A prova, se é que eram precisas mais, de que a avaliação é urgente vem dos últimos dados:
83% de professores com BOM (os sindicatos querem que todos os BONS atinjam o topo da carreira)
0,5% nota regular ou insuficiente
Anedótico, se não fosse grave.
Por outro lado, podemos estar orgulhosos do nossos sistema de ensino, dado que forma excelentes professores em grande quantidade.
Os realmente bons deviam indignar-se com este tipo de situações e não compactuar com sistemas que não penaliza/elimina os maus e medíocres.
{ 43 comentários… lê abaixo ouadiciona }
e se cada um começasse a preocupar-se consigo próprio?
o mal dos portugueses é que não se preocupam em estar bem. Interessa é o vizinho não estar melhor.
Porquê sempre os professores? quantas vezes somos mal atendidos em hospitais/centros de saúde, por pessoas frustradas em não terem conseguido entrar em Medicina ou por médicos que de vocação nada têm? Quantas vezes somos mal atendidos no café da esquina e não nos preocupamos com a avaliação do funcionário? Quantas vezes somos servidos por péssimos serviços (tv, telecomunicações, etc) e não fazemos disso um cavalo de batalha?
Porque é que não nos preocupamos com o medíocre/mau/péssimo desempenho de deputados, quando até acabam por ser eles a decidir o que vamos fazer?
Porque é que em tempos de constantes casos de corrupção, vergonhas, etc, só interessa a avaliação dos professores?
Porquê sempre os professores?
E porque não, poderem todos, durante um dia, serem professores?
Caro João,
Porque foram os professores os que mais ruidosamente se negaram a ser avaliados, ainda que disfaçado por um “queremos ser avaliados, mas não desta forma”.
Em grande parte das outras profissões da função pública o SIADAP funciona.
Ja vi que deves ser professor. Não queres ser avaliado? Tens pouco consideração por ti enquanto profissional mas queres o mesmo do que os que são mais competentes e trabalhadores do que tu. Boa!
Caro Pedro, que patetice a forma como falas de conteúdos que desconheces a olhos vistos.
Os professores sempre foram avaliados, apesar de tu não saberes. Outra coisa, os professores “nunca se negaram a ser avaliados”.
Chega de mentiras sobre este assunto. Faz como o outro, “não sabe, não fala”. Ponto!
Caro Observador,
Não vá tão longe… eu não desconheço a olhos vistos até porque tenho professores na família.
A avaliação que houve durante muitos anos era uma anedota, basta olhar para os resultados.
A tentativa que faz de silenciar-me não faz qualquer sentido, desde 1974. É a vida…
Escrevo aqui há muito que a FENPROF já demonstrou várias vezes que não está nada interessada numa avaliação a sério. Basta recuar uns largos meses e ver as anedóticas propostas de avaliação (se procurar ainda encontra a referência isso aqui no PPP).
Acha mesmo que uma avaliação que quer garantir que mais de 99% da classe chegue ao Topo da Carreira é um sistema sério? A avaliação é para distinguir os melhores dos piores, e os primeiros têm de ser distinguidos.
Eu imaginar que tinha de promover 99% das pessoas que trabalham comigo dá-me vontade de rir
Por favor…
OS PROFESSORES AVALIADOS? COM SERIEDADE?
A primeira vez que fui avaliado foi em 2009, ja com 25 anos de carreira docente. Antes, uma fantochada! Trabalhasses ou não, era o mesmo: todos bons!
Obviamente que não subscrevo este artigo de Pedro Sousa e em grande parte concordo com a opinião de José Pedro Martins.
Contudo há um aspecto que abona em favor de Pedro Sousa que é a sua linha editorial acima colocada: “… Aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!”
E já nem se falo da sua ligação á familia politica que suporta este governo.
“Porque é que não nos preocupamos com o medíocre/mau/péssimo desempenho de deputados, quando até acabam por ser eles a decidir o que vamos fazer?”
Essa é a questão, o fulcro, a charneira, o busílis.
Maus políticos produzem, no sítio próprio, más leis! (legislativo AR)
E depois dizemos mal dos bebés juíze(a)s que as aplicam (TJudiciais, Min Público…)
È o Portugal que temos, já não heróico,antes bastardo
– que despreza os dedicados Filhos da Pátria!!!
Devo dizer que não me sinto nada representado nas reivindicações dos interlocutores sindicais nem posso concordar com a sua absurda teimosia que já cansa, revolta e indigna.
Esta intransigência, além de aumentar ainda mais a agressividade da opinião pública contra toda uma classe, menoriza e ignora aspectos fundamentais para a dignificação da missão de educar e que têm estado muito afastadas ou sufocadas por aspectos meramente burocráticos, adminisdtrativos e contabilísticos.
Parece-me que seria benéfico para toda esta luta (mais trapalhada do que luta!) que se tivesse mudado não apenas os interlocutores do ME, mas também os interlocutores sindicais. É que – deixem-me ser sincero – já começam a cansar com os mesmos estafados argumentos que de pedagogia pouco têm e que até parecem ignorar outros problemas mais graves do que a Avaliação e que existem no nosso sistema de ensino. Mas isso eles não vêem ou parecem ignorar!
Por favor digo eu, já chega de comentários tão fraquinhos que demonstram um claro desconhecimento daquilo que dizes…
Ao dizeres que a avaliação anterior era “uma anedota” só estás a denegrir ainda mais a que se efectua hoje em dia.
Mas sabes tu realmente como funcionava antes? Sabes como funciona agora? Quais são os pontos que não concordavas e que te faziam pensar que era “anedótica”? Quais os pontos a destacar da actual? Gostava que fizesses um post com “sumo” e não baseado em tópicos e títulos à la tablóide… A um “líder de bancada” exige-se muito mais que isso.
Depois falas na Fenprof, com direito a “caps” e tudo, como se fosse o grande obstáculo à tirania (eu chamo-lhe assim) do ME, mas recordo-te que ainda ontem não foi só a Fenprof mas sim TODOS os agentes sindicais que não concordaram com as imposições do ME. E já agora visto o acordo que chegaram aguardo um post a “descascar” na Ministra da Educação, pois o acordo comtempla pontos que discordas publicamente.
Por fim, o teu emprego não é o “exemplo” para comparares com outras profissões, outras classes e sistemas completamente diferentes. Não mistures as coisas.
Caro Observador,
Efectivamente não sou um conhecedor profundo dos sistemas de avaliação anterior e actual, mas não julgo necessitar de um conhecimento aprofundado para poder fazer algumas leituras.
E a leitura imediata é que um sistema que permite que 99% dos seus elementos sejam bons ou mais do que isso, não é sistema nenhum. É uma farsa.
O desafio que me lança, merece apenas que lhe diga o seguinte:
Se não estou em erro, o anterior sistema consistia apenas numa auto-avaliação e uma chamada reflexão critica feita pelo próprio professor. Além disso, todos (independentemente da avaliação) progrediam na carreira. Aliás, acontecia o extraordinário que mesmo muitos professores que não davam aulas progrediam na carreira. Só este conjunto de conceitos serve para que, na minha humilde opinião, se possa chamar de anedótica a avaliação que existia. Aliás basta perguntar: Quantos professores não evoluiram na carreira devido a má avaliação no anterior sistema?
Não percebo a referência ao caps da FENPROF… no próprio site da FENPROF o sindicato utiliza caps.
Não deixo de referir que este recuo do Governo é uma má notícia. Representa, acima de tudo, o vergar do Ministério à força corporativa. Nem sequer é um mal menor, é um mal maior.
Esta resistência à avaliação inter-pares, à obrigação de uns se distinguirem dos outros, de encostar os medíocres, é resultado de anos e anos de funcionamento corporativo que pouco ajuda os verdadeiramente bons professores.
A actividade de professor é, concerteza, uma profissão exigente e com muitas dificuldades, mas nada impede que existam categorias diferentes (como na grande maioria das profissões) e que nem todos possam chegar ao topo da carreira.
Por fim, não comparo a minha profissão, porquê? Todas as profissões, todas sem excepção, devem ser alvo de avaliação. E essa avaliação tem de ter consequências. Acredito piamente nos méritos da avaliação rigorosa de objectivos e seus resultados. E nenhuma profissão deve ser isenta dela. Porque raio há-de haver profissões que não se comparam com outras? São ocupadas pro supra-sumos??
Pedro Sousa,
Fui tua professora. Ao ler o teu comentário, só me surge um comentário: como conseguiste chegar tão longe, escrever tão bem, ter singrado na vida política e… sem os teus professores terem sido avaliados?
Cara Profª Mariaafonso,
Antes de mais o meu pedido de desculpa por, através do nome que tem como nick, não a conseguir identificar. Aproveito também por agradecer o elogio.
Mas deixe-me dizer-lhe que quanto mais penso nos tempos em que fui estudante, maior é a minha convicção de que deve haver uma avaliação rigorosa e uma distinção entre professores.
Tive a felicidade de ter extraordinários professores, que contribuíram em muito para a minha formação (e não me refiro apenas à formação “livresca”). Peço desculpa a todos os restantes, mas vou referir aqui 2 professores que me recordo claramente e pelos quais nutria (e nutro) especial admiração: o Prof. Madureira (de História) e a Prof.ª Odete Esteves (de Matemática). As suas aulas perduram na minha memória.
Infelizmente, a minha memória é fraca e não me permite ter grandes recordações do 1º Ciclo e 2º ciclo.
Mas, tive também professores medíocres, totalmente desinteressados, cujo opção pelo ensino foi um acidente ou uma necessidade. Professores que davam aulas para o seu umbigo, indiferentes aos cérebros ávidos de informação que estavam perante eles. Professores cujo facto de poderem ser apelidados de professores, deveria constituir um insulto para os verdadeiros professores.
Saber que ambas as tipologias podem ter uma progressão igual, é, para mim, inconcebível. É de uma injustiça atróz.
E a Profª vai-me perdoar, mas não acredito que todos mereçam chegar ao “topo da carreira”. Em nenhuma classe isso acontece. A dos professores não é diferente.
Julgo que a classe dos professores é hoje vítima da sua própria imobilidade. Durante muitos anos conviveu com docentes que não o mereciam ser sem que, a própria classe, os expurgasse. Aceitando passivamente a sua existência. Enquanto isso, os bons professores, os extraordinários professores, foram anuindo a que esses os acompanhassem no movimento de carreira, que devia estar associado ao mérito.
Independentemente de tudo isto, já terminei o liceu há 20 anos, portanto os tempos são outros. Isso, eventualmente e por si só, poderia justificar a necessidade de mudança.
Aproveito para lhe pedir que, via mail (pmgsousa@gmail.com) me ajude a saber quem é.
O senhor sobre ”isso” do ernsino, da sua avaliação, e de sindicatos, não parece saber absolutamente nada… Repete apenas uma série de lugares comuns de uma certa esquerda, dita da terceira via, que não é mais que uma social democracia colonizada pelas ideias da senhora Tatcher e do senhor Reagan. Nesta visão do mundo tudo é meritocrático e as avaliações são uma espada divina sobre oa malvados dos professores e do funcionalismo público em geral…
Digo-lhe, que o senhor ignora de todo, que o problema do ensino em Portugal, se é que o há, radica, em larga maioria, nas questões sócio-económicas e culturais dos alunos. Devia ler mais umas coisas sobre o assunto… Já agora aconselho-o a ler, de igual modo, os resultados dos filhos dos portugueses residentes na Suiça, Canadá ou Luxemburgo: países com um ensino meritocrático!!!
De igual modo lhe digo que não é o responsável directo pela criação da riqueza em Portugal: essa vem do medíocre sector pribado que nos coube, altamente subsidiado e mais dependente do Estado que qualquer usufrutuário do RSI…
Caro Azevedo,
O que sei sobre o ensino é o que um cidadão que se tenta manter informado sabe. Se sei pouco é a prova que as escolas não interagem com a comunidade (e vice-versa). O que conheço advém do que leio, do que me lembro enquanto estudante, de ter familiares e amigos professores e de ter 1 filho na escola pública e de fazer parte da associação de pais. Portanto, sinto-me com todo o direito e legitimidade para opinar.
Engana-se se acha que considero a avaliação uma “espada divina sobre os malvados dos professores e dos funcionários públicos”. Eu considero uma espada divida sobre todos os profissionais, públicos e privados. Sem excepção. E, felizmente, as empresas onde tenho trabalhado também.
Também não me verá defender que o problema do ensino apenas radica na questão da avaliação dos professores. Obviamente que não. Ainda recentemente publicitei aqui uma petição que pretende responsabilizar os pais pelos comportamentos dos filhos na escola… mas não acho que nos devemos escudar nas questões sócio-económicas para evitar outro tipo de reformas.
Teria todo o prazer em ler sobre os resultados dos filhos dos portugueses na Suiça, Canadá e Luxembrugo. Ajude-me a saber onde ler. Já agora Suíça e Canadá têm avaliação de professores.
Não percebo quando se dirige a mim a dizer que “não sou responsável directo pela criação de riqueza em Portugal…”. Isso quer dizer o quê?
Caro Pedro
Lê, com olhos de ler, o que diz a tua antiga professora!
Vê se acabas com esta obsessão vergonhosa que tens nesta questão!
Este acordo só prova a incompetência inédita e desmesurada da antiga ministra e da arrogância do PM! Este acordo LEVA 1 ANO DE ATRASO! Se não fosse a sobranceria, arrogância, incompetência e a maioria absoluta, deste teu partido e governo, já isto estava arrumado há muito.
Esta é só mais uma questão que deve envergonhar os socialistas.
Caro F Santos,
Já respondi à professora.
Claro que já estava resolvido, bastava acabar com a avaliação. E volto a escrever… os sindicatos dos professores não estão nada interessados na avaliação. Aliás, Mário Nogueira no próprio dia que assinou o acordo já avisou que a FENPROF “continuará a agir e a lutar no sentido de alterar“. Portanto, é aguardar…
Frases como “Professores que davam aulas para o seu umbigo, indiferentes aos cérebros ávidos de informação que estavam perante eles” e “Saber que ambas as tipologias podem ter uma progressão igual, é, para mim, inconcebível” dizem tudo.
Vejamos:
Indiferentes aos cérebros ávidos de informação? Quem, os alunos? Todos ou só alguns? Os que tiveram 10 ou 15 a Matemática no 11º ano não chegaram na mesma ao 12º? Não mereciam?
E de que “ambas tipologias” falas tu? Do Bom e Mau ou do Bom e Muito Bom?
Se fôr da primeira, todos de acordo: eu, tu, os professores, os sindicatos, a ministra e até o Papa. Se fôr da segunda tipologia que falas, desculpa, mas os Bons devem ter formação e serem motivados a chegar a Muito Bom e não serem apenas incluídos no saco de quem, por apenas questões formis, de quotas e de processo, ganhe menos 200€/mês que os Muito Bons. Lamento, é a minha perspectiva.
Duvido que se fosse contigo achasses justo que, para chegar ao topo da carreira, tu e outro colega teu fossem Muito Bons e apenas o teu colega fosse “aumentado”, porque, apenas, só há lugar para um. Pensa nisso, se já não pensaste.
Caro F Santos,
Isto não é uma questão de ser ou não justo. É uma questão de ter de nivelar por cima e também uma questão orçamental.
Mas não me perguntes a mim… eu já passei por várias empresas e já fui avaliado e já fui avaliador/avaliado. Já tive avaliações que achei injustas, mas aceitei e continuei a trabalhar para ver se no ano seguinte estava melhor; já tive uma avaliação que considerei injusta e passado 2 meses demiti-me e fui para outro local; e até já tive uma avaliação que considerei injusta no momento e hoje acho que ela afinal foi do mais justo; já fiz avaliações onde senti não estar a ser totalmente justo mas onde o budget me obrigava a escolher. E eu encaro isso com naturalidade. Faz parte da minha função. Porque também é disse que se trata… gerir orçamentos.
Por muito boa que seja (como espero
) a minha avaliação, não espero passar a Administrador da empresa onde estou (o cargo funcional a seguir ao que ocupo). Mesmo que seja uma avaliação Extraordinamente Muito Excelente. Não dá… nem todos podemos chegar ao topo da carreira. Não assumir isso é estar a enviezar um processo de avaliação. E reitero… mais de 99% de uma classe vai chegar ao topo da carreira?? Por favor…
Lamento, mas é a minha prespectiva. E escrevo mais uma vez (fica para memória futura)… isto ainda não ficou por aqui!! O Mário Nogueira vai voltar á ribalta, porque ele não está nada interessado numa verdadeira avaliação. Recordo que em Dezembro de 2008 Mário Nogueira disse “Estamos preparados para propor uma solução que assente no modelo anterior (processo de auto-avaliação e apreciação pelo conselho pedagógico) e nada mais.”.
Pedro, Pedro. Os PROFESSORES deram-te asas e tu começaste toda a tua injustiça para com aqueles que sempre acreditaram nas tuas potencialidades.
Além do mais, não és, como nunca foste, coerente com a tua própria opinião. Mas sendo isso contas de outro Rosário, vou pegar no teu próprio raciocínio.
Quando dizes, que 99% dos professores atingem o topo da carreira, e de acordo com a tua opinião, é uma mentira. Quantos professores chegam a ministros da Educação? 0%? Quantos chegam a directores regionais ? 2%? Quantos chegam a presidentes de escola? 5%? E futuramente, quantos destes cargos vão estar entregues a professores, quando deveriam estar destinados EXCLUSIVAMENTE a professores?
Afinal até estás bem acima de um professor. Qual é o teu problema?
Pedro, como alguém te disse, preocupa-te mais contigo próprio e não tanto com os outros.
Estamos num país de “experts” em Educação, do teu nível. Aqueles que não têm a mínima noção do que é uma sala de aulas.
Caro Carlos Francisco,
Os professores deram-me asas, não tenho qualquer dúvida. Mas não sinto que cometa uma injustiça. A vitimização não me parece o rumo certo para este tema. Debater um tema – neste caso a avaliação – é apenas isso. Repare que nunca debati aqui a profissão… apenas toda a relação dos professores (considerando que se sentem representados pela FENPROF) com as alterações propostas à avaliação.
A generalidade do segundo parágrafo não me merece comentário, dado que não é apoiada em nenhum caso em concreto, portanto é díficil de avaliar.
Confesso o meu desconhecimento pelo facto de, na carreira definida para os professores, o topo ser a categoria de ministro ou director geral. Nem sei se na carreira de professor está no topo presidente de escola. Julgo que não, portanto a questão que coloca não faz qualquer sentido.
Também discordamos quanto ao facto de, por exemplo, a gestão de uma escola ter de estar, obrigatoriamente, entre a um professor. Mas isso é outro debate.
Não percebo porque é que diz que estou acima de um professor. Retira isso de onde?
Lamento, mas não consigo preocupar-me só comigo. Infelizmente é isso que muitos fazem. Eu não consigo. Gosto de olhar, debater, estudar o que me rodeia, nomeadamente o que me desperta interesse.
O último parágrafo remete para a discussão da função. Efectivamente não tenho grande noção do que é hoje uma sala de aula. Mas não é isso que aqui se debate… recordo que é a avaliação. Espero que não queira sugerir, com o último parágrafo, um género de argumento que diz que uma sala de aulas é tão difícil que todos merecem subir de escalão. Acredito que não.
Já escrevi aqui uma vez, que os professores têm tantas e tantas razões para lutar e eu concordaria com grande parte delas. Não me peçam para apoiar um sistema que garante que mais de 99% chegam ao topo de carreira.
Eu fico parvo com a agressividade das palavras e oposição das opiniões nestes foruns aqui por Arouca. Afinal moro cá mas devo ser mesmo de outra terra…
Todos devem ter direito á opinião e até têm direito a publica-la. Quem discorda, deve fazê-lo sempre com elevação. Ou há algo mesmo que me escapa.
Adiante.
Como certamente todos os outros, também eu tive inumeros professores. Os excelentes, os muito bons, os bons, os maus e os que deveriam andar a partir pedra nas pedreiras, sem que isso seja uma ofensa a quem o faz por profissão.
Mas garantidamente as proporções das classificações que eu lhes daria a todos (e foram umas boas dezenas de professores e portanto a amostra seria consideravelmente representativa) não encaixam nos numeros que se conhecem.
Efectivamente eu também entendo que nem todos (de nenhuma profissão que eu conheça) devem chegar ao topo a menos que sejam excelentes. Mas isso seria utopia.
Não vou fazer qualquer consideração aos metodos de avaliação. Nem anteriores nem actual ou proposto. Não é preciso. Sobre isso, quem de direito que se entenda. Mas também é certo que nunca haverão concensos.
A força dos professores enquanto grupo já foi mostrada… certamente conseguiram parte do que queriam. Pois há outros grupos que não dispõe da mesma disponibilidade e organização… como diz o outro: “é a vida…”
O Prof. Cerca, que eu estimo e respeito muito, faz acima uma lucida leitura da situação.
