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País

O que eu gostava de ter escrito XXII

por Pedro Sousa em 17 de Novembro de 2008

em País

Ao contrário do que alguns defendem, o Governo pode bem suportar a perda eleitoral entre os professores, que aliás nenhuma cedência agora recuperaria. O que não deve arriscar são as perdas bem maiores que teria entre os eleitores em geral, caso fosse vencido e perdesse a autoridade reformadora, que constitui o seu grande activo político e eleitoral.

daqui: http://causa-nossa.blogspot.com/2008/11/activo-poltico.html

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PARA O PSD, QUANTOS SÃO PRECISOS PARA…

por Pedro Sousa em 15 de Novembro de 2008

em País

Com 120 mil na rua a manifestar-se, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas pedem o fim da avaliação dos professores.

Se – cruzes credo – viessem a Governar o país, iam ter de fazer uma tabela de quantos manifestantes são necessários para alterar decisões de Governos democraticamente eleitos. Por exemplo:

Baixa de impostos: 270 mil

Baixa da idade da reforma: 180 mil

Fim das propinas: 140 mil

e por aí fora…

pelos vistos para a questão da avaliação eram os 120 mil.

Não é tão fácil governar assim??

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Ainda os profs – Quiz

por Pedro Sousa em 15 de Novembro de 2008

em País

Menti no post anterior e volto ao tema.

Alguma informação extra:

P: Como era o anterior sistema de avaliação?
R: O anterior processo de avaliação era constituído por um relatório de auto-avaliação e reflexão crítica entregue pelos professores aos órgãos de gestão da escola, apenas quando estavam em condições de progredir na carreira. A quase totalidade dos professores era classificada com Satisfaz. Para ter uma nota superior, era necessário que o docente requeresse a apreciação desse relatório por uma comissão de avaliação. De qualquer forma, essa classificação não tinha nenhum efeito, uma vez que todos os professores mesmo os que não faziam estes relatórios ou não davam aulas progrediam na carreira em igualdade de circunstâncias.

P: Quem avalia os professores no actual modelo?
R:. O desempenho dos professores é avaliado em duas vertentes distintas: a organizacional (cumprimento dos objectivos individuais, assiduidade, participação na vida da escola, entre outros) e a científico-pedagógica.
A avaliação da componente organizacional, de natureza hieráquico-funcional, é da responsabilidade da direcção executiva da escola; a dimensão cientifico-pedagógica é avaliada por professores coordenadores de departamento curricular (ou outros professores titulares em quem tenha sido delegada a competência de avaliação).

P: Os professores avaliam-se entre si?
R: Esta avaliação de desempenho é feita no interior da cada escola, assumindo o órgão executivo e os professores coordenadores de departamento as funções de avaliador. Não se trata, pois, de pares que se avaliam uns aos outros, mas de professores mais experientes, investidos de um estatuto específico, que lhes foi conferido pelo exercício de um poder hierárquico ou pela nomeação na categoria de professor titular.

P: Como se processa a avaliação?
R: O ciclo de avaliação inicia-se com a definição de objectivos individuais. No decurso dos dois anos que integram o ciclo de avaliação, é efectuada a observação de aulas e assegurada a recolha e sistematização de documentação. No final do ciclo, os avaliados efectuam a auto-avaliação, os avaliadores preenchem as fichas de avaliação, realiza-se a entrevista individual de avaliação, e termina com a reunião dos avaliadores para atribuição da classificação final.

P: A avaliação de desempenho exige um volume de trabalho diferente para avaliados e avaliadores. É um processo muito pesado para os professores avaliados?
R: Não. Um professor avaliado intervém no processo em dois momentos distintos: na definição dos seus objectivos individuais e na auto-avaliação.
A definição dos objectivos, que inicia o processo de avaliação, decorre de acordo com as orientações definidas, com autonomia, por cada escola. É em função destes objectivos individuais que cada professor avaliado preenche, no fim do ciclo avaliativo, a sua ficha de auto-avaliação, com base num portefólio constituído ao longo do período em avaliação.
Importa aqui referir que o número de professores avaliados é de cerca de 100 000, ou seja, 70% do total de professores.

P: E no caso dos professores avaliadores?
R: Os professores avaliadores têm um volume de trabalho maior. A direcção executiva tem que validar os objectivos individuais e assegurar o preenchimento de uma ficha de avaliação por cada professor avaliado; e o avaliador das áreas curriculares tem de garantir, para cada avaliado, a observação de aulas e preencher a respectiva ficha de avaliação científico-pedagógica.
É por este motivo que estão definidas condições especiais de horário para os professores avaliadores, designadamente, a redução de horas lectivas, bem como a atribuição às escolas de um volume de horas para serem geridas de acordo com as necessidades decorrentes do processo de avaliação.

P: É difícil para os professores constituir o seu portefólio?
R: Não, uma vez que a construção do portefólio apenas exige que o professor reúna elementos decorrentes do exercício da sua profissão. Aliás, no modelo anterior, todos os professores já tinham que organizar um portefólio para poderem ser avaliados, constituindo este o único instrumento de avaliação.

