Já passaram 49 dias, mais de 1100 horas desde que Cavaco Silva anunciou a data das eleições legislativas e o PSD ainda não conseguiu dar uma ideia para o país.
Alguém avisou o partido que se vão realizar eleições?
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Já passaram 49 dias, mais de 1100 horas desde que Cavaco Silva anunciou a data das eleições legislativas e o PSD ainda não conseguiu dar uma ideia para o país.
Alguém avisou o partido que se vão realizar eleições?
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Na quinta-feira, quando saiu a notícia de que o PIB cresceu 0,3% no último trimestre, pensei que MFL iria ficar sem discurso. Até esse momento, o seu discurso tinha apenas quatro ideias: 1) Portugal está em crise, 2) A causa dessa crise são as políticas do Governo, 3) essa crise não tem nada que ver com a crise internacional, 4) Sócrates é um aldrabão. Como conciliar estas ideias com o facto de Portugal ter sido um dos únicos cinco países europeus a apresentar algum tipo de crescimento económico desde o afundamento geral em Setembro de 2008? Como negar toda e qualquer relação (mesmo que ténue) entre as políticas do Governo e o facto de Portugal ter sido um dos últimos países europeus a entrar em recessão económica e um dos primeiros a apresentar sinais de recuperação? Certamente MFL não ignora que haver crise resulta de não haver crescimento económico? Certamente também não ignora que o desemprego só baixará se passar a haver crescimento económico? Não, claro que não ignora — ela própria tem afirmado repetidamente que os problemas do País (incluindo o desemprego) só se resolvem quando forem criadas condições para que haja crescimento económico. Como MFL não disse nada na quinta-feira, concluí que tinha ficado mesmo sem discurso. Só lhe restava a ideia de que Sócrates é um aldrabão. Não que isso seja pouco. Pelo menos enquanto o caso Lopes da Mota não estiver encerrado, há toda uma bolha mediática que pode continuar a ser explorada até ao dia das eleições. Mas ter apenas isso é diferente de dispor de um discurso que articule um raciocínio e que apele directamente à carteira dos Portugueses: “é do facto de Sócrates ser um aldrabão que resulta, infalivelmente, a crise em que o País se encontra”.
Na sexta-feira, quando saiu a notícia de que o desemprego subiu para 9,1% no último trimestre, MFL falou. Sem dúvida que precisou de muito sangue frio. Não é qualquer um que consegue dizer que os números do PIB se explicam pela evolução da crise internacional, mas o números do desemprego se explicam pela evolução da crise nacional. MFL já estava habituada a insistir na ficção de que a crise internacional e a crise nacional são duas coisas separadas. Mas agora acrescenta que os números do PIB e os números do desemprego também são coisas separadas. E isto é realmente novo. Afinal, a nossa crise não tem nada que ver com o crescimento económico, visto que este flutua exclusivamente em função da crise internacional e diz respeito apenas à crise internacional. Afinal, a nossa crise é apenas uma crise de falta de emprego, que não está relacionada com a falta de crescimento económico (pois, se estivesse, estaria relacionada com a crise internacional). Afinal, não há qualquer relação entre o emprego e o crescimento económico. O facto de o desemprego ter aumentado menos neste trimestre do que no anterior é irrelevante; o facto de os números do desemprego tardarem sempre a acompanhar os do PIB, também (visto que nem há relação entre eles).
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TAL COMO NOTICIADO EM PRIMEIRA MÃO PELO RODA VIVA
O líder do CDS-PP vai concorrer à Assembleia Municipal de Arouca nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.
Paulo Portas, que encabeça a lista do CDS-PP pelo círculo de Aveiro nas eleições legislativas, disse à Lusa que a decisão de se candidatar se deveu «à fidelidade pelo distrito».
«Faz parte da experiência política ter uma ligação, uma forma de serviço público, mais próxima da comunidade», afirmou, apontando ainda o objectivo de «dar o exemplo» para «todo o partido no empenhamento também nas autarquias».
mais http://diario.iol.pt/politica/paulo-portas-cds-pp-arouca-tvi24-autarquicas/1082472-4072.html
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Porventura já todos sabiam mas eu não: os Contemporâneos fizeram um sketch (com pouca piada, diga-se) sobre um festival em Arouca.