O resto que aqui fui lendo… parece-me muito mais marcada por leituras politicas do que realmente por reais interesses sobre o assunto.
Jorge Amorim
“Porque também é disse que se trata… gerir orçamentos.”
Então o teu governo que assuma de uma vez por todas que a questão financeira é a marca destas negociações. Mais nada, nem sequer a melhoria das competências da classe docente, só a questão financeira.
Porque ao contrário do que dizes (e manifestas algum desconhecimento neste processo), o topo da carreira docente é apenas uma questão de vencimento que cada um aufere na fase final da carreira, ao contrário do exemplo que dás, em que atingir o topo da carreira numa empresa é ser-se Director Geral. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
Assumam, os socialistas, que ao introduzirem quotas para as avaliações de Muito Bom e Excelente (as que permitem atingir o topo da carreira) estão a ser meramente economicistas! Não tenham medo! Esclareçam a sociedade de vez!
E, goste-se ou não, são injustos, porque 2 serem Bons e só 1 atingir o topo, em igualdade de circunstâncias, não é correcto. Mentira? Não. E é contra isso que os professores lutam. Respeito, compreendo e apoio.
Caro F Santos,
O que queres dizer com “apenas” uma questão de vencimento?? Apenas?? E não é isso muito?
Tenho vindo a acompanhar este debate em modo silencioso, embora me considere estar bem por dentro do tema abordado.
Eu sei que é característica do Português em geral, “botar faladura” sobre tudo, quer domine, quer não domine o tema. Enfim, é essa também uma conquista da liberdade de expressão. Só que….Só que temos que ter a humildade de não nos convencermos que somos donos da verdade. E é essa a impressão que ressalta de alguns comentários aqui publicados.
Mas entrando directamente no tema da avaliação dos professores e cingindo-me ao acordo recentemente assinado entre o ME e alguns Sindicatos, quero dizer que não partilho da euforia triunfalista de que a FENPROF se vangloria, prometendo ainda mais lutas proximamente.
Quando a FENPROF fez finca-pé e conseguiu levar à frente a exigência de que todos os professores avaliados com Bom teriam que chegar ao topo da carreira, obrigando o ME a recuar em mais essa reivindicação, o que ela acabou por fazer neste longo e agitado processo de avaliação, foi dar uma rotação de 360 graus e voltar, praticamente, quase à situação inicial, em que se progredia, automaticamente, bastando para tal a entrega de um simples relatório de auto avaliação, na grande maioria dos casos.
É certo que agora há as aulas assistidas para aqueles que voluntariamente as requisitarem e que pretendam candidatar-se à avaliação de Muito Bom e Excelente. E é este um dos aspectos fundamentais, embora não o único, da avaliação do desempenho dos professores. Só que a cedência do ME, a meu ver errada, de permitir que todos os professores com Bom possam chegar ao topo da carreira, fará com que muitos “evitem” as aulas assistidas. E está aqui o principal ponto fraco deste acordo.
É por isso que a grande “Vitória” de que Mário Nogueira, sindicalista do PCP, se orgulha, por tudo quanto é comunicação social, poderá ter sido uma vitória da sua demagogia, mas não foi certamente uma vitória em direcção à qualidade do Ensino e à exigência que dele cada vez mais a sociedade e o País precisam.
Eu sei que é muito complicado avaliarmos alguém. Mas uma avaliação que se resuma à entrega de um simples relatório, que não se reflicta em resultados concretos e que não distinga atitudes, comportamentos e metodologias diferentes, poder-se-á chamar tudo, menos Avaliação.
Pacificar as Escolas era necessário e urgente.
Simplificar a burocracia e o excesso de papelada era absolutamente imprescindível.
Mas pacificar as escolas através de cedências fundamentais que promovam o facilitismo, que baixem a exigência profissional, que ignorem o sucesso educativo, será uma ilusão e uma derrota.
Cheguei tarde, já estou descontextualizado para te responder, até parece que já responderam por mim… Tu ajudaste, continuas a meter os pés pelas mão, a mostrar um total desconhecimento na matéria e a misturar alhos com bugalhos.
Continua…
PS. : Confirma-se pela forma que o descreveste que afinal não sabes como funcionava o anterior sistema de avaliação.
Caro Observador,
Tenho algumas dúvidas sobre o que diz, mas pode detalhar-nos aqui o antigo sistema de avaliação?
Agradeço o serviço público.
Pois é, Cerca. Tiraram-te o posto de titular? Tu que até para o jornal foste chorar.
Essa típica conversa de professor acomodado sem medo também não fica bem. É uma boa camuflagem dos mais fragilizados.
Em resumo da conversa, a inveja é puramente económica. Para os portugueses porreiro era os professores ganharem o salário mínimo, toda a vida, aturando os seus filhos 24h por dia, excepto nos dias em que lhes apetecesse ir dar uma prenda aos meninos a um shopping.
“A inveja é coisa feia” (retirado de uma qualquer publicidade).
Essas aulas observadas são do mais estupidificante que existe. Posso ser mau professor durante 364 dias por ano mas quando toca a receber o meu colega para me avaliar, na aula assistida, faço um brilharete et voilá: MUITO BOM ou até EXCELENTE!