P: Que objectivos são considerados?
R: Os objectivos individuais são formulados com base em dimensões essenciais da actividade docente: a melhoria dos resultados escolares dos alunos; a redução do abandono escolar; o apoio prestado à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem; a participação na vida da escola; a relação com a comunidade; a formação contínua realizada; e a participação e a dinamização de projectos e actividades curriculares e extracurriculares

P: Porque é que os resultados escolares dos alunos são tidos em conta na avaliação dos professores?
R: Porque é importante reconhecer o mérito dos professores que, em resultado do seu trabalho com os alunos, mais contribuem para a melhoria dos resultados escolares e da qualidade das aprendizagens no contexto particular da sua escola.
Qualquer avaliação, para o ser verdadeiramente, deve englobar a actividade, o esforço, o trabalho e, necessariamente, os resultados. Por isso, impensável seria que a avaliação dos professores dissesse respeito apenas ao processo de ensino, sem qualquer referência aos resultados.

P: O que se entende por melhoria dos resultados escolares?
R: Considera-se existir melhoria dos resultados escolares quando os resultados que os alunos apresentam no final de um determinado ano lectivo indiciam que houve uma evolução relativamente a um ponto de partida, o qual, conforme decisão da escola e especificidade da situação (ano de escolaridade, disciplina, ou outra), pode ser o ano lectivo anterior ou o início do próprio ano lectivo (avaliação diagnóstica).

P: Porque existem quotas? Qual a necessidade de definir percentagens máximas para a atribuição de Muito Bom e Excelente?
R: A experiência mostra que a inexistência de quotas na avaliação de desempenho resulta numa menor capacidade de reconhecer e diferenciar o mérito no interior de uma organização. A existência de quotas significa também um critério de exigência e um padrão de avaliação. Em nenhuma organização todos são excelentes. Se assim for, é porque o padrão de excelência é incorrecto, isto é, está errada a própria definição do que é excelente.

P: Os professores serão prejudicados pelas classificações atribuídas na avaliação de desempenho?
R: Todos aqueles que obtiverem a classificação de Bom (para a qual não existe quotas) podem progredir na carreira. É de relevar ainda que ficou definido no memorando de entendimento assinado entre o Ministério e a plataforma sindical que a produção dos efeitos negativos da atribuição das classificações Regular ou Insuficiente ficasse condicionada ao resultado de uma avaliação a realizar no ciclo avaliativo seguinte. Ou seja, uma classificação negativa só terá consequências na carreira se confirmada.

 

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com uma chuva de ovos…

por Pedro Sousa em 12 de Novembro de 2008

em País

Se os alunos não gostarem de uma professora na Escola Secundária de Fafe e decidirem atirar-lhe ovos, os outros professores Dessa escola não poderão dizer nada. É que sendo coniventes com este tipo de atitudes, abrem a caixa de pandora. Depois queixem-se!!!

Dias difíceis para a ministra da Educação. Agora, foi a vez de um grupo de pelo menos 300 alunos expulsá-la literalmente de Fafe, onde pretendia entregar diplomas no âmbito do Programa Novas Oportunidades.

A situação não foi nada bonita de se ver, uma vez que os jovens decidiram receber a comitiva oficial, a meio da tarde, com uma chuva de ovos, que atingiram os automóveis onde seguiam Maria de Lurdes Rodrigues, a directora regional de Educação do Norte (Margarida Moreira), o presidente da Câmara de Fafe e o vereador da Educação, entre outros.

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CLIENTE DE UM BANCO

por Pedro Sousa em 10 de Novembro de 2008

em Estado de Espírito,País

  

Bilhete de um cliente preocupado dirigido a um banco:

 ’Dada a crise internacional que assola os bancos neste momento, se um dos meus cheques for devolvido por ‘FALTA/INSUFICIÊNCIA DE PROVISÃO’, como é que eu poderei saber se isso se refere a mim ou a vocês?’

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Para finalizar sobre a Manif dos profs…

por Pedro Sousa em 9 de Novembro de 2008

em País

2 tópicos completamente diferentes:

a) Por favor, algum professor me pode enviar por mail (pmgsousa@gmail.com) um explicação do que está mal neste processo de avaliação? Mas sem “generalidades” do género “é burocrático”. Se esse é um problema, porque é que é? Quantas horas ocupa… o que têm de fazer? Onde, com quem?? Que seja um professor que me envie um texto como se eu fosse um aluno muito burro a quem é necessário explicar tudo… tim-tim por tim-tim

 

b) 3 cartazes muito infelizes na manifestação e que vi em fotos:

- Uma faixa a dizer “Plataforma: Retirem a assinatura do memorando com o ME”. Então primeiro assinam e agora dão o dito por não dito? Que exemplo de coerência é este? E se fosse o ME a fazer o mesmo?

- Um T-shirt a dizer “Sou prof e não voto PS”. Afinal, sempre existem interesses políticos nesta manif. Nem tudo é sobre a avaliação.

