O défice da balança corrente teve uma diminuição (logo melhoria) de €2477.1 milhões.
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Agora está na moda, quando se insiste em conhecer o programa eleitoral do PSD (se é que alguma vez vai existir… Manuela F Leite já disse que não deve haver grandes expectativas) ouvir os seguidistas dizer coisas como, “Andam sempre a falar disso… andam nervosos?”
Sim, eu ando nervoso. Mas não é porque o PSD não tenha (e dúvido q venha a ter) um programa eleitoral. O meu nervoso miudinho deve-se ao facto de que, como vivemos numa democracia, pode acontecer que Manuela Ferreira Leite ganhe as eleições e a pobreza de ideias, falta de rasgo, bota-abaixismo e zero esperança que ela representa tomem conta do meu país.
É por isso que fico nervoso. O programa fiquem lá com ele.
Já agora uma pergunta breve: como é que alguém que é líder de um partido (principal da oposição) desde Junho de 2008, demora tanto tempo a elaborar uma alternativa? Coitados se, com ela no poder, fosse necessária acção rápida para responder, por exemplo, a uma das piores crises da história moderna.
Sim, ando nervoso. Muito nervoso… mas CONFIANTE e com ESPERANÇA!!
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1- Sobre o “watergate-português”, Manuela Ferreira Leite disse “Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há” Por outras palavras, não interessa se a suspeita tem ou não fundamento; basta que a suspeita exista. É a política da verdade…intuida. Ferreira Leite não sabe, nem está preocupada em saber a verdade. Basta sentir — sobretudo, basta que os outros sintam. Deve ser isto que Ferreira Leite tem em mente quando diz que quer fazer política com as pessoas. Isto é puro populismo. E é preocupante;
2- A verdade de Ferreira Leite é que o PS está errado. A verdade de Ferreira Leite quase que cabia numa página A4. Quando confrontada com o conteúdo positivo da sua verdade, Ferreira Leite termina com algo mais ou menos assim: “a minha verdade não vai surpreender ninguém porque apesar de todos dizerem que eu não digo nada eu já disse tudo”. Não perceberam? Eu também não. E fiquei ainda mais baralhado quando disse que as medidas de Sócrates são um desastre vindo depois dizer Sócrates copia todas as suas ideias. Baralhadíssimos? Eu também;
3- (Advertência: esta é complicada). A verdade económica de Ferreira Leite é que os números do crescimento da Alemanha e da França são verdadeiros e que isso é bom porque mostra que a crise pode estar a passar. Já o crescimento económico português é irrelevante porque os números são meras realidades estatísticas sem qualquer significado. Por outro lado, os números Portugueses até são verdadeiros (?) só que isso é causado pela performance “lá de fora” e não por qualquer medida do actual governo. (Calma, isto ainda não acabou). Por outro lado, os números do desemprego português são super importantes e devem ser interpretados desconsiderando o facto do mundo (coisa pouca) estar a passar pela maior crise económica desde a grande depressão. Que o desemprego tenha disparado em todo o mundo, é irrelevante. Para Ferreira Leite só interessa uma coisa: Portugal tem a maior taxa de desemprego dos últimos 30 anos. Ficamos a saber que, apesar de ser inflexível nos princípios, pratica uma hermenêutica varíavel em tudo o resto, não porque a realidade assim o exige, mas simplesmente por que lhe dá jeito. Ferreira Leite só não é calculista nos seus princípios morais
vale a pena continuar a ler aqui
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“Não quero saber se há escutas ou não, não quero saber se há retaliações ou não. O que é grave é que as pessoas acham que há”
Manuela Ferreira Leite, hoje na Grande Entrevista na RTP
(nota: Grande Entrevista é o nome do programa, pelos ecos que recebi a entrevista foi uma piquena e média entrevista)
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De acordo com o IEFP o número de ofertas de emprego teve em Junho uma fortíssima subida de 18,2% face ao mês anterior. Além de ser uma forte subida, o número de ofertas foi dos mais altos dos últimos 5 anos, apenas ultrapassado opr Setembro de 2008.
O relatório diz ainda que houve uma descida de desempregados entre os jovens, bem como dos trabalhadores com formações mais avançadas.
O desemprego teve uma forte queda mensal no Algarve (-5,4%) mas também desceu nos Açores, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e Centro.
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M. Ferreira Leite tornou-se nos últimos tempos uma espécie de Schindler a fazer listas. Coitada, não deve ter sido fácil… Mas, como se fala mais das listas do PSD do que dos programas dos outros, Ferreira Leite escusa mesmo de apresentar o seu programa. Já o tem: é a sua lista de deputados.