Que saudades dos antigos inspectores que entravam de surpresa sala dentro a qualquer altura do ano e da aula e aí ficavam a assistir… Mas esta avaliação é que é boa e justa. Enfim falam do que não sabem…
O Prof. Cêrca ainda há uns anos andava revoltadíssimo com todo o sistema porque este o penalizou (injustamente é verdade) e não o deixou aceder ao posto (já extinto, creio) de Professor Titular.
Agora quando os outros é que são injustamente penalizados já não há revolta. Pena. Faz-me lembrar a expressão que o Pedro usou aqui nos comentários, como era mesmo? …”professores que só olham para o seu umbigo”… Creio…
Caro Observador,
Se os sindicatos que o representam aceitaram que “Posso ser mau professor durante 364 dias por ano mas quando toca a receber o meu colega para me avaliar, na aula assistida, faço um brilharete et voilá: MUITO BOM ou até EXCELENTE!” então realmente significa que a avaliação é má. Isso vai ao encontro do que defendo, ou seja, não se trata de uma verdadeira avaliação. Não sei porque refere que “esta avaliação é boa e justa“… é a sua opinião? A que eu tenho defendido aqui (por razões diversas) é que é má!
Os comentários que faz sobre terceiros apenas me merecem um abanar de cabeça paternalista.
Para qualquer pessoa que se preze, quando responde a um comentário, o mais lógico seria que o fizesse para rebater ideias, contestar afirmações, apoiar ou contrapor opiniões. Infelizmente, há quem, à falta de melhores argumentos, apenas o faça para insultar.
É óbvio que, em tais situações, a melhor resposta é o silêncio, até porque, comentários há muitos……quero dizer, (parafraseando a célebre frase de Vasco Santana no filme de 1942 – Pátio das Cantigas ), “chapéus há muitos, seu palerma”. Cabeças pensadoras onde os colocar é que há poucas.
Ponto final.
Meus caros,
Como falámos de opiniões…
Pois é só disso que se tem tratado!
Como qualquer português que se tenha em conta,
Também tenho a minha. E é grande… (para um blog).
E questiono, ou ponho à consideração, … de quem por bem o entenda.
Os exemplos de avaliação das organizações que temos ouvido falar, como sendo Bons, e que tenham resultados visíveis e PERCEPTÍVEIS, que supostamente seriam transponíveis para os professores, são em sua maioria, ou talvez todos, completamente impraticáveis no caso.
Como todos os que por aqui vão passando já estivem perante avaliados e perante avaliadores, e de certeza absoluta que pensaram na dificuldade(não digo justiça/injustiça), que se coloca em cada sistema, por mais elementar que seja, para se proceder a uma correcta e consequente avaliação.
Pense-se só no que tem acontecido pelos postos de trabalho em que temos passado e nas condições a características necessárias para se fazer uma avaliação.
Agora vejam:
- Uma escola em Arouca, Castelo de Paiva, Arraiolos, etc, com as suas condições físicas e de conteúdos e meios para o ensino;
-Uma escola em Lisboa, no Parque das Nações e num bairro de Camarate ou Porto, na Foz, ou no bairro do Cerco;
- Com as suas populações escolares características;
- Um professor com 34 anos, deslocado da residência;
- Outro professor de 45 anos já vinculado a uma escola, a residir próximo;
- Os dois a leccionarem os mesmos conteúdos;
- Os funcionários auxiliares do processo educativo que existiam até há 3 ou 4 anos atrás;
- Os milhares de professores que todos os anos mudam de escolas e de turmas;
- Os milhares que podem escolher, turmas, alunos, horários;
- A Responsabilidade sobre os edifícios educativos que foi endossada aos municípios;
- A componente administrativa assacada a cada docente;
- As diferenças que existem, em termos de horários, por exemplo entre docentes do ensino básico e secundário;
- As equipas/indivíduos que hoje têm a função de avaliar e certificar a avaliação, que ao que se pode concluir nunca foram devidamente avaliados;
Não sendo todos os pontos relevantes, penso ser sim suficientemente sérios e bastantes para qualquer ser sensato e liberto de qualquer jugo, concluir que, até para termos um gato de estimação em casa e escolhermos entres dois, iremos fazê-lo com base em critérios.
Do que sabemos até hoje, se formos sérios, os critérios nunca foram possíveis.
Mas meu caro Pedro, o problema não é a avaliação.
O problema, como todos sabemos é económico. Na tua opinião como na minha é grave e de difícil resolução, mas penso que estaria certo se dissesse que numa pequena folha de Excel, preparávamos uma solução, sentados a comer uns croissants numa boa pastelaria de Arouca. E com a certeza absoluta de que os professores, não ficando totalmente satisfeitos, ficavam aliviados e disponíveis para fazer aquilo que a grande maioria sabe fazer, todos nós sabemos isso. E mais te digo, os teus filhos e os meus iriam agradecer.
Depois, tenho a certeza que, com os mecanismos de participação já existentes e com a participação já efectiva dos vários agentes nos processos educativos, tu e eu teríamos outras coisas, também interessantes com que nos preocupar.