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Ponto prévio: Conheço o Dr. Campelo de Sousa há muitos anos e é, em grande parte a ele, que se deve o meu interesse pela política em Arouca (juntando também o Dr. Gomes Ferreira). O seu trabalho por Arouca é extremamente meritório (e não só agora na Câmara) mas, muitas vezes, no melhor pano…
De todo o processo que decorreu e aparentemente levou à saída do Dr. Campelo de Sousa, uma ideia ficou clara: as coisas poderiam e deveriam ter sido feitas de maneira diferente. Mas não foram…
Acho, no entanto, que o Dr. Campelo levou longe demais a vontade de protagonizar o facto político destas eleições acabando, por diversas razões, por perder grande parte da eventual razão. Porquê?
- As questões políticas tratam-se no orgãos respectivos. Trazer tudo isto para a praça pública demonstra que a vontade não é só resolver ou tomar uma posição. Pretende-se mais do que isso.
- Muito do que diz o Dr. Campelo assenta na defesa do Dr. Jorge Oliveira, que – julgo eu – não lhe terá encomendado qualquer tese de defesa, por, provavelmente, tomar em mãos os seus próprios assuntos.
- Levantar agora a bandeira de que não existem socialistas nas listas é uma falsa questão, pois na última lista do Dr. Armando Zola também não constava nenhum socialista em lugar elegível e não é conhecida ao Dr. Campelo de Sousa qualquer oposição a esse facto. Nem nos orgãos nem, muito menos, na imprensa.
- A entrevista trata com alguma sobranceria o líder do PS local, o Engº Tavares. Expressões como “bom rapaz” ou “gosto muito dele” parecem-me infelizes quando estamos a tratar de um tema político e a dar uma entrevista a um orgão de informação. Num café, talvez…
- Aliás o Dr. Campelo de Sousa diz à Rádio que “não é por prazer que estou aqui”, mas ainda assim ainda passou por mais meia dúzia de orgãos de imprensa;
- Em análise quem ganhou com tudo isto?
- A autarquia? Não
- O Partido Socialista? Não
- O Dr. Campelo? Sim
- A oposição? hummm… Sim, talvez.
Alguém se lembra de mais alguém que ganhe algo com tudo isto?
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Dizia-se que era necessário despedir funcionários públicos, que haviam 150 000 a mais, Miguel Cadilhe até sugeriu que se vende ouro do Banco de Portugal para financiar o despedimento desses 150 mil trabalhadores. A intenção não é nova, Cavaco Silva já tinha feito listas de “disponíveis” quando foi primeiro-ministro, só não avanço por cobardia política e oportunismo eleitoral. Mas há quem não fique contente, quem defenda que o Estado deve empregar todos os professores (porque não outros profissionais), que há trabalhadores precários, etc., etc., não admira, “ao mau cagador até as calças empatam”.
Dizia-se que o Estado gerava atraso, burocracia e corrupção, mas em décadas nenhum governo correu o risco de perder votos e tudo foi ficando na mesma, ou pior. Mas foi possível reformar o Estado, modernizar e simplificar procedimentos, adoptar novos métodos de gestão e reduzir serviços. É evidente que se cometeram erros, mas é impossível reformar o Estado sem dar oportunidade a que se apontem erros. Fez-se tanto neste domínio que até a durona Ferreira Leite se converteu aos apoios sociais.
Dizia-se que o país estava condenado à falência devido à sua dependência energética, mas durante décadas nada se fez, de vez em quando discute-se a solução nuclear mas tudo fica na mesma. Hoje Portugal é um caso de sucesso no domínio das energia renováveis, ao ponto de atrair o interesse internacional e ser escolhido para investimentos importantes neste domínio.
Dizia-se que as escolas públicas não tinham a qualidade desejável, que serviam mais os seus profissionais do que os seus professores, mas nada se fez, o sistema de ensino estava refém dos sindicalistas que o PCP designa para assegurarem que as escolas são uma ilha do passado num futuro cada vez mais complexo. Investiu-se na modernização das escolas, na mudança do modelo de gestão, na melhoria da prestação profissional dos professores.
Dizia-se que o problema do país era a qualificação da mão-de-obra mas pouco ou nada se fez, desviaram-se rios de dinheiro para enriquecimento da clientela do cavaquismo, ao longo de anos Portugal nada melhorou neste capítulo, confrontando-se com grandes mudanças tecnológicas. Promoveram-se programas como o Magalhães e o e-escolinha e uma boa parte das nossas crianças usam a internet e levam o seu conhecimento às famílias, muitos portugueses regressaram à escola graças às “Novas Oportunidades”.
