desemprego, pobreza e desiguldades sociais).

Repito: que tal começarem por rever os conteúdos programáticos, os métodos e tecnologias na sala de aula e dar formação GRATUITA aos professores?

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5 Pedro Sousa 9 de Agosto de 2010 às 15:25

Caro F Santos,

Não conheço detalhadamente o processo de retenção de um aluno. De qualquer forma do que descreves não vejo grande problema. Eventualmente quando escreves “detalhadissimo” possa estar aí o problema. Diria que procurar a aprovação dos pais é também um disparate. Digo-te assim sem ter lido quais os pressupostos que levaram a que, quem definiu o procedimento, achasse isso importante.

Portugal no topo da lista do desemprego??? Liga para Espanha, por exemplo, e pergunta. Vais ver o disparate que escreveste.

Quanto às sugestões:
- rever conteúdos programáticos. Não sei. Não os conheço, não sei quem os definiu, por isso não vou omitir opinião. O do 1 ciclo (1ª classe) que é o único que conheço, parece-me muito bem.
- Tecnologia na sala de aula?? Mas há Governo que mais tecnologia tenha colocado nas escolas, nas mãos de profs e alunos? Aí estamos muito bem
- Formação gratuita: Concordamos. Se a formação for obrigatória. Se for formação para melhorar o desempenho dos professores, alguma pode ser gratuita, mas a restante (tal como eu se quiser reforçar a minha formação) deve ser paga.

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6 F Santos 9 de Agosto de 2010 às 17:39

Que boa notícia que me dás: os espanhóis estão piores que nós!! É esta a alegria socialista!! Temos 10% de desemprego, os espanhóis 20%, logo estamos bem!
Como dizia o António Feio nas “Conversas da Treta”: ESPECTÁCULO!

Quanto aos conteúdos programáticos, para ser mais preciso, refiro-me mais a partir do 6º, 7º ano. Parece-me que a avaliar pelas opiniões de alunos e professores estão um tanto ou quanto obsoletos.

Tecnologia: reconheço a melhoria introduzida por este governo, mas sugiro que seja aplicada objectivamente aos conteúdos ministrados; quadros interactivos (seja lá o que isso fôr) parece-me bem, mas se o programa fôr uma “maçada”, não vejo no que possa ajudar. Mas ok aqui de acordo.

Detalhadíssimo porque, por exemplo, se se verificar que um aluno possa ter algum problema de aprendizagem, os próprios exames médicos têm de ser pedidos pelo professor. Isto se os pais deixarem, claro. Porque os pais podem achar que o professor está doido, o menino é muito inteligente em casa! E se a escola deixar.

Passem os miúdos todos. Ninguém se chateia. Porreiro, pá.

7 joaquim toscano 3 de Agosto de 2010 às 22:15

…”Vamos começar pelos chumbos que dá menos trabalho”.
E Tendencialmente…mais curtura gerau…
E quem souver menos i iscreber pior inda ganha
o nóbel…da litratura, da cienssia…eu sei lá…

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8 F Santos 10 de Agosto de 2010 às 9:09

Para ver se marco golo, desculpa, não estamos no topo da lista do desemprego?
O topo para ti é só o primeiro lugar, é isso?
“A taxa de desemprego em Portugal, medida pelo Eurostat, recuou em Junho para os 10,8%, depois do máximo de 10,9% alcançado em Maio. É a quarta taxa de desemprego mais elevada da União Europeia.”
Em 27 países, 4º lugar não é topo da lista, é fim da lista. Ok.

Eu aqui sobre os chumbos só venho dar a minha opinião. Chumbar é necessário quando não se adquire conhecimentos num ano inteiro de aulas. Passar os miúdos todos, tendencialmente, é premiar os menos interessados e desincentivar os mais aplicados. Tem de haver exigência e responsabilização pelos resultados dentro da sala de aula (e a começar em casa, como é óbvio). Dar todo o apoio extra-aula que os miúdos precisem, naturalmente, para que possam melhorar, mas se mesmo assim não atingirem mínimos de aquisição de competências necessárias para transitar de ano, devem repeti-lo.
Não podemos aceitar que um miúdo com 5 valores a todas as disciplinas passe e outro com 2 valores passe também (no “ciclo” p ex).
Para não falar que o facilitismo e impunidade dentro da sala de aula aparecem associados aos casos de indisciplina, que têm aumentado assustadoramente. Isto, como já disse o caro Ferreira da Silva, é premiar o facilitismo.
A única razão que me ocorre para a tentativa de introdução deste debate é a necessidade urgente da ministra em baixar os números das retenções que envia para Bruxelas. Política pura, sem olhar, também aqui, ao interesse dos alunos, que mais tarde vão sentir nos seus empregos a falta de bases de aprendizagem.

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9 Azevedo 10 de Agosto de 2010 às 11:48

O problema da retenção, ou não, dos alunos é apenas uma questão menor. A questão maior é saber se um aluno quando chega ao fim de um ciclo avaliativo sabe uma quantidade de ” coisas” definidas nos termos legais.
Não podemos comparar, como demagogicamente a sr. ª ministra, o que não é comparável. A alfabetizão da generalidade dos países nórdicos é anterior ao século dezanove e o seu desenvolvimento permite-lhes uma série de práticas que não são, por agora, possíveis em Portugal. Essa é a grande questão…
Já agora, antes de se apresentarem as estatísticas de retenção de países, como por exemplo o Luxemburgo, seria bom fazer uma rápida pesquisa na NET e verificar as tremendas dificuldades de aprendizagem dos alunos provenientes da comunidade portuguesa… O mesmo se passa na Suiça!!!

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10 Pedro Sousa 10 de Agosto de 2010 às 18:27

Caro Azevedo,

Julgo que sim, esse ponto é importante. O facto de resultar noutros países não significa que funcione cá. Mas acima de tudo, tem de ser o espírito disponível para debater todas as soluções. Isso sim é importante. Mas olhe que os exemplos não são só nórdicos.
Sinceramente, mais do que os “Mários Nogueiras” deste país (cujas opiniões são definidas pelo corporativismo da classe) interessa ouvir os especialistas na área. Esses sim, gostaria de os ouvir, mas parece que anda tudo calado. Deve ser do período de férias… Mesmo que da discussão se venha a perceber que a ideia é um disparate.

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11 F Santos 10 de Agosto de 2010 às 21:05

Caro Pedro,

A tua perseguição aos professores começa a ser embaraçosa para ti, e acrescento, incompreessível. Num tópico em que, aparentemente, pretendes discutir os chumbos nas escolas, vens falar do corporativimismo dos preofessores e do Mário Nogueira.
O Mário Nogueira, sobre este assunto, ainda não ouvi falar; e os professores não sei o que podem ter a ver com isto, uma vez que, como já disse anteriormente, para eles deve ser rigorosamente igual. Já que, como dizes, são uma cambada de inuteis (fizeste copy/paste de um post alheio que tinha esta frase, logo, concordas com ela) só atesta que, como apoiante intransigente da anterior ministra, estás-te pouco borrifando para a escola, apenas te interessa a defesa do PS. Coisa que me escandaliza, porque és pai e ao que sei o teu filho está na escola pública.
Quereres passar a responsabilidade deste assunto para os professores só é mais uma prova do arrelio que tens pela classe.
Porque não te vejo com tanta insistência a falar do corporativismo dos enfermeiros, dos juízes, dos médicos??
Todos lutam pelos seus direitos, ou por melhores condições, o que é legítimo. Mas se calhar enerva-te que M L Rodrigues, dentro das tutelas que referi, tenha sido a única a não continuar no governo.
Porque terá sido?

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12 Pedro Sousa 10 de Agosto de 2010 às 22:55

Caro F Santos,

Mas qual perseguição aos profs? Inventas cada uma… Isso são atoardas de vitimização. É a maneira mais fácil de não discutir nada. Coitado de mim se me indignasse cada vez que me põem em causa. Pelo contrário, espero que o façam todos os dias.
Já citei aqui Augusto Curry “Professores, muito obrigado. Vocês são os mestres da vida.””; Nego categoricamente que os professores são inúteis. Isso é uma parvoíce do tamanho do mundo. Agora, gente como Mário Nogueira não gosto, acho que não serve a classe e que pensa em tudo menos no desenvolvimento a escola. Mas é a minha opinião, a que tenho todo o direito. Aliás, é dirigente de um sindicato, portanto a única preocupação é (com poderás ver numa definição de sindicato) os interesses económicos e sociais de uma classe.
Quanto à escola, como dizes, tenho experiência apenas como pai. E estou, para já, satisfeitissmo. Mas isto ainda vai no início, portanto não serve o suficiente para formar opinião.
Ao contrário de ti, não acredito que para os professores seja igual. Se se preocupam com a escola e os alunos (como faz a grande maioria) não é irrelevante. Não devem é fugir ao debate e ao contributo.
Todos lutam por melhores condições e isso é legítimo. Certo. Tal como é legitima a minha indignação, caso se justifique.
E não falo tanto de outras classes porque essas não aparecem tantas vezes nas notícias. Só isso… basta fazeres uma pesquisa na net.
E acrescento que sim, tenho muita pena de MLRodrigues ter saído do ministério. E acho que foi decisão errada do Governo.

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13 Azevedo 10 de Agosto de 2010 às 11:59

Copiei do site do ISCTE , UL, mas a informação na NET é abundante… Será também culpa dos professores desses paíse??? Esta ´e uma questão que foi feita, mais que uma vez à anterior ministra, e que ela nunca quis responder… E esta é a questão essencial!!!
…Algumas notas e números a reter sobre esta série de reportagens, de entre fontes oficiais e da recolha junto de quem conhece a realidade no terreno( Luxemburgo) : mais de um terço dos alunos portugueses reprovam pelo menos uma vez na escola primária; no liceu clássico há apenas 6 % de portugueses; mais de um terço dos portugueses fazem parte do total dos desempregados; 56 % de portugueses encontram-se em risco de pobreza; os portugueses constituem 15 % do total dos sem abrigo do país e há pelo menos 200 pessoas em miséria extrema na comunidade; perto de 40 % dos toxicodependentes são portugueses ou têm origem portuguesa; 35 % dos infectados com sida são portugueses; cerca de 15 % do total de encarcerados são portugueses…

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14 Azevedo 10 de Agosto de 2010 às 12:08

… Por último… Na Suiça, país com os mais elevados patamares de qualidade no ensino, uma boa parte dos alunos integra turma de Ensino Especial…

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15 Azevedo 11 de Agosto de 2010 às 13:55

Acho excelente a opinião expressa por um socialista(???) sobre os sindicatos e o sindicalismo!!! De qualquer modo é sintomático deste ” novo socialismo” pós blariano! Já agora o Mário Nogueira é um notável dirigente sindical!!! Basta ver a azia que causa!! Já agora… foi eleito pelos professores, segundo creio, para dirigir a Fenprof que conta com milhares de associados do PS!

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16 Pedro Sousa 11 de Agosto de 2010 às 16:58

Caro Azevedo,

Eu não dei qualquer opinião sobre os “sindicatos”. O texto que escrevi é a definição que está no dicionário da Priberim. Mas no da Porto Editora até é mais redutor pois refere “associação de defesa dos interesses dos trabalhadores, fundamentalmente perante o patronato”.
E reitero… o Mário Nogueira é um mau exemplo de sindicalismo. Mas as opinões valem o que valem. Esta é a minha. E nada tem a ver com o pós Blair. É uma opinião antiga, pois acho que muitos deles (pelo menos dos mais visiveis) ainda pensam ao tempo da revolução industrial.
Mas deixe-me seguir o seu raciocínio… José Sócrates também foi eleito pelos portugueses e isso não lhe tira a si o direito de o criticar. E, seguindo ainda o seu raciocinio, José Sócrates é um “notável dirigente do país, basta ver a azia que causa”. Se é essa a leitura…

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17 F Santos 11 de Agosto de 2010 às 17:22

“José Sócrates é um “notável dirigente do país, basta ver a azia que causa”

Caro, cá está! Era desta que eu estava à espera!
Sócrates, em vez de nos governar, como dizes anda a causar-nos azia!
Pedro, as palavras são tuas, a comparação é tua.

No PS, a qualidade da governação não se mede pela obra, pela riqueza criada e pelo combate às desigualdes. Não! É pela azia que cria aos portugueses!

