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País

Vários bons sinais na economia

por Pedro Sousa em 24 de Agosto de 2009

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Segundo o relatório Banco de Portugal sobre Julho os indicadores de actividade económica e de consumo privado subiram face ao mês anterior.

O volume de negócios no comércio a retalhe tevo um comportamento melhor do que em Junho. O mesmo se aplica à venda de automóveis ligeiros e pesados comerciais (valores trimestrais face ao trimestre homólogo).

O índice de confiança dos consumidores subiu, tal como a confiança nos sectores do comércio a retalho, serviços, construção e indústria transformadora.

O défice da balança corrente teve uma diminuição (logo melhoria) de €2477.1 milhões.

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DIZEM QUE É NERVOSISMO

por Pedro Sousa em 21 de Agosto de 2009

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Agora está na moda, quando se insiste em conhecer o programa eleitoral do PSD (se é que alguma vez vai existir… Manuela F Leite já disse que não deve haver grandes expectativas) ouvir os seguidistas dizer coisas como, “Andam sempre a falar disso… andam nervosos?”

Sim, eu ando nervoso. Mas não é porque o PSD não tenha (e dúvido q venha a ter) um programa eleitoral.  O meu nervoso miudinho deve-se ao facto de que, como vivemos numa democracia, pode acontecer que Manuela Ferreira Leite ganhe as eleições e a pobreza de ideias, falta de rasgo, bota-abaixismo e zero esperança que ela representa tomem conta do meu país.

É por isso que fico nervoso. O programa fiquem lá com ele.

Já agora uma pergunta breve: como é que alguém que é líder de um partido (principal da oposição) desde Junho de 2008, demora tanto tempo a elaborar uma alternativa? Coitados se, com ela no poder, fosse necessária acção rápida para responder, por exemplo, a uma das piores crises da história moderna.

Sim, ando nervoso. Muito nervoso… mas CONFIANTE e com ESPERANÇA!!images

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MOMENTOS ALTOS DA ENTREVISTA DE MFL

por Pedro Sousa em 21 de Agosto de 2009

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1- Sobre o “watergate-português”, Manuela Ferreira Leite disse “Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há” Por outras palavras, não interessa se a suspeita tem ou não fundamento; basta que a suspeita exista. É a política da verdade…intuida. Ferreira Leite não sabe, nem está preocupada em saber a verdade. Basta sentir — sobretudo, basta que os outros sintam. Deve ser isto que Ferreira Leite tem em mente quando diz que quer fazer política com as pessoas. Isto é puro populismo. E é preocupante;

 

2- A verdade de Ferreira Leite é que o PS está errado. A verdade de Ferreira Leite quase que cabia numa página A4. Quando confrontada com o conteúdo positivo da sua verdade, Ferreira Leite termina com algo mais ou menos assim: “a minha verdade não vai surpreender ninguém porque apesar de todos dizerem que eu não digo nada eu já disse tudo”. Não perceberam? Eu também não. E fiquei ainda mais baralhado quando disse que as medidas de Sócrates são um desastre vindo depois dizer Sócrates copia todas as suas ideias. Baralhadíssimos? Eu também;

 

3- (Advertência: esta é complicada). A verdade económica de Ferreira Leite é que os números do crescimento da Alemanha e da França são verdadeiros e que isso é bom porque mostra que a crise pode estar a passar. Já o crescimento económico português é irrelevante porque os números são meras realidades estatísticas sem qualquer significado. Por outro lado, os números Portugueses até são verdadeiros (?) só que isso é causado pela performance “lá de fora” e não por qualquer medida do actual governo. (Calma, isto ainda não acabou). Por outro lado, os números do desemprego português  são super importantes  e devem ser interpretados desconsiderando o facto do mundo (coisa pouca) estar a passar pela maior crise económica desde a grande depressão. Que o desemprego tenha disparado em todo o mundo, é irrelevante. Para Ferreira Leite só interessa uma coisa: Portugal tem a maior taxa de desemprego dos últimos 30 anos. Ficamos a saber que, apesar de ser inflexível nos princípios, pratica uma hermenêutica varíavel em tudo o resto, não porque a realidade assim o exige, mas simplesmente por que lhe dá jeito. Ferreira Leite só não é calculista nos seus princípios morais

vale a pena continuar a ler aquiimages

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FALAM DA VERDADE MAS NÃO QUEREM NADA COM ELA

por Pedro Sousa em 21 de Agosto de 2009

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WK5YMCAN438MACA629QG4CA7SAJVCCAW19T08CAGO65UHCAXQEDQMCAFQ35LFCAR6D4MXCAL9Y9UACAA8QGIUCAK46NK2CACU9RJZCA77DZEOCAFPBJ40CALSB6YNCAHJZ0GACAYAHVF6CABVA63M“Não quero saber se há escutas ou não, não quero saber se há retaliações ou não. O que é grave é que as pessoas acham que há”
Manuela Ferreira Leite, hoje na Grande Entrevista na RTP

(nota: Grande Entrevista é o nome do programa, pelos ecos que recebi a entrevista foi uma piquena e média entrevista)

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Ofertas de Emprego com forte subida

por Pedro Sousa em 19 de Agosto de 2009

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De acordo com o IEFP o número de ofertas de emprego teve em Junho uma fortíssima subida de 18,2% face ao mês anterior. Além de ser uma forte subida, o número de ofertas foi dos mais altos dos últimos 5 anos, apenas ultrapassado opr Setembro de 2008.

O relatório diz ainda que houve uma descida de desempregados entre os jovens, bem como dos trabalhadores com formações mais avançadas.

O desemprego teve uma forte queda mensal no Algarve (-5,4%) mas também desceu nos Açores, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e Centro.

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As Listas de Schindler do PSD

por Pedro Sousa em 19 de Agosto de 2009

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M. Ferreira Leite tornou-se nos últimos tempos uma espécie de Schindler a fazer listas. Coitada, não deve ter sido fácil… Mas, como se fala mais das listas do PSD do que dos programas dos outros, Ferreira Leite escusa mesmo de apresentar o seu programa. Já o tem: é a sua lista de deputados.
É verdade, uma lista de deputados à AR dá sempre pistas sobre a futura praxis governativa. Interpretemos: com Couto dos Santos nas listas, não é preciso espiar assessores de Cavaco para ver que ele vai estar metido num hipotético governo PSD. A. Preto numa escuta da PJ disse, ao abrir uma mala,”ui, nunca vi tanto dinheiro junto!” Cá está, com o PSD vem aí a recuperação económica. M. J. Nogueira Pinto na lista é sinal de um possível acordo com o PS e rejeição de P. Portas… ou o contrário. Com a Zezinha a política tem sempre um vice-versa.

in http://www.ionline.pt/conteudo/18902-as-listas-schindler-do-psd

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UMA DIFERENÇA IMPORTANTE

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2009

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Para o PSD, é a economia que gera emprego. Para o PS, é a economia, mas também as políticas activas de emprego, destinadas, por exemplo, a promover a formação profissional em contextos de trabalho, a inserção de jovens no mercado de trabalho, e a protecção de postos de trabalho ocupados por trabalhadores mais velhