MAIS RESPEITO PELOS PRESIDENTE DE JUNTA

por Pedro Sousa em 17 de Janeiro de 2010

em Arouca

A CDU de Arouca emitiu um comunicado onde, entre diversas considerações locais e nacionais, acusa os Presidentes de Junta de Arouca eleitos democraticamente de abdicarem dos seus princípios para agradarem à Câmara Municipal. Aproveitando a boleia, o PSD rejubila dizendo ser um hábito socialista que vai fazendo carreira em Arouca.

Esta forma de fazer política parece estar a fazer escola, isto é, vir à imprensa lançar umas ideias, com acusações genéricas, sem que elas sejam suportadas com casos concretos que permitam esclarecimento. Assim, é mais fácil fazer passar qualquer coisa sem que possamos ser responsabilizados.

Uma acusação deste tipo, que põe em causa a dignidade dos Presidentes de Junta e a forma como se sugere que estes facilmente abdicam dos seus princípios e das normas pelas quais se regem, merece que sejam identificadas as situações, para não lançar suspeitas sobre todos.

Acredito firmemente que os Presidentes de Junta não se deixam manipular pois orientam a sua actividade por aquilo que acreditam ser o melhor para a sua freguesia. É com isso que os eleitores contam.

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 Miguel Pinho 17 de Janeiro de 2010 às 23:48

O PCP tem razão naquilo que diz. O Presidentes de Junta só têm um partido. O partido do Presidente da Câmara. Se assim não fosse não tinham o bizarro comportamento que vão tendo nas assembleias.
Pode o Senhor Pedro explicar porque é que´, quando há questões polémicas há sempre tanta pressão por parte do poder (ainda na última sessão os Presidentes de Junta lá receberam um telefonema do Vereador Albino para votarem a favor das propostas da Câmara).
Pedro Sousa pergunte aos Presidentes de Junta se não é assim. Fale com eles. Talvez assim não reaga da forma como reagiu!

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2 Pedro Sousa 18 de Janeiro de 2010 às 10:21

Caro Miguel Pinho,

Os Presidentes de Junta votam muitas vezes contra os objectivos da Câmara Municipal. Por exemplo, ainda na última assembleia vários votaram contra a alteração da ordem de trabalhos para inclusão da discussão do interesse municipal de 3 projectos. E vários abstiveram-se e/ou votaram favoravelmente as propostas da oposição quanto à questão do IRS. Portanto, não faz muito sentido o que refere.

E convém separar e perceber bem o que se quer dizer com pressão… esse tipo de telefonema que sugere que existiu não tem necessariamente de ser pressão. Se foi (o que duvido) devem os mesmos denunciar tal facto.

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3 Lider 18 de Janeiro de 2010 às 13:22

O Pedro ainda é muito cru está visto. Deixa a poeira assentar e a experiência a chegar que tu vais começar a perceber as coisas.

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4 Observador 19 de Janeiro de 2010 às 11:10

Ó Pedro estás a fazer de todos os teus leitores cegos ou quê? Por amor de Deus…

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5 Pedro Magalhães 20 de Janeiro de 2010 às 22:29

Pedro:
Todos sabemos o que acontece, também sabemos que algum preferem um prato de lentilhas a nada…
Posso estar enganado, mas acho que apenas um presidente de junta votou contra a alteração da ordem de trabalhos.
Vi foi muitos presidentes de junta votarem contra os programas eleitorais dos partidos pelos quais concorreram.

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6 Pedro Sousa 21 de Janeiro de 2010 às 10:22

Caro Pedro,

Não se se a tua opinião é a opinião do PP, ou seja, que os Presidentes de Junta se “vendem” por um prato de lentilhas.
Não tenho presente a votação, mas julgo que com apenas 1 voto de um Presidente de Junta + os deputados do PSD e do PP, não se conseguiria ter evitado a inclusão na Ordem do Dia (mesmo com a questão da necessidade de 2 terços)
De qualquer forma, é preciso também perceber que pode acontecer os Presidentes de Junta concordar com a Câmara simplesmente porque concordam. Pões essa hipótese, ou não? Sempre que um PJ vota favoravelmente a uma proposta da Câmara é porque tem algo em troca?
O meu princípio é simples: julgo que todos os “servidores públicos” orientam a sua actividade em função dos seus princípios e do bem da comunidade que representam.
Não insulto quem acha o contrário, mas esse tipo de critica deve ser orientada, para não passar a ideia de que são todos. Faz-me lembrar aquela frase com a qual discordo que diz, por exemplo, que os deputados não fazem nada, e mais isto e mais aquilo, e que só estão lá para se “orientarem”. Discordo dessa generalização, como discordo desta com os PJ.

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