O post”POLÍTICA DE VERDADE APLICADA”:

por Pedro Sousa em 11 de Junho de 2010

em País

NO ‘CÂMARA CORPORATIVA

Actores

• Manuela Ferreira Leite, ministra das Finanças do Governo Barroso/Portas • Carlos Tavares, ministro da Economia do Governo Barroso/Portas • Arlindo Carvalho, ministro da Saúde de Cavaco e mandatário de Santana Lopes nalgumas das muitas eleições a que este conhecido político costuma concorrer • BPN

Figurantes:

Ministério Público

Guião:

Arlindo de Carvalho, vá-se lá saber porquê, presidia a uma empresa detida pelo antigo IPE, Investimentos e Participações do Estado. Um dia, quis adquirir cerca de um terço (1/3) do património da empresa que dirigia.

Se bem pensou, melhor o fez. Arlindo de Carvalho constituiu uma empresa com a sugestiva designação de Pousa Flores e, no próprio dia em que estava entretido a criá-la, os então ministros das Finanças e da Economia, Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares, assinaram um despacho conjunto ordenando que o património que o ex-ministro da Saúde tinha debaixo de olho fosse apenas e só vendido à sociedade Pousa Flores.

Assim, estabelece o despacho conjunto de Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares: “A transmissão será feita para uma sociedade que terá como sócios quadros ou administradores da sociedade em venda, com a denominação Pousa Flores.”

Mas, não havendo então o Simplex, o despacho ministerial não deixa de ter em conta a possibilidade de um atraso na constituição da sociedade Pousa Flores, prevendo uma segunda hipótese para a transmissão do património: “Ou outra, aprovada pelas entidades competentes para o efeito, com sede na Avenida General Eduardo Galhardo, n.º 225, 2775-564, Carcavelos” — ou seja, a morada da empresa Pousa Flores. No fundo, os antigos ministros declaravam que só empresas com aquela morada poderiam comprar.

A Pousa Flores acabou por fazer o negócio por 36 milhões de euros, ficando na posse de um vasto património imobiliário. Só com duas vendas posteriores, a empresa de Arlindo de Carvalho facturou 37,4 milhões de euros.

O Ministério Público arquivou o caso. Não consta que o Dr. Palma ou o sindicato a que preside tenham exercido o inalienável direito à indignação.


{ 2 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 joaquim toscano 11 de Junho de 2010 às 23:41

Adoro,adoro, adoro..
O Mário Zambujal deve torcer-se todo se por acaso acessar a estas
Crónicas dos Bons Malandros.
Blogs Arouca Biz…do melhor!

Responder

2 inquieto 13 de Junho de 2010 às 15:51

estou estupefacto!!

eu não sabia nem nunca imaginaria que tão ilustres personalidades pudessem ter feito isso!

logo essas pessoas que referes!
ainda se fosse o Dias Loureiro, ou o Mira Amaral!!

Agora estes!!?!!

Tens razão!!

porque fui roubado, posso roubar! è a justiça suprema!
por mim estou de acordo!!

quero já um despacho a permitir a troca dos meus descontos para a segurança social, por bem imobiliário a designar… por mim!

Pronto!
Como na matemática pura, o corolário é algo de ponto final em que todos acreditámos.

Se outros roubaram, delapidaram, mentiram, ocultaram e todo o mundo assoboiou, para que vamos implicar com as pessoas “honestas de hoje em dia”.

Bolas, o Sócrates e Vara são dois herois!!!
e eu que não sabia disto!!!!

um abraço
inquito

Responder

Anterior:

Seguinte: