Vários bons sinais na economia

por Pedro Sousa em 24 de Agosto de 2009

em País

Segundo o relatório Banco de Portugal sobre Julho os indicadores de actividade económica e de consumo privado subiram face ao mês anterior.

O volume de negócios no comércio a retalhe tevo um comportamento melhor do que em Junho. O mesmo se aplica à venda de automóveis ligeiros e pesados comerciais (valores trimestrais face ao trimestre homólogo).

O índice de confiança dos consumidores subiu, tal como a confiança nos sectores do comércio a retalho, serviços, construção e indústria transformadora.

O défice da balança corrente teve uma diminuição (logo melhoria) de €2477.1 milhões.

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1 José Luis Alves 24 de Agosto de 2009 às 13:54

24 Agosto 2009
Economia

“Falências de Verão ameaçam emprego

Acções de insolvência disparam e o pior está para vir, alertam especialistas
O receio de que muitas empresas não abram depois das férias de Verão assola os portugueses. Só em Julho, contabilizam-se 128 falências e 308 pedidos de insolvência. A tendência não é nova, mas este ano os especialistas temem o pior.

Os dados avançados ao JN pela Coface Portugal revelam que em Julho deste ano faliram mais 28 empresas do que em igual período de 2008 – mais 28% – e que entraram mais 100 pedidos de insolvência (pelos próprios, apresentada; ou por terceiros, requerida). Planos de insolvência, isto é, com vista à recuperação da empresa, há apenas a registar dez (menos três face a Julho de 2008).

Dados que confirmam as piores expectativas dos especialistas. Ao JN, o economista Luís Bento disse acreditar que “muitas empresas que nos últimos meses tentaram sobreviver, endividando-se e reestruturando pessoal, vão verificar que vão ter que fechar as portas, porque se mantêm os problemas de tesouraria, com clientes que não pagam e com a banca a não dar apoio”.

Para o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco van Zeller, “os sectores que mais sofrem com os atritos da concorrência também terão sérias dificuldades”. Explicando que em alguns casos “são microempresas que podem reabrir” mas, noutros, como o segmento “dos componentes automóveis, se fecharem o caso será muito mais sério”,

Luís Bento vai mais longe e vaticina um grande problema “caso se cumpram os 15 dias de ‘lay-off’ da Autoeuropa em Outubro – 40 das 42 empresas que compõem o 1.º anel à volta da empresa fecham as portas”.

Sem futurologia, os números praticamente confirmam as teorias (ver info) uma vez que é o no sector da indústria transformadora que se registam mais insolvências (39), logo seguido pela construção (27) e comércio a retalho (17). Tendo em conta estes três sectores, e os últimos cinco anos, verifica-se que são as áreas onde se registaram mais falências nos meses de Verão desde 2004.

Já no que diz respeito a pedidos de insolvência, entra em contabilidade um quarto sector – os serviços registam 40 pedidos de insolvência. Sectores que são igualmente apontados por Luís Bento como os mais críticos: “Basta ver o vestuário, ou têm algum valor acrescentado para exportar ou terão muitas dificuldades, o mesmo acontecendo com o calçado, e mesmo assim basta ver a Aerosoles, que tem esse valor acrescentado e está com sérias dificuldades”.

O economista acrescenta ainda um outro dado, “já verificável em Agosto – o encerramento de microempresas de turismo, que nem esperam pelo fim de Agosto, nota-se no Algarve e percebe-se com o aumento do desemprego na Madeira”.

Mas o país não é todo igual e há distritos que se destacam no número de insolvências declaradas (que corresponde ao início do processo, podendo ditar ou não o fecho da empresa). É o caso do Porto, que em Julho já registava 31 falências, mais 21 do que em período homólogo. E nos últimos cinco anos foi mesmo o distrito que mais falências teve, num total de 92 para o mesmo espaço temporal. Segue-se Braga com 29 falências declaradas (mais 12) e depois Lisboa num total de 16 insolvências – menos 20 do que em Julho de 2008.

O JN contactou as inter-sindicais no sentido de perceber se tinham alguma estimativa de encerramentos para o período pós-férias. A UGT lamentou que a Segurança Social não lhes forneça os dados, enquanto a CGTP remeteu para os sindicatos sectoriais”

Em que mundo vives?!!…se calhar no utópico mundo do Eng.º José Pinto de Sousa.

Mas o melhor será consultar certas paragens, para ver o tempo que faz na terra:

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=383672

http://www.rgemonitor.com/

http://economico.sapo.pt/noticias/mundo-enfrenta-nova-recessao_68080.html

Tenho dito…

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2 Pedro Sousa 25 de Agosto de 2009 às 12:56

Caro José Luis Alves,

Benvindo.

Já tinha lido o artigo que envias, que é mais um entre muitos. A esperança é que a frase “o receio q muitas empresas não abram…” não se concretize de forma tão negativa quanto o esperado e ter esperança que, tal como quando aconteceu com o crescimento do 0,3%, os especialistas também se enganem.

Mas nada do que diz o texto é relevantemente novo… o que interessa é combater isso. Fazer o registo é fácil.

O link que mandas a dizer que o “mundo enfrenta nova recessão”, e que são as previsões de UM economista (q esperemos também se engane) só aumenta a preocupação. Agora, se o mundo vai entrar em recessão novamente, nós iremos também, pois claro. Que queres?? Não fazemos nós parte do mundo?

Espero é que se isso acontecer, continue a ser o Governo PS a estar no Governo para tentar enfrentar a crise, mais uma vez.

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