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18 Pedro Sousa 11 de Agosto de 2010 às 18:57

Caro F Santos,

Truncar comentários não é forma de debater o tema… enfim

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19 Azevedo 12 de Agosto de 2010 às 11:02

Para o poder um bom exemplo de sindicalismo é aquele que nem tuge nem muge, ou então, aquele sindicalismo que vocifera” agarrem-me que eu vou-me a eles”, mas é só para a fotografia! É o chamado ”sindicalismo colaborante”! É porreiríssimo faz o jogo do poder instítuído e dos interesses económicos. É o chamado sindicalismo moderno que vai vendo partir os direitos dos tranbalhadores com um sorriso nos lábios!

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20 Pedro Sousa 12 de Agosto de 2010 às 11:58

Caro Azevedo,

Olhe a tudo isso o máximo que posso responder é Não, não acho nada disso. Não sei de onde infere toda essa informação.

Mas deixe-me dizer-lhe que acho que sim, que o sindicalismo também deve ser, quando necessário, colaborante e não sempre reinvindicativo. Depende das situações.

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21 Jorge Amorim 18 de Agosto de 2010 às 2:02

Bem… estive de férias e estou a ver que isto andou animado por aqui…

Sem aprofundar o que aqui já foi dito e no fundo todos foram dizendo verdades mas, na minha modesta opinião, nenhum é detentor de toda a verdade e razão. O que é perfeitamente natural. Lamento que se aproveite para discutir politica partidária em vez de apenas e só o assunto em discussão.

Por muito que seja prática noutros países, nunca os alunos devem obter aprovações automáticas ou directas ou o que lhe quiserem chamar. Sabe, sabe: passa. Não sabe: não passa e esse será castigo suficiente. Reprova 3 ou mais anos… se calhar limpar floresta, trabalhar nas obras ou na agricultura, depois de uma formação especializada seria a solução. Por muito que custe, todos devem ter oportunidade (gratuita pois pagamos muitos impostos para isso) de ser doutores e engenheiros mas nem todos o podemos ser.

Agora que há muito a fazer na educação (sobretudo em casa, para que não sejam os professores a terem de tomar o lugar dos pais na educação dos filhos dos outros), nas escolas (pois as autoridades e responsabilidades dos professores foram severamente afectadas), na formação dos professores (como tal) pois não deve bastar ter uma licenciatura para poder ser professor, nem ter um CAP para ser formador. Há muitas qualidades (que não apenas técnicas numa dada área) que os professores devem possuir para que possam ser considerados como tal.

Penso que estes assuntos se resolvem sempre melhor com bom senso e objectividade, que as cegueiras partidárias por vezes ofuscam.

Jorge Amorim

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22 F Santos 19 de Agosto de 2010 às 16:43

Caro Jorge Amorim

Só reescreveste o que já tinha sido dito.
Há muito a fazer na educação, todos de acordo. E na saúde e na justiça e na economia, enfim, nunca mais saíamos disto.
A questão é como se melhora o estado das coisas.
E aí, quando emitimos uma opinião, a política que lhe é inerente vem sempre ao de cima. É inevitável. Política é isso mesmo, argumentar em lados opostos.
Ao dizeres que és contra os chumbos, se calhar sem dares por isso e sem intenção, já estás a fazer política.

Abraço.

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23 Pedro Sousa 9 de Agosto de 2010 às 18:59

Caro F Santos,

Eu não rejubilei pelo facto dos espanhóis estarem piores, agora não posso é deixar que venhas para aqui dizer mentiras (estamos no topo da lista do desemprego). Quando te fazem o contraditório, chutas à barra. Assim não é debater.

Sobre conteúdos não me pronuncio.

Sobre passar os miúdos todos. O debate sobre o tema não me parece que seja prejudicial. Por exemplo, o Reino Unido não reprova alunos, pelo que julgo saber, e não consta que os putos ingleses sejam mais burros que os nossos. De qualquer forma, admito que possa não ser solução. O que custa é que nem sequer queiram debater o tema. Se a educação está tão mal como querem fazer parecer (eu não acho, mas enfim…) deviam ter uma mente aberta para olhar para todas as hipóteses que sejam possíveis, olhar para os melhores case studies e depois decidir.

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