NOTA EXTRA: (NA COLOCO ps, POR RAZÕES ÓBVIAS)
A Sonae é dada como um dos exemplos onde há avaliação. A PT, EDP, Microsoft, Bancos em geral também se orgulham dos sistemas de avaliação. Já pensaram, para aqueles que se relacionaram com estas entidades, e pelos relatos de quem lá trabalha, especialmente estes, na forma como os resultados da avaliação contribuem para o bem do consumidor dos serviços ou do bem de quem lá trabalha.
Partindo do princípio que o fim destas instituições é o lucro( que considero útil, legítimo e muito respeitável), para quem conhece e continua a dizer que estes modelos seriam transponíveis para o sistema de ensino, que tire as suas conclusões…
Um abraço
inquieto
Caro Inquieto,
Bem vindo! (julgo que é a primeira vez que comenta o PPP).
Eu não julgo que consigamos replicar em actividades tão diferentes, modelos de avaliação. Podemos é ter um princípio de que TODAS as funções devem ser avaliadas e que essa avaliação tem consequências, quer sejam boas, quer sejam menos positivas.
Na função pública o SIADAP foi uma tentativa de o fazer e que está agora implementada. Eu conheço-o (inclusive estudo-o numa formação que faço relativa a Avaliação de Desempenho) e nota-se um esforço no sentido de melhorar os serviços e competências. Se me perguntar se está completo, julgo que não. No entanto, não sou especialista na matéria, é apenas a opinião de cidadão.
As avaliações contém sempre um foco de injustiça e contra isso será difícil remar. Pode-se amenizar, tentando introduzir variáveis, mas nunca conseguiremos amenizar tudo. E não podemos ter tantas variáveis que inviabilizem o modelo.
E reitero aquilo que inicialmente começou este debate… não é um sistema de avaliação aquele que não distingue, que é o que faz o assinado. Julgo até espantoso como é que os próprios professores aceitem que todos cheguem ao topo de carreira, quando tenho a certeza que milhares e milhares de professores tem colegas que não merecem nem o nome de professor, quanto mais uma progressão na carreira.
A questão não é só económica, mas não pode esquecer essa parte. Aliás, ainda está por publicitar o impacto económico destas recentes alterações. Preferia, já que é para gastar, pagar muito mais aos professores verdadeiramente excelentes, do que gastar o mesmo para pagar igualitariamente à classe. Mas isso sou eu…
Obviamente que o backgroud profissional de cada um influencia a sua opinião. A minha é influenciadissima pelos processos de avaliação onde passei (um deles na SONAE, curiosamente) e que considerei importantes para a minha aprendizagem. Umas vezes de forma justa, outras nem por isso.
caro Pedro
apenas financeira porque o ministério não diz de que forma à avaliação permite melhorar as competências dos docentes. só se fala de carreira e salários. a única preocupação do governo é impedir que alguns professores cheguem ao topo. como avalias que em hipótese 2 professores avaliados com muito bom apenas 1 chegue ao topo da carreira?
“Infelizmente, há quem, à falta de melhores argumentos, apenas o faça para insultar.”
Nota-se.
P.S.: Gostei do “silêncio” do Prof. Cêrca.
Ponto final parágrafo.
E o silêncio é de ouro, sobretudo quando se trata de responder a “encapotados” que não têm a coragem de dar o rosto.
Rio-me, verdadeiramente, de certos indíduos: fogem das salas de aula como o diabo da cruz mas, quem os lê, com o seu moralismo miudinho e arrogante, parece que têm um mérito que ninguém lhes reconhece!!!
Tenho aqui que “prestar homenagem” à coragem do Prof. Cerca. Se bem que já o era para fazer anteriormente, uma conversa que tive com um professor no fim de semana leva-me a fazê-lo agora. Dizia-me esse professor que tinha vontade de vir aqui escrever umas coisas, mas não queria porque era para depois haver chatices com os colegas. Pedi-lhe para referir o nome aqui, mas o mesmo preferiu que não.
Mas é curiosa esta verdadeira “asfixia democrática” onde um professor parece ter medo de discordar.
Lendo as coisas que se escreveram aqui sobre o Prof. Cerca (e não sobre a sua opinião) até imagino porquê. Infelizmente…
Boa tarde a todos, gostava que alguém me esclarecesse uma situação que me disseram estar na lei, mas que até agora não encontrei nada:no ano lectivo passado os avaliadores que não tivessem pedido aulas assistidas podiam ter muito bom ou excelente? é que na escola onde lecciono os muito bons e excelentes apenas foram atribuídos a professores avaliadores ou a elementos da Direcção. Obrigada
Cara Sandra
Se não pedir aulas assistidas não tem Muito Bom nem Excelente. Para tentar esta classificação, tem de pedir junto do Executivo da escola para desencadear o processo.
Mas, falo com conhecimento, tire o cavalinho da chuva: a minha mulher é professora e pediu aulas assistidas (reitero que é da iniciativa de cada um) para tentar mais que Bom, mas como os Muito Bons e Excelentes têm quota, já estão reservados!! Para os mais velhos da escola, claro!!
E o Dr Sousa fala, fala e fala deste assunto mas não diz nada… porque não sabe…
Sobre os Professores avaliados com Excelente recebi há dias esta proposta vinda de uma escola que passo a transcrever:
Ao Conselho Pedagógico
Ser-se avaliado em Professor Excelente não é a mesma coisa que ser-se um excelente professor.
E não é fácil, um professor ser avaliado em EXCELENTE!
