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País

A avaliação que Mário Nogueira quer

por Pedro Sousa em 27 de Novembro de 2008

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Quem tiver estado atento a Mário Nogueira nos últimos tempos (por exemplo, na entrevista recente de Constança Cunha e Sá), ouviu-o certamente garantir que a Fenprof tem apresentado vários projectos de avaliação dos professores. Afinal, só existe um projecto, reproduzido em dois desdobráveis.

O mesmo Mário Nogueira prometeu há dias que iria reformular o projecto (o dos desdobráveis), apresentando uma alternativa ao modelo simplificado aprovado em Conselho de Ministros. Afinal, também não o fará:

Admitindo que esta é a última palavra da Fenprof sobre a avaliação, vale a pena conhecer a forma como Mário Nogueira quer que os professores sejam avaliados.

A avaliação constaria de quatro passos:

    1º passo — auto-avaliação, também designada por “auto-análise”, “deverá (…) partir do próprio avaliado” e culmina numa proposta de classificação feita pelo próprio;
    2º passo — co-avaliação, em que todos os professores são simultaneamente avaliadores e avaliados, fórmula que “resolve o problema do reconhecimento da autoridade do avaliador uma vez que há a co-responsabilização de todos os pares”;
    3º passo — aferição processual da avaliação de desempenho, em que são aprovadas as propostas de classificação elaboradas pelos avaliados;
    4º passo — avaliação externa da escola, “dirigida à escola e não ao professor (…), em ordem a promover a sua qualidade.”

Se o leitor quiser aferir a consistência da proposta da Fenprof, o melhor é mesmo lê-la. Para ser franco, duvido que tenha sido elaborada por professores, atendendo aos momentos quase hilariantes que a sua leitura proporciona. Para estimular a curiosidade do leitor, eis o primeiro parágrafo da proposta:

    “O saber profissional constrói-se dentro das regras e dos conhecimentos que os próprios profissionais geram ou dominam. Deste modo, é inviável avaliar contra os docentes, é inviável avaliar desvirtuando o princípio primeiro da qualidade educativa em nome de interesses sociais ou políticos externos à educação. A avaliação do desempenho docente só será credível e reconhecida se orientada para a melhoria efectiva do desempenho, se tiver no seu horizonte o desenvolvimento e o progresso das instituições e das nações e, nesse sentido, ela terá de ser intrínseca aos professores e educadores, participada e co-construída pelos próprios.”

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EM VEZ DE APRENDER, OS PROFS RECRIMINAM…

por Pedro Sousa em 26 de Novembro de 2008

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Escola da Póvoa de Varzim olhada como a “fura-greves”

 

Na Escola EB 2,3 de Beiriz, na Póvoa de Varzim, o processo de avaliação decorre com normalidade e dentro dos prazos.

Não há manifestações de professores, nem protestos de pais. Aos alunos, o caso quase passa ao lado. Mas aqui ser “diferente” dá direito ao olhar “reprovador” dos vizinhos e, por isso, a escola prefere agora o silêncio.

“Se uma consegue, por que é que as outras não conseguem?”, questiona o presidente da Associação de Pais do Agrupamento Campo Aberto, que abrange oito escolas, do Pré-escolar ao 3.º Ciclo, num total de 1280 alunos.

Mário Ferreira não tem dúvidas de que o “segredo” assenta numa “óptima relação entre pais, Conselho Executivo e corpo docente”. Cooperação, diálogo e trabalho, “sempre a pensar nos alunos”, são palavras de ordem. “Trabalhámos juntos na procura de soluções que tornassem o processo mais funcional”, afirma.

A escola, lembra Mário Ferreira, é “reconhecida”: tem uma “orgulhosa” taxa de abandono escolar de 0,1% e uma “baixíssima” taxa de insucesso, assentes, em grande medida, na diversidade de oferta educativa e em vários programas destinados, em cada nível de ensino, a “adaptar” a escola às necessidades de cada um. Os exemplos servem para explicar que é a trabalhar “muito”, “em silêncio” e “nos órgãos próprios” que a escola responde aos problemas. A avaliação de professores não foi excepção. “Os conselhos executivos têm de encontrar formas de tornar o processo menos burocrático. Às vezes, não se procura encontrar uma solução”, diz Mário Ferreira.

O presidente da Associação de Pais admite que o modelo “tem coisas que podiam ser melhoradas”, mas “meter a cabeça na areia não resolve”. Com auto-avaliação de docentes há vários anos e avaliação externa, a definição de objectivos individuais já é prática corrente na escola e a observação das aulas não é problema.

A escola tem 115 professores, 24 dos quais titulares. Destes, dez são avaliadores. Contas feitas, haverá um máximo de nove “Excelente” e 23 “Muito Bom”.

Beiriz até podia ser um exemplo a seguir, mas o facto é que o “diferente” trouxe a escola para a praça pública e, agora, são os “vizinhos” de outras escolas que a olham como a “fura-greve”. Por isso, o Conselho Executivo da escola prefere o silêncio, como forma de “proteger” o seu corpo docente.