É verdade, uma lista de deputados à AR dá sempre pistas sobre a futura praxis governativa. Interpretemos: com Couto dos Santos nas listas, não é preciso espiar assessores de Cavaco para ver que ele vai estar metido num hipotético governo PSD. A. Preto numa escuta da PJ disse, ao abrir uma mala,”ui, nunca vi tanto dinheiro junto!” Cá está, com o PSD vem aí a recuperação económica. M. J. Nogueira Pinto na lista é sinal de um possível acordo com o PS e rejeição de P. Portas… ou o contrário. Com a Zezinha a política tem sempre um vice-versa.
in http://www.ionline.pt/conteudo/18902-as-listas-schindler-do-psd
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Eis que os dados estão lançados e que já se conhecem os candidatos.
Convém referir que faço parte da lista de candidatos à Assembleia Municipal pelo Partido Socialista, numa lista liderada pelo Dr. Jorge Oliveira.
Conhecendo agora todas as listas, queria aqui reforçar o orgulho em pertencer a um partido que olhou para os objectivos antes de olhar para os resultados eleitorais. Que acredita que o trabalho desenvolvido até aqui permitirá – em conjunto com as propostas a apresentar ao eleitorado – que os Arouquenses reforcem a confiança no PS e nos seus candidatos. Por acreditar nisso, parte o PS para estas eleições escolhendo pessoas que considera mais valias para o desenvolvimento da actividade dos orgãos autárquicos, pouco preocupado com contabilidades eleitorais. A competência primeiro, em linha com os objectivos estratágicos definidos. É preciso agora partilhar a nossa visão com os arouquenses.
No caso da Câmara Municipal, estão definidos dois objectivos macro, que são a aposta no ambiente (que, obviamente, interage com diversas áreas) e o turismo. Curiosamente (ou não) onde o apoio do Governo PS (caso ganhe as eleições) será reforçado, tal como já referiu António Vitorino. Portanto, uma visão alinhada com o futuro Governo. Uma visão assumida pelo Engº Artur Neves e que procurará estimular ainda mais o desenvolvimento de Arouca.
Arouca precisa de olhar muito para além da mera gestão do dia-a-dia, com uma visão de autarcas modernos, com ideias novas, que acompanharam os tempos e procuram que o concelho que dirigem faça o mesmo. Não esquecer o que aflige os municipes na sua vida diária, mas conseguindo pensar de forma mais abrangente e estratégica, de que forma queremos posicionar Arouca.
Acreditando que estas serão as áreas de desenvolvimento futuro do município, foi necessário que a Câmara Municipal se rodeasse de quem melhor, entre os arouquenses, pudesse desenvolver estas áreas. Assim, ficamos a conhecer (quem não conhecia) a Dra. Isabel Vasconcelos, formação destacada em Ciências do Ambiente, tem interagido com diversos organismos do Ministério do Ambiente (portanto conhecedora do funcionamento do Estado nesta área) e assessorado a Câmara Municipal de Matosinhos do desenho da respectiva politica de gestão ambiental. Além disso, exerce actualmente funções na CCRN.
O Sr. Albino Oliveira, reconhecido pelo Engº Artur Neves e anterior vereação como um super-vereador, tantos foram os pelouros que conseguiu – à custa de muito sacrificio pessoal – gerir. Alguém muito próximo das freguesias e dos seus orgãos. Um conhecedor profundo das necessidades de Arouca e das diversas freguesias.
Contaremos também com a Dra. Margarida Belém, conhecedora profunda de Arouca e, principalmente, conhecedora das potencialidades turisticas do nosso concelho. Uma mais valia inquestionável num municipio que pretende apostar forte na manutenção de um sector que conheceu um crescimento extraordinários nos mandatos do PS e que urge agora desenvolver e reforçar. Com formação superior na área de Turismo, foi Chefe de Divisão de Promoção Interna e Externa na Região de Turismo da Rota da Luz (considerada, na altura, uma das melhores regiões de turismo do país).
Destaco apenas ambas estes 4 candidatos, não por qualquer desrespeito pelos restantes elementos, Dra Rosa Santos e o sr Mário Brandão, mas apenas pelo pragmatismo da análise de potenciais resultados.
Na Assembleia Municipal, o Dr. Jorge Oliveira operou uma renovação, não esquecendo a experiência de alguns elementos. Mistura de juventude com pessoas das mais diversas formações profissionais. Muitos que se estrearão na Assembleia Municipal, mas que se pretende sejam interventivos deputados municipais no apoio à Câmara Municipal, mas, acima de tudo, gente com espirito critico no acompanhamento, análise e fiscalização da sua actividade.
Os últimos 16 anos de gestão do Partido Socialista na Câmara Municipal representaram um desenvolvimento impar na história de Arouca. Não podemos parar agora. Arouca anda nas bocas do país e temos de continuar a capitalizar essa oportunidade.
Tal como nos últimos 16 anos, o PS quer estar presente em mais um capítulo do desenvolvimento de Arouca.
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Miguel Frasquilho a 12 de Agosto:
Entretanto, no dia seguinte, 13 de Agosto, o INE divulga os dados do 2.º trimestre de 2009 e conclui-se que o “número” de Portugal não fica bastante abaixo da média europeia, não fica abaixo da média europeia, não é negativo como a média europeia. A UE27 cai 0,3% em cadeia e Portugal cresce 0,3% em cadeia.
