Os dados fornecidos ao JN pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram que o empreendedorismo pode muito bem ser a solução para quem perde o seu posto de trabalho e não encontra quem o empregue. As Iniciativas Locais de Emprego (ILE) e o Apoio à Criação do Próprio Emprego (APE) têm sido programas do IEFP responsáveis por retirar milhares de portugueses do desemprego. As ILE foram responsáveis pela criação de 7764 empreas e os APE por 4682 numa tendência crescente entre 2006 e 2008. Contas feitas, estes dois programas foram responsáveis pelo surgimento de 12 446 organizações, grande parte delas micro-empresas, que constituíram a salvação para muitos milhares mais de desempregados.
JN – 07-12-2009
Ex-desempregados criaram mais de 12 mil empresas ao longo de três anos
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Quase seria uma razão para aplaudir.
Mas não é.
Deveria saber-se ainda quantas dessas empresas ainda existem hoje, qual a sua saude financeira, qual a capacidade real de gestão desses empreendedores e quantos desses vão conseguir manter as empresas em pé nos proximos dois anos.
Resta ainda saber qual a eficiencia empresarial conseguida com esse desdobramento de empresas, que porventura o cooperativismo por exemplo, teria melhorado.
Aquilo que eu vejo nas áreas em que trabalho é que vejo um conjunto de micro-empresarios que são pouco eficientes, estragam os mercados, não tem arcaboiço ou dimensão para projectos decentes, trabalham com pouco respeito ético, sem cumprimentos de normas de segurança e regulamentos por simples desconhecimento ou porque não conseguem suportar os custos.
Criaram-se muitas empresas mas também muitos vãos de escada foram ocupados.
Vejamos nos proximos anos.
Jorge Amorim