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Quando uma escola é exemplar no funcionamento e tem de esconder esse facto com medo de represálias dos seus pares, percebemos a pressão dos Sindicatos e a sua própria agenda.

Numa situação normal, Mário Nogueira e o resto da banda, devia procurar aprender, saber como conseguem, como se organizam… mas isso era uma GRANDE chatice!!

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PODE-SE MENTIR E CONTINUAR CONSELHEIRO DE ESTADO?

por Pedro Sousa em 26 de Novembro de 2008

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Pode um Conselheiro de Estado dizer isto a 03 de Novembro

“Não sei de nada sobre a nacionalização do Banco Português de Negócios, nem nunca tive conhecimento de problemas relacionados com o BPN”

e depois dizer isto a 22 de Novembro

Dias Loureiro assegurou, esta sexta-feira à noite, que, em 2002, teve uma reunião com o vice-governador do Banco de Portugal (BdP) na altura, António Marta, onde alertou o supervisor para a necessidade de ter especial atenção para com o BPN

ENTÃO ONDE ANDA A VERGONHA NA CARA?

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MFL: a democracia segue dentro de momentos

por Pedro Sousa em 24 de Novembro de 2008

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daqui: http://pedrocavaco.adamastor.org/

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O site da FENPROF

por Pedro Sousa em 24 de Novembro de 2008

em País

Uma visita ao site da FENPROF dá-nos boas ideias sobre o quão interessada estão esta associação em resolver o que quer que seja, ou ser construtiva no que quer que seja. Escolhi alguns títulos e alguns parágrafos:

1

Convirá agora esclarecer que, se os responsáveis do ME pensam que o anúncio da abertura deste concurso irá serenar os muitos milhares de docentes que hoje se encontram impedidos de progredir na carreira, aqueles cujas expectativas de desenvolvimento na carreira se frustraram ou os que vêem concentrados em si todos os cargos e funções a assumir na escola… se pensa que, com este anúncio, poderá atenuar o ambiente de descontentamento e protesto que se vive nas escolas, fruto, também, da divisão dos professores em categorias, estão bem enganados.

2

Código do Trabalho: “Tudo está montado há muito tempo…”

3

Avaliação ainda não foi suspensa O Ministério da Educação divulgou uma nota à comunicação social em que desmente o teor de mensagens que afirmam que a avaliação teria sido suspensa. Segundo umas, por iniciativa do ME, para outras tratar-se-ia de deferimento de providência cautelar pelo tribunal do Porto. (…) Portanto, não estando suspensa a avaliação, compete aos professores e educadores, nas suas escolas, tomar essa iniciativa

4

Mais uma frente de batalha contra os docentes: em causa o projecto de alteração aos concursos

5

A avaliação do desempenho docente só será credível e reconhecida se orientada para a melhoria efectiva do desempenho, (…) terá de ser intrínseca aos professores e educadores, participada e co-construída pelos próprios. (…) Todos os critérios e vectores de avaliação têm de ser controlados pelo avaliado.

6

Greve Nacional dos Educadores e Professores para encerrar todas as escolas no dia 19 de Janeiro

7

Em conferência de imprensa realizada no passado dia 14 de Novembro, em Lisboa, a FENPROF reforçou o apelo da Plataforma Sindical dos Professores, que consta da Resolução da Manifestação de 8 de Novembro: que cada escola decida a suspensão da avaliação de desempenho, assumindo uma responsabilidade que, perante a arrogância e a teimosia do Governo e da actual equipa do Ministério da Educação, é forçoso tomar.

8

Professores rejeitam proposta de criação de “comissão de sábios” para a avaliação

9

Atenção! Não registe os seus objectivos individuais on line

10

“O ponto de partida e o pressuposto base, do qual os professores não abdicam, é este: suspenda-se este modelo.

11

“Entre a suspensão e aplicação do actual modelo de avaliação, não há entendimentos nem soluções intermédias”

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E ainda falem do Governo como inflexivel, sem vontade de negociar ou ditador… BOLAS!!

 
 

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VARIAÇÕES SOBRE A GUERRA DA AVALIAÇÃO

por Pedro Sousa em 24 de Novembro de 2008

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«A guerra aberta entre os professores e a ministra da Educação é um manancial de perplexidades e incómodos. Registo alguns dos que me tocam.

1. É normal a ministra da Educação receber o líder da Fenprof, Mário Nogueira, depois de este afirmar que sairia da reunião caso a ministra, nos primeiros cinco minutos de conversa, não dissesse o que ele queria ouvir? Uma ministra, que representa o Estado, deve negociar nestas condições?

2. É normal um Governo desencadear um processo de avaliação sem, pelo menos, acautelar que um número significativo de visados compreende e aceita o modelo proposto?

3. É normal as escolas decidirem e, efectivamente, suspenderem um processo ao qual estão obrigados por lei e pela dependência orgânica do Ministério da Educação?