Como era de esperar tudo foi mau, os sindicatos não gostam que o Estado seja modernizado, o Pacheco Pereira ficou preocupado com os malefícios do Magalhães e do e-escolinha, as corporações uniram-se aos “Velhos do Restelo” para dar a pior imagem possível do país porque para as nossas elites da treta mudar significa perda de importância.
Mas apesar de tudo o país mudou e são cada vez mais as vozes estrangeiras que o reconhecem, que não dão ouvidos à gente pequena deste país.
Foram cometidos erros? Foram sim senhor, mas oxalá que na história recente do país os erros tivessem resultado da tentativa de melhorar em vez da condenação do país á inércia.
In http://www.jumento.blogspot.com/
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«Falando sobre o caso de António Preto, a líder do PSD afirmou que “não foi a única pessoa” a incluir António Preto nas listas de candidatos a deputados e defendeu que se o excluísse estaria a “antecipar-se” em relação à Justiça.
Manuela Ferreira Leite lembrou que António Preto é “alguém que é deputado” e que já é deputado “há mais de uma legislatura“. “Não sou a única pessoa que o incluiu como arguido, já na anterior lista isso foi feito e ninguém disse nada, isso é um aspecto fundamental“, disse.»Sem disfarces nem camuflagens:
- Uma líder política que tenta justificar a inclusão de Preto desta forma tão enviesada não fala verdade nem advoga a transparência;
- Uma candidata a primeiro-ministro que tenta alicerçar as suas (más) escolhas deste modo intelectualmente tão boçal não tem categoria para formar Governo.
in http://blasfemias.net/2009/08/11/fraca-e-inverdadeira/
Manuela Ferreira Leite disse hoje: “[António Preto] não está acusado de nada no exercício de funções públicas. As leis que falam sobre a matéria são todas exclusivamente relacionadas com actos que alguém tenha praticado no exercício de funções públicas. Não é o caso, são casos de natureza privada sobre os quais eu não tenho que me pronunciar, tenho apenas que esperar aquilo que legitimamente todos devem esperar que é a decisão da Justiça, eu não tenho o direito de me antecipar dando eu a minha própria sentença”.
Marques Mendes escreveu no seu livro Mudar de Vida: “Em democracia a ética não se confunde com a lei. (…) Será que um responsável político – governante, deputado ou autarca – não está politicamente diminuído e fragilizado nas condições para o exercício pleno do seu cargo se sobr ele existirem fundadas suspeitas, por exemplo, da prática de crime de corrupção? Para mim, é óbvio que sim”.
in http://elevadordabica.blogspot.com/2009/08/descubra-as-diferencas.html
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O actual presidente da Câmara Municipal de Arouca e cabeça de lista pelo Partido Socialista (PS) nas próximas eleições autárquicas à edilidade local, Artur Neves, irá apresentar na próxima quinta-feira, 13 de Agosto, a equipa que o acompanhará num próximo mandato, caso venha a ser eleito.
Será pelas 21h30, na sede de campanha, situada na Avenida das Escolas, a qual será inaugurada na ocasião. Apresentados serão também os candidatos do PS à Assembleia Municipal de Arouca. Convidam-se todos os órgãos de comunicação social e todos os arouquenses a estarem presentes.
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O Partido Socialista, cumprindo com seriedade e sentido das responsabilidades o seu dever democrático, apresentou já, publicamente, o seu programa eleitoral. É um programa de ambição e de futuro. Mas é também um programa com prioridades muito claras: vencer a crise, modernizar o País, reduzir as desigualdades sociais.
[...]
Dirigimos o foco da nossa atenção, claramente, para as urgências do tempo presente: superar a crise que veio de fora, relançar a economia e promover o emprego. Mas apontamos, também, o caminho do futuro – de que não podemos desistir – para uma economia mais forte e competitiva: prosseguir o movimento de modernização da economia e do Estado, reforçar as qualificações, continuar a reduzir a dependência energética, valorizar as exportações.
[...]
A pouco mais de um mês das eleições legislativas, o contraste não poderia ser maior. O PS, como lhe compete, apresenta os resultados de quatro anos de reformas que, apesar de todas as dificuldades, permitiram pôr as contas públicas em ordem, retirar a segurança social da situação de alto risco, modernizar e simplificar a administração pública, generalizar o acesso às novas tecnologias de informação, levar a economia portuguesa a uma balança tecnológica positiva, colocar Portugal na dianteira nas energias renováveis, reduzir o abandono e o insucesso escolar, desenvolver o ensino profissional, melhorar os cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde e concretizar toda uma nova geração de políticas sociais, que reduziu a pobreza e as desigualdades, aumentou o salário mínimo e reforçou em muito o apoio às famílias.