- Uma criança a ser usada para estes fins, com um cartaz “A minha mãe é prof. Não tem tempo para mim. Obrigado Lurdinhas.” Espero que a professora desta criança, quando a mesma de dirigir a ela com um diminutivo, não fique indignada. Foi a mãe que ensinou… e também é professora.

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Quando a realidade ultrapassa a ficção…

por Pedro Sousa em 9 de Novembro de 2008

em País

Hoje fui ao McDonalds…

Quando fui para a fila, estava lá uma senhora com um jovem, meio dentro, meio fora da fila… Perguntei:

- A senhora está na fila?

- Estou, mas só queria fazer uma pergunta. Se calhar não vale a pena esperar tanto…

- Passe à frente de todos – digo eu – e faça a pergunta…

- Não sei… se calhar pode responder-me… aqui servem bitoque????

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Podiam ser 500 mil

por Pedro Sousa em 8 de Novembro de 2008

em País

Neste momento seria muito mais cómodo para mim ficar calado e não mostrar a minha solidariedade para com a Ministra da Educação, mas esses calculismos não me assentam bem. A manifestação hoje realizada teve muitos muitos professores, mas isso não quer dizer que a ministra não tenha razão. Talvez os professores estejam a ser penalizados agora pela passividade que revelaram no passado recente, em que as avaliações eram uma farsa. Nunca houve um mecanismo de distinguir um bom de um mau professor. Todos chegavam rapidamente ao topo da carreira independentemente do seu empenho ou capacidade.

Muitos professores denunciam que o sistema de avaliação é muito burocrático, mas essa é a sua versão dos acontecimentos, e o que diz o outro lado?

P: Quantos instrumentos de avaliação existem? É um processo muito burocrático?

R: A avaliação de desempenho prevê três fichas obrigatórias: a ficha de auto-avaliação, a ser preenchida pelo professor avaliado; a ficha de avaliação científico-pedagógica, a ser preenchida pelo professor coordenador de departamento, e a ficha de avaliação da participação em actividades escolares, a ser preenchida pela direcção executiva. Cada professor avaliado preenche, por isso, apenas uma ficha, a de auto-avaliação. As escolas têm total liberdade de elaborar outros instrumentos de registo de informação que considerem relevante para efeitos da avaliação do desempenho, que devem ser simples e claros.

P: Porque não se simplifica o processo de avaliação?

R: O sistema de avaliação procura incidir sobre todas as dimensões da actividade dos professores nas escolas. A existência de instrumentos de recolha e registo, de fichas de avaliação e de regras e procedimentos constitui uma necessidade essencial para garantia do rigor e da equidade do processo e para defesa dos avaliadores e dos avaliados.

É necessário e possível simplificar o processo de avaliação, e isso pode e deve ser feito no quadro da autonomia de cada escola.

P: Quem elabora os instrumentos de avaliação? Quem controla a qualidade das fichas?

R: Os instrumentos de registo para efeitos da avaliação do desempenho docente são elaborados e aprovados pelos Conselhos Pedagógicos das escolas, tendo em conta as recomendações que forem formuladas pelo Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Cada escola e o conjunto dos seus professores têm, por isso, autonomia para definir o que é observado e avaliado. A qualidade das fichas é controlada pelos professores no Conselho Pedagógico.

Via site do Ministério da Educação

a autoria deste post é do blog farpasdamadeira.blogspot.com

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Quando foi aprovado o novo estatuto do aluno, o PSD acusou o PS de facilitismo. Que agora era faltar à fartazana, cada um faltava o que queria ou, como disse o deputado Emídio Guerreiro “Há um grande cuidado do PS em facilitar a vida aos alunos faltosos, mas fica completamente esquecida qualquer mensagem aos alunos cumpridores, que agora não têm qualquer estímulo“.

Agora, os alunos fizeram um protesto descrito assim ”Os estudantes reclamaram hoje o direito a faltar e criticaram a obrigatoriedade da realização de uma prova de recuperação, independentemente das ausências serem justificadas ou injustificadas.“

Então em que ficamos? A FENPROF já se apercebeu disto ou alguém vai ter também de lhes explicar?

O PS promove o facilitismo ou não?

Alvissaras a quem encontrar uma posição do PSD que não seja uma posição e o seu contrário, num período de 2 meses.

Se acrescentarmos aqui a questão da Manifestação dos Professores, sugiro a leitura deste post “A Dr.ª Manuela também vai aparecer à porta das fábricas?” onde mais uma vez, Manuela Ferreira Leite defende um coisa e o seu contrário em menos de um ano. Mesmo para quem não quer falar do passado, um ano é muito pouco tempo!!

É esta a alternativa para o Governo do País?

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Sete alunos da Escola EB 2,3 de Paredes entraram, esta sexta-feira, no Hospital Padre Américo do Vale do Sousa para uma intoxicação alcoólica. O grupo havia faltado às aulas para uma bebedeira colectiva.

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