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País

DISCURSO DA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em País

Era, de facto, mais burocrática do que devia, provocando uma sobrecarga de trabalho para professores avaliadores e para professores avaliados.

Mas, devo dizer-vos, era a situação que os sindicatos conheciam quando assinaram o memorando de entendimento e que durante meses não puseram em causa.

Depois de ouvir e identificar os problemas concretos, não tive qualquer problema em avançar com medidas que permitem melhorar as condições de aplicação do modelo.

Ouvi muita gente durante muitas horas para o fazer.

Não esperei por propostas de terceiros para procurar corrigir erros e défices.

Tomo de empréstimo o que dizia Bento de Jesus Caraça: não tememos o erro porque não temos medo de o corrigir.

Mas não me peçam para suspender a avaliação de desempenho porque isso significaria voltar à situação que todos dizem que não serve.

Todos sabemos que suspender a avaliação de desempenho significaria, pelo menos, mais um ano com um modelo que ninguém diz defender.

Se ninguém o defende porque há, afinal tanta pressão para que ele continue?

Só o conservadorismo, venha da direita ou da esquerda, só o conservadorismo, repito, ficaria contente com uma suspensão que não serve as escolas nem os professores que querem e merecem progredir na carreira e ver o mérito reconhecido e incentivado.

Nem me peçam para aceitar um novo modelo que assente na auto-avaliação.

Com a mesma franqueza afirmo que essa proposta é apenas um modo disfarçado e inaceitável de nada propor.

Significa isto que sou intransigente na defesa do modelo de avaliação em vigor?

Não.

o texto completo aqui: http://www.min-edu.pt/np3/2923.html

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SOBRE A GESTÃO DA BANCA

por Pedro Sousa em 8 de Dezembro de 2008

em Com a devida vénia,País

Ricardo Araújo Pereira na Visão desta semana:

Hoje em dia, toda a ctividade económica parece decorrer num ambiente de ignorância. Greenspan não sabia que estava a preparar uma crise de dimensões históricas. O Banco de Portugal não sabia que as contas do BPN não batiam certo. Os administradores do BPN não sabiam de nada. Eu próprio desconheço, por completo, o que se passa nos bancos portugueses e, à primeira vista, todos os seus gestores me parecem pessoas de bem. É possível, por isso, que eu seja administrador de um banco sem que o saiba. Tenho o perfil e a doce inconsciência que o cargo, aparentemente, exige. Solicitaria apenas ao banco que estou a administrar sem o saber que me enviasse os lucros, se os houvesse, ou o dinheiro proveniente da ajuda do Estado, caso tivessemos tido a sorte de falir. Em todo o caso , a palavra chave é «desconhecimento».

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PS volta a subir nas intenções de voto.

 

NOTA: escusam de me insultar pela falta de modéstia… é mesmo para picar. Vá, laranjas e professores mantenham o bom humor… isto são só sondagens.

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Lendo por aí…

por Pedro Sousa em 4 de Dezembro de 2008

em País

Ei-los de novo. Em frente, marche, pois marcha que se farta Mário Nogueira, a mão cheia de nada e a outra de coisa alguma. Repete-se, não se enxerga  e vai de mal a pior aos olhos de quem desconfia deste perigoso unanimismo. Os sinais estão todos à vista: Nogueira não quer isto, não quer aquilo, não quer este modelo, não se sabe que modelo quer, torce o nariz a tudo o que lhe põem no prato como adolescente enfastiado, a esticar a corda. Não, não se pode respeitar este indivíduo, ar de faia, um pintas todo pintas e esta é, talvez, a única característica digna de registo, a graça que ele tem. Porque quanto ao que sobra, estamos conversados: é o vazio. Convenhamos que a luta dos professores não é outra coisa que resistência natural, desastrosa resistência feita de nada, uma lástima. Basta-me passar os olhos pelo blog do professor Guinote para perceber o que anda no ar. Apoucado, o simbólico professor Guinote escreve que se desunha, posta que posta e torna a postar, passa a vida naquilo, às voltas com a não existência, panfletos, a tomada da Bastilha em forma de histórias de vida, lamentosas, chorosas, «prenhes» de amor pelo ensino, pelos alunos, novelas que mostram o que interessa mostrar.
Na 5 de Outubro, a inépcia política começou no dia em que se imaginou ser possível entregar aos professores, entre pares, um regime de avaliação de desempenho, observado como deve ser observado, avaliado, tal e qual e qual é o problema? É isto e mais aquilo, os titulares, os pares e a palavrinha mágica: colega. Todos colegas, todos iguais a subir na carreira sem mais nem menos, sem distinção ou «castas» como ouvi a uma professora que aqueles professores aplaudiram. A isto se resume a «luta», a resistência, o ovo da pobre serpente. Fui clara?
Tudo deveria ter sido oferecido com outro papel de embrulho menos austero e em certa medida, passe o trocadilho, menos embrulhado. Mais tempo, mais tento, menos pressa. Que pena! Por mim, estes professores «humilhados» mereciam, mereciam? Estão a pedir um Ofsted que lhes endireite a coluna, que os faça perceber que se deve ter cuidado com o que se deseja, que os obrigue a sair dessa cozinha provinciana onde toda a estupidez se concentra e coze em fogo lento.
E agora volto a mim de onde saio quando me apetece para voltar quando preciso, no tempo que preciso.