4. É normal existirem professores que, dentro do espaço da escola, façam autênticos comícios junto dos alunos contra a ministra e o Governo? E é normal que esses e outros professores incentivem alunos a ir a manifestações de rua contra a ministra?

5. É normal que um processo de avaliação seja tão odiado que leve 120 mil professores para a rua? Ou tudo isto não passa de uma explosão dos professores que ainda tem em vista o Estatuto da Carreira Docente que os obriga a muito mais permanência nas escolas, a mais trabalho e a mais dedicação?

6. É normal o Ministério da Educação apresentar um modelo de avaliação tão complexo que, passados uns tempos, necessita (segundo afirma a própria ministra) de um ‘simplex’?

7. É normal os professores verem-se envolvidos numa clara e evidente disputa pela liderança da CGTP, pelo facto de o líder da Fenprof ser o nome que o PCP gostaria de ver à frente da central, para substituir o ‘moderado’ Carvalho da Silva?

8. É normal que o próprio conceito de avaliação tenha de ser discutido pela ministra como se de uma questão política se tratasse, e, ao invés disto, nunca se ver uma discussão séria sobre a qualidade do ensino o qual, de acordo com os indicadores internacionais, é lamentável?

9. É normal nunca termos visto uma classe tão mobilizada como os professores protestar contra a degradação do ensino ou qualquer outro aspecto directamente relacionado com a Educação, mas apenas com as suas próprias condições e retribuições?

10. É normal um Conselho de Ministros discutir como se devem avaliar professores?

Estas 10 perguntas simples têm, a meu ver, todas a mesma resposta: não, não é normal.»

Henrique Monteiro – Jornal Expresso

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O UMBIGO DE BELÉM

por Pedro Sousa em 24 de Novembro de 2008

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Como se esperava, Cavaco Silva não tem nada a dizer sobre o que se está a passar em relação ao BPN, incluindo as histórias com membros do Conselho de Estado por si nomeados. Não quer falar, mas falou. Apenas para se defender. Como fez com os Açores, para garantir os seus pequenos poderes, e não fez na Madeira, onde a democracia foi posta em causa. Para Cavaco, Portugal começa e acaba em Cavaco. E a função do Presidente é defender o seu nome (mesmo quando ele não esteve em causa) e os seus poderes. Já o bom nome da democracia, que a presença de Dias Loureiro no Conselho de Estado põe em causa, não lhe interessa grande coisa.

via http://arrastao.org/

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Filme francês vence festival internacional de Arouca

por Pedro Sousa em 24 de Novembro de 2008

em Arouca,País

 

Arouca, 23 Nov (Lusa) -O filme “Tsunami”, de Nicolas Millet, de França, conquistou a lousa de ouro do Festival Internacional de Cinema de Arouca — o “Aroucafilmfestival”, que terminou hoje.

A lousa de prata foi para “Querido Carlos Alberto”, realizado por Aurora Ribeiro (Portugal).

“5 Segundos”, de Jean François Rouzé (Espanha), venceu o prémio destinado ao melhor filme de ficção. O melhor filme de animação foi para Dog Days, de Geoffroy de Crecy (França).

“A Boneca de Berni”, de Yann (França), conquistou o prémio internacional, enquanto o nacional foi para “Insónia”, de Hernâni Duarte (Portugal).

No documentário, o júri atribuiu o galardão a “La Classe”, de Beatriz Sanchez (Espanha), que recebeu também o prémio montagem.

O mais votado em experimental foi “Mar Luz”, de Luís Costa (Portugal), enquanto a melhor realização premiada foi “El Palácio de la Luna”, de Ione Ernandez (Espanha).

Noutras categorias, “Tsunami”, de Nicolas Millet (França) arrebatou o prémio de Melhor Fotografia, “Test”, de Natália Mateo e Marta Aledo (Espanha), de Melhor Argumento.

A melhor representação foi para Rosa Areal, em “Querido Carlos Alberto”, e a única menção honrosa atribuída distinguiu “Palai”, de Joana Vieira da Costa.

Durante os três dias de duração, o “Aroucafilmfestival” exibiu 35 curtas-metragens.

EYD.

Agência Lusa

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Avaliação de Profs (o meu serviço público)

por Pedro Sousa em 23 de Novembro de 2008

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1 – Perguntas frequentes e respostas sobre a avaliação de desempenho de professores estão disponíveis em http://www.min-edu.pt/np3/2833.html.

2 – O dossier sobre avaliação de desempenho docente está disponível  em http://www.min-edu.pt/np3/193.

3 – O dossier Estatuto da Carreira Docente está disponível em http://www.min-edu.pt/np3/56.

4 – O Memorando de Entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical está disponível em http://www.min-edu.pt/np3/1901.html.

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A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério

por Pedro Sousa em 19 de Novembro de 2008

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A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério


O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.

Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.

Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedagogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.

Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?

Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.

A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa. O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus. É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.

A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.

A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal.

Nicolau Santos – Expresso

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