De imediato, ou seja, no dia 13 de Agosto, Miguel Frasquilho mete as mãos pelos pés e dá o dito por não dito:
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Conforme a maioria de vós sabe fui, desde sempre, um militante de base do PPD/PSD que, por força de diferentes circunstâncias, desempenhou, ao longo dos tempos, os mais diversos cargos dentro das estruturas locais e distritais do partido, bem como nas estruturas autárquicas do nosso município.
Desempenhei as funções de vogal, de vice-presidente e de Presidente da C.P. da J.S.D. e do PPD/P.S.D. e fiz, honrosamente, ao longo de anos, parte de várias Assembleias Municipais presididas por ilustres companheiros deste grande partido, da Drª Salomé Martingo ao Professor Zeferino Duarte Brandão, passando pelo Professor Joaquim Brandão de Almeida. Tive igualmente o raro privilégio de partilhar lugar de bancada com o saudoso Dr. Arnaldo de Brito Lhamas e com ele aprendi a fazer politica, mas de forma séria e empenhada, como agora interessa a poucos. È pena porque se vão perdendo as referências e os (bons) exemplos. Sem memória e sem referentes não há política, mas politiquice.
De permeio, na minha caminhada “politica”, fui candidato a deputado à Assembleia da República pelo Distrito de Aveiro, desempenhei funções de adjunto do Presidente da Câmara de Arouca, Prof. Zeferino Brandão, fui membro da Assembleia de Freguesia de Arouca, e exerci, como ainda exerço, o cargo de líder parlamentar do grupo do PPD/P.S.D., na Assembleia Municipal de Arouca, a par de membro da Assembleia Metropolitana do Porto e de vogal do Conselho de Jurisdição Distrital do PPD/PSD de Aveiro.
Durante todo este tempo, travei várias batalhas politicas, uma ganhas outras perdidas, sempre com empenho, desinteresse pessoal e procurando servir, acima de tudo, os superiores interesses da minha terra e do meu País, conforme disso podem ser testemunhas os que me acompanharam, mormente os meus adversários políticos.
Posto isto e como era expectável, com o aproximar das próximas eleições autárquicas, fui convidado pelo Presidente da actual comissão politica do PPD/PSD, e candidato à Câmara Municipal de Arouca, a assumir a responsabilidade de novo mandato na Assembleia Municipal, nos seguintes termos:
Que era reconhecido por todos a minha capacidade de liderança do grupo do PPD/PSD na A.M;
Que tinha tido ao longo dos anos, e concretamente nos últimos quatro anos, uma prestação ímpar e de elevada qualidade;
Que o valor da minha prestação era igualmente reconhecido e respeitado pelos adversários políticos;
Que a minha participação na futura Assembleia Municipal era da maior importância em face da qualidade da minha prestação e capacidade de liderança, bem como pelo aturado conhecimento que tenho da realidade do Município;
Que desejava (m) que continuasse a desempenhar as funções de líder da bancada do PPD/PSD e que concorresse em nome do PPD/P.S.D. a novo mandato na Assembleia Metropolitana do Porto;
E por último, que aceitasse o… terceiro lugar (!) ou, na melhor das hipóteses, o segundo, na lista de candidatos à Assembleia Municipal a apresentar pelo P.S.D. nas próximas eleições autárquicas.
Ora, por tudo o que me foi dito, ou mais ainda pelo que sinto e sei, e sem falsas modéstias, até porque já fui por duas vezes o número dois na lista à A.M., a consequência natural(íssima) era que fosse candidato do PPD/P.S.D. à Presidência da Assembleia Municipal. Sê-lo-ia por mérito e por justiça, e não por razões pseudo-eleitoralistas ou outras ainda mais enviesadas.
Tenho enorme dificuldade em perceber a “lógica” inerente a semelhante raciocínio onde a conclusão não tem rigorosamente a ver com as premissas.
Posto isto, não me restou outra alternativa senão a de não aceitar o “convite” da actual comissão politica.
Senti a necessidade de dar esta explicação pública pelas muitas abordagens que, acerca deste assunto, tenho tido por parte de militantes e simpatizantes do PPD/PSD e da JSD, pelos meus pares que me acompanharam ao longo do tempo na Assembleia Municipal e por um conjunto anónimo de pessoas que se interessam por estas coisas.
Agradeço às diferentes forças políticas que me endereçaram honrosos convites para as suas listas que declinei por dever de consciência
Sou e continuo a ser, honrosamente, militante do PPD/P.S.D., (porque, felizmente, o todo não é igual, nem se confunde, com a parte), continuarei a acompanhar atentamente a política local e hei-de estar sempre disponível para fazer mais e melhor política.
Desejo que, quem quer que seja o vencedor das próximas autárquicas, se apaixone pelo que faz e dê o melhor de si para bem de todos nós que cá vivemos, de facto.
Luís Ferreira da Silva – Militante do P.S.D. n.º 8009
retirado do Roda Viva
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