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SINDICATO COM DISCURSO EQUILIBRADO E FRONTAL

por Pedro Sousa em 4 de Dezembro de 2008

em País

Fiquei surpreendido com um texto publicado no DNMadeira, com o Presidente de um Sindicato a ter uma atitude pro-activa e de aviso aos seus filiados. É tão estranho em Portugal que decidi transcrever para aqui:

“As reformas implementadas pelo Governo da República ao nível da Administração Pública e muito em particular o peso que passa a assumir a avaliação do desempenho em termos de progressão na carreira, estão a preocupar o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da Região Autónoma da Madeira (STFP). Um pretexto para aquela estrutura sindical levar a cabo ontem, uma acção de esclarecimento destinada aos seus delegados sindicais.

O presidente do SFTP considera que esta reforma governamental “tem muitas implicações para o futuro dos trabalhadores”, porque representa “uma mudança radical” relativamente ao passado, justificando, por isso, uma “atenção muito especial” por parte destes.

A importância que passa a assumir a avaliação do desempenho, sustenta Ricardo Gouveia, “exige uma nova mentalidade” aos funcionários públicos, a quem aconselha, a partir de agora, a abandonarem “a postura de ligeireza” com que, normalmente, encaravam o seu processo de avaliação. Porque, acrescenta, “acabaram as épocas de dar-se boas notas a toda a gente”.

O dirigente sindical lembra, por exemplo, que os aumentos remuneratórios, antes dependentes “do simples decurso do tempo”, passam agora a “estar baseada no mérito” que por seu turno “é extraído dos resultados da avaliação”.

Com este nove cenário, Ricardo Gouveia sublinha que os funcionários públicos “têm de estar preparados para, nos momentos próprios e de acordo com o processo de avaliação, começarem a defender a sua nota desde princípio”.

O presidente do STFP conclui lembrando aos funcionários públicos que, com as novas regras, “a Administração Pública valoriza muito mais o atingir de resultados do que a maneira como os funcionários fazem o seu trabalho.”

DN Madeira – 03-12-2008

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Médicos…

por Pedro Sousa em 3 de Dezembro de 2008

em País

- Onde é que tu estavas? – Pergunta a mãe à menininha.
- No quarto, a brincar aos médicos com o Joãozinho. Ele era o médico e
eu a doente.
A mãe dá um grito e um salto da cadeira….
- Aos médicos!?!
- Médicos da Caixa, mãe… Ele nem me atendeu! dâhâhhh!!!!

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Primeiro foi o líder da Pró-Ordem dos professores, Filipe do Paulo, que apelou ontem ao diálogo com o Ministério da Educação e criticou o radicalismo da Fenprof. Posição seguida depois por Eleonora Bettencourt, do sindicato dos Professores do Pré-Escolar e Ensino Básico, ao defender a aplicação deste modelo de avaliação, depois de ainda mais simplificado, e acusar a Fenprof e a FNE de terem transformado a luta contra este modelo numa questão política.