[...]
Mas a direita não tem como esconder a sua verdadeira face: o regresso ao passado. Quatro anos volvidos, a direita não tem melhor para propor que as mesmas ideias e as mesmas pessoas. Mesmas ideias e mesmas pessoas que, ainda há pouco, em condições bem mais favoráveis, fracassaram totalmente na governação. Falam, por vezes, como se tudo estivesse esquecido. Não: nós sabemos o que a direita fez no Governo passado.
[...]
Os portugueses sabem que sempre puderam contar com o PS nos momentos difíceis. Nós não somos daquela esquerda que se limita a protestar, dispensando-se da maçada de contribuir para a solução de qualquer problema. Estamos bem conscientes de que a nossa responsabilidade é realizar as políticas públicas necessárias para responder aos problemas e às necessidades das pessoas. E é isso que queremos continuar a fazer, com toda a energia e com toda a determinação, com base num novo compromisso. Com confiança nos portugueses e com confiança no futuro.
texto completo no JN aqui
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Com este tema na moda lembrei-me que o primeiro artigo que publiquei no Roda Viva enquanto “cronista”, ou seja, com espaço próprio, versava sobre esta temática.
Assim, decidi transcrevê-lo para aqui. Que fique claro… trata-se do ano de 1993 (ou seja tinha eu – cof cof – 20 anos e ainda não se sabia, por exemplo, o que era um mail ou um CD) e achava que tinha irreverência normal (ou talvez não) para a idade. Aqui vai:
A POLITICA DE JUVENTUDE
Sempre que sou inquirido sobre a politica de juventude da Câmara Municipal de Arouca tenho a tendência a dizer que ela é “Completamente Nula”. Mas depois lembro-me que é mentira. Temos um torneio de futebol que até dura um mês. Mas é só. E ainda por cima só até aos 14 anos (espero não estar enganado). Será que daí para cima não há jovens?
Fala-se hoje da droga e sabe-se que a falta do que fazer é, muitas das vezes, meio caminho andado para a entrada nos meandros desse vício. E não se pense que é dramatizar em exagero. A droga está, cada vez mais, presente em Arouca.
Mas a que se deve toda esta inércia da Câmara em relação à juventude?
É dificil, para quem está de fora analisar a questão, mas mesmo assi arrisquemos. Existem três factores principais:
O primeiro tem a ver com a média de idades das pessoas que, actualmente, estão na Câmara Municipal. Não querendo estar a chamar ao edífico “Lar da Terceira Idade” a verdade é que a juventude não impera no elenco camarário e, como tal, as ideias jovens e para os jovens também não. Vejam-se outras localidades onde há musica, concursos, teatro, cinema (o nosso vamos esperando), animação nocturna, etc. Nota-se um esforço em ocupar a juventude (e não só). Parafraseando Zeca Afonso “O que faz falta é animar a malta…”
Outro dos factores pode ser o das prioridades, isto é, a Câmara tem coisas muito mais importantes a fazer e com que se preocupar. Se assim for… bem, pode ser um grande erro. A verdade é que a juventude é, quer se queira quer não, o futuro. E se não se motiva desde já a juventude em todos os campos, teremos um fenómeno actualmente muito comum no interior do nosso país: a desertificação. Se for verdade que a Juventude não é uma prioridade da Câmara Municipal de Arouca fica o conselho: redifinam as prioridades (que, a bem dizer, o povo não conhece).
Mas, também tem de se reconhecer, não se pode esperar que a Câmara seja o bastião da actividade juvenil. Afina, a Câmara já dá milhares de contos às demasiadas associações que existem no nosso concelho.
Chegamos assim a um dos maiores problemas de Arouca (que até já mereceu destaque na imprensa nacional): a paralisia associativa. A taxa das associações que realmente trabalham deve ser, mais ou menos, 10% (contas por alto). É devido a isto que a Câmara tem de ter a coragem necessária para acabar com o clientelismo e subsidiar só quem merece. Antes de dar dinheiro que obrigue as associações a apresentar um projecto de relatório de actividades. Se, no ano seguinte, se constatar que a maior parte das actividades não se realizaram, cortem-se os subsidios.
Enquanto estes três pontos, para mim base do problema, não forem analisados e revistos, a juventude arouquense vai continuar sucessivamente a dizer “Isto (Arouca) é uma grande seca”.
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