24 horas depois a azia já quase me passou… QUASE!!!
eleições europeias II
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Ponto por Ponto constroi-se uma opinião… aqui junta-se a mania de ter opinião sobre tudo!
24 horas depois a azia já quase me passou… QUASE!!!
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Meu caro Pedro. Era importante que a comunidade virtual que segue o teu interessante blog soubesse qual foi o remédio que usaste para a azia… Foi químico ou natural?
Caro Óscar Brandão,
A azia não vai lá nem a quimicos nem com receitas naturais… a única coisa que a fez reduzir foi o (auto)-convincimento de que na escolha entre MFL e JS os portugueses serão claros a optar por JS. A ver vamos…
Caros amigos Politicos:
Se vocês os dois se deixassem de partidarismos e ideologias que cada vez mais tendem a convergir (afinal, qual a grande diferença na ideologia PS-PSD quando aplicada à prática? Eu só vejo o elemento humano a incidir, quer em governos, quer em grupos) e fossem capazes de separar o trigo do jóio, teriam uma mentalidade menos fechada um ao outro e seriam capazes de abordar estas temáticas com um pensamento mais próprio e livre, longe das influências partidárias. Tanto querem divulgar o pensamento livre que acabam por ser escravizados pelas vossas próprias convicções e ideais políticos.
E é exactamente ver estes pequenos apupos parte a parte que cada vez mais me convenço que ser-se político é ser-se do contra.
A democracia só evoluirá quando acabarem os partidos e se promova o pensamento livre, em vez desta escravização partidária. O fato e o cumprimento hipócrita, serão hábitos dificeis de se ultrapassar.
Definitivamente, não gosto da palavra “política”, dá-me azia crónica.. alguma recomendação de vocês os dois que já estão habituados a ela?
PS – Sejam mais pessoas e façam menos “politica”.
Caro Fernando Garrido,
A politica é das mais nobres acções. E sempre será necessária, tal como os partidos politicos.
Não existe democracia sem partidos. Mesmo os movimentos de cidadãos, tendem a comportar-se como partidos e são isso mesmo. O Bloco de Esquerda era quase um movimento quando na década de 90 tinha 1,7% dos votos.
Não sei a que se refere quanto ao cumprimento hipócrita, mas se quiser esclarecer.
As picardarias que aqui encontram (salvo rara excepção) são isso mesmo, provocação entre as partes, que tornam a politica mais interessante e menos monótona.
A si a politica dá azia… a mim, um “gozo do caraças”. É a beleza da democracia.
Caro Pedro Sousa,
Eu concebo um mundo sem partidos que se baseiem em ideologias, volto a dizer-lhe que acredito em pessoas.
Aquele que consegue ver no tempo presente já foi ultrapassado. Esta visão, não me acredito que o mundo ainda esteja preparado para ela, mas lhe garanto que uma mudança de consciencia eminente nos próximos anos está pendente.
Você já reparou que assim que se alista para um partido, será sempre condenado, nunca poderá mudar? e se mudar e algum dia chegar a algum posto interessante será sempre criticado? não considera isto um factor estático? Mais… Se um dia você for eleito pelo seu circulo eleitoral, quem vai fazer o trabalho, você ou o seu partido? Eu sei que isto soa a utopia, contudo algo terá que mudar, porque pessoas são pessoas e pessoas são corrompiveis. “Dá poder a uma pessoa e verás quem ela é”
Quando se acabarem os partidos, ou melhor se fragmentarem por areas de acção, talvez o mundo democrático consiga envolver mais o cidadão. Caso contrário, a monotonia enferruja a máquina, e como lhe disse, em todo este mundo, são as pessoas no final de contas, seja em que campo for e sobre que espectro aponte a sua lupa, pessoas sao sempre pessoas e cada vez mais se esquece o elemento humano. Mas ok, enquanto há partidos na concepção que eles têm hoje em dia, é melhor que nada. Contudo, tendo em conta o que vejo ser criado, considero pouca coisa.
Se eu só faço critica destrutiva? não. Imagine aquilo que eu digo nem que lhe seja ridiculo conceber esta ideia. Mas imaginem, todos vocês que se dizem politicos, que em vez de partidos na formatação actual, tinhamos o partido da biologia, o partido da ciencia, o partido da economia, o partido da cultura, o partido das artes, o partido do direito etc etc etc, e que dentro de cada um desses partidos, haviam circulos eleitorais e que dentro desses circulos eleitorais era o povo que votava. Agora imagine você que todos estes partidos teriam que apresentar um nome que fosse consensual, ou o mais votado e teriamos um presidente que iria a sufrágio pelos cidadãos ou algo assim, bem como possa tambem considerar todos os mecanismos de autocontrole necessários a esta implementação. Ainda me consegue acompanhar? Agora imagine, que essa pessoa por ter sido seleccionada por vários partidos, seria mais consensual e provavelmente a mais indicada ao posto e que ilustraria aquilo que todos os mecanismos no mundo precisam, um lider. Conseguiu visualizar? veja, não é tão dificil assim mudar e criar, basta querer ou a necessidade obrigar, e neste momento, creio que alguma consciência geral da humanidade mudará nos próximos anos.
Desculpe por não estruturar melhor a ideia, em primeira mão por lhe estar a responder à pressa, e em segundo por não criar argumentos mais convincentes, contudo é uma mera questão de “brainstorming”.
Não se esqueça que a democracia, como a conhecemos ainda é bastante jovem, e que a cada passo, há um ciclo de mudança, como tudo no universo que nos rodeia e ao qual pertencemos, há uma criação, um existir e um morrer ou evoluir. Eu prefiro que evolua
Acredito que estas picardias lhe dêm gozo, mas quanto a mim não fazem qualquer sentido escudarem-se nas escolhas do povo para serem vencedores ou perdedores, afinal, picardias e criticas vagas, sem apresentação de novos “produtos”, não acarretam qualquer tipo de progresso positivo sobre qualquer tipo de visão e/ou solução que lhe queira dar, a não ser o vosso enfoque pessoal. E neste caso especifico, falha você, pela azia e falha o Dr. Oscar pela receita. Ligavam um para o outro e falavam pessoalmente, creio que seria melhor. Desculpe a associação, mas a mim parece o velho duelo Porto/benfica/sporting e as tais “picardias”, que no fim decidem os seus jogadores.
Afinal de que se tratam mesmo estas picardias? de ganhar e perder, de ser ou pertencer a melhor ou pior, as mesmas falhas de caracter humano que presenciamos á seculos… Enquanto não nos unirmos numa consciencia geral, estaremos condenados a esta meritocracia falsa.
Quanto aos fatos, sim, é um código para dizer “Eu sou de bem e de boas familias”, quando sabemos que os piores ladrões, são os que usam fato também. E o cumprimento hipócrita é aquilo que você e todos os politicos sabem, não me obrigue a explicar delicadamente. Contudo, lemre-se que não estamos assim tão longe da epoca Vitoriana, e que o que continua a valer é “Every man for himself”.
No fim, tudo o que acontece, só acontece uma vez e tudo o que está antes disso, é apenas progresso.
Um bem haja