Eleonora Bettencourt afirmou ao DN que esse é o caminho para pacificar as escolas, negociar o modelo existente. “O nosso sindicato não tem uma proposta alternativa e consideramos que uma solução baseada na auto-avaliação é muito pouco, portanto defendemos a aplicação do modelo da Ministério da Educação com as devidas rectificações”, adiantou a dirigente do SIPPEB. Opinião idêntica à de Filipe do Paulo, que foi ainda mais longe, ao qualificar de “suicidário” um modelo assente na auto-avaliação. “Manifestámo-nos a exigir simplificações e agora o Ministério acedeu a negociar e a alterar os pontos mais criticados pelos professores”, reconheceu Filipe do Paulo, que defende a negociação com o Governo, ao contrário do resto da direcção da Pró-Ordem.

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Portuguese Scientists Discover New Mechanism That Regulates Formation Of Blood Vessels

Researchers in one of the external groups of the Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), in Portugal, have discovered a novel mechanism which regulates the process whereby new blood vessels are formed and wounds heal, including chronic wounds, such as those found in diabetic patients and those suffering from morbid obesity.

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O Verdadeiro Mário Nogueira

por Pedro Sousa em 1 de Dezembro de 2008

em País

Agora que ficou encurralado, veio ao de cima o verdadeiro Mário Nogueira, ou seja, o membro do PCP. Não que isso seja qualquer mal, mas explica algumas das tiradas do líder da FENPROF.

Quando vem à televisão dizer que qualquer professor com P maiúsculo tem de fazer greve, perdeu a vergonha na cara e exerceu uma pressão inqualificável sobre aqueles que eventualmente não o queiram fazer.  Táticas oriundas dos antigos “Quem não está comigo, está contra mim”, num género de fuga para a frente de quem começa a perder o pé.

Aliás, até uma ex-delegada da FENPROF (aqui) deixou de reconhecer mérito a este senhor.

Depois do Ministério ter (com as alterações introduzidas):

- Garantido que os professores, sempre que o requeiram, possam ser avaliados por avaliadores da mesma área disciplinar;

- Deixado de considerar o parametro referente ao progressos dos resultados escolares e à redução da taxa de abandono escolar;

- Promovido a simplificação dos instrumentos de avaliação

- Dispensado, em caso de acordo, a realização de reuniões entre avaliadores e avaliado

- Tornado voluntária a avaliação da componente cientifico-pedagógica;

- Reduzido o número mínimo de aulas a observar

- Clarificado o regime de avaliação dos avaliadores;

- Alargado as acções de formação contínua consideradas na avaliação;

- Melhorado as condições de trabalho para os avaliadores

A FENPROF começou a perceber que já não vai lá com a cantiga de que quer avaliação, e radicalizou o discurso, promovendo, pelos vistos, a divisão entre professores e Professores.

Dá vontade de dizer que um socialista com S maiúsculo devia, cada vez que visse este personagem, dar uma sonora gargalhada.

Já não sei o que será melhor para os professores: a demissão da Ministra ou de Mário Nogueira.

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Se a Fenprof tivesse negociado teria estado em melhores condições para melhorar quer o estatuto quer a avaliação dos professores. Mas Mário Nogueira não está preocupado com os professores, está a servir o seu partido e a servir-se da luta dos professores para subir no partido e na central sindical.

O resultado está à vista, Mário Nogueira é o novo herói do PCP e os professores não só saíram lesados de um processo negocial em que os seus representantes optaram pelo não sistemático, como vão ser derrotados no confronto com o governo, até porque, para além do apoio de alguns jovens da JCO que foram atirar ovos à ministra, não conseguiram qualquer apoio popular.

Como se tudo isto não bastasse a última proposta apresentada pelos sindicatos, a transformação de avaliação em auto-avaliação, só mereceu uma gargalhada do país, os professores acabaram por ver a sua dignidade atingida por esta proposta ridícula.

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137 MENINAS DEVEM SER VACINADAS EM AROUCA

por Pedro Sousa em 27 de Novembro de 2008

em Arouca,País

Está em marcha a vacinação de meninas nascidas no ano de 1995, actualmente com 13 anos de idade. A campanha de vacinação contra o cancro do colo do útero arrancou no passado dia 27 de Outubro, em todo o país. Arouca não foi excepção.

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