É difícil, muito difícil mesmo e, numa escala de valores, ser
EXCELENTE é ainda mais do que ser-se MUITO BOM. Eu disse mesmo M-U-I-T-O–B-O-M; não disse BOM.
Ser-se portanto EXCELENTE é o mesmo que ser-se perfeito, distinto, notável, admirável, brilhante, magnífico, óptimo. São sinónimos que o qualificam extraordinariamente, que o qualificam como O MELHOR de entre aqueles que já são MUITO BONS.
Tal como o Ministério preconiza, os professores titulares têm obrigação de ter as maiores responsabilidades nas escolas porque os considera melhores que os outros; então, também deve caber aos professores EXCELENTES serem os mais responsáveis em todo o processo ensino/ aprendizagem e em todas as funções e tarefas do contexto escolar.
E se um professor titular, de acordo com o ministério, já é do melhor que existe numa escola, então, um professor Titular Excelente é muito mais! Além de distinto, perfeito, admirável, notável, brilhante, magnífico e óptimo, ainda tem mais um atributo: ser TITULAR. Este título não é para muitos!
E, mesmo, ser-se apenas EXCELENTE já haverá poucos, muito poucos!
Posto isto, gostaria de propor para análise aos colegas deste Conselho Pedagógico o seguinte: aos professores que, nesta fase, forem avaliados em EXCELENTE, sejam eles ex titulares ou não, deverão, a partir do próximo ano lectivo, leccionar as turmas mais «difíceis» da escola, bem como direcções de turma e cursos que só eles, pelas suas reconhecidas qualidades evidenciadas neste rigoroso processo que tem sido a avaliação de desempenho docente, serão capazes de resolver ou minimizar problemas da melhor forma, contribuindo, assim, para que a escola seja também melhor.
O rigor desta avaliação deu-lhes esse direito. É por isso que vão ser beneficiados na pontuação para concursos, no concurso para titulares, em prémios pecuniários, … É por serem EXCELENTES, por serem os MELHORES DOS MELHORES, por serem perfeitos, distintos, notáveis, admiráveis, brilhantes, magníficos e óptimos que devem mostrar aos outros como se deve fazer.
Não é pois justo nem razoável que a escola deixe escapar este capital de conhecimentos mantendo os restantes professores com turmas difíceis e funções e tarefas complicadas, aparentemente bons professores, é verdade, mas incapazes de evidenciar os dotes que, em rigor, os professores EXCELENTES foram capazes de demonstrar nesta avaliação criteriosa dirigida ao desempenho de cada docente.
Certo da melhor atenção dos colegas e consciente da importância desta análise, solicito que, após reflexão devida, esta proposta baixe aos Departamentos e deles seja considerado o conjunto de opiniões formuladas.
Francisco Teixeira Homem, professor ex-titular
Sr. Pedro
Trabalho no mesmo ramo que o seu e gostaria de avaliar a sua prestação no mesmo. Concorda? Psst… Eu sou pior profissional do que o Sr. e há quem diga que até sou incompetente… não liguemos às más linguas e aos invejosos, mas, tenho mais experiência que o Pedro, um catraio, e sou muito critico e além disso não gosto do seu sucesso e do seu profissionalismo.
A minha nota para si, (ainda mal começou o seu processo de avaliação) é Muito Bom! PARABÉNS PEDRO! CONSEGUIU! Mas fique a saber que só no final do ano vai descobrir que por uns pormenores técnicos não fica com essa classificação, pois ficou empatado com outros colegas, (com quem simpatizo imenso), e nos tais pormenores eles ganham…e não há quota para si. Que chatice! Não se preocupe. Fica com Bom no papel mas repare que o avaliei com MUITO BOM.
Não se preocupe Pedro. Isto era uma brincadeira(não tinha reparado??). Só podia ser! Pois nunca o iria avaliar e como não sei o que faz e nem me interessa.
Faça o mesmo que eu, não fale do que não sabe e desconhece. Seja melhor na sua profissão e dedique-se mais a ela, dignifique-a e defenda-a. Como eu não lhe fiz mal algum, não me faça mal com as suas opiniões em que alguém com problemas mentais possa acreditar.
Quanto aos seus familiares professores, tenho pena do o terem na familia deles.
Caro NN,
O seu comentário é curioso mas inconsequente, porque se há coisa a que estou habituado durante 14 anos de vida profissional é de ser avaliado (e também de ser avaliador).
E já tive experiências de todo o tipo: ver gente melhor majorada do que eu, e eu achar injusto; ser eu melhor majorado que outros, ser avaliado por pessoas que estavam na empresa há metade do tempo que eu; já trabalhei numa das áreas da SONAE onde um dos administradores era mais novo do que eu, veja lá.Já vi gente, resultante da avaliação, a ser promovida primeiro do que eu… Já vivi de tudo… é a vida. É mesmo assim. E continuo um ENORME defensor da avaliação, com respetivos prémios e penalizações em função do seu resultado.
O resto do comentário é um género de atentado à liberdade, como se de politica só pudessem falar os politicos, de futebol apenas os futebolistas, ou de cinema apenas os realizadores… este é um país livre, onde se valorizem (ou devem valorizar) todas as opiniões. E as opiniões não fazem mal a ninguém. E os professores da familia, fruto da educação que tiveram, não têm problemas em debater opiniões, contradizê-las, discordar de muitas e concordar com tantas outras… é a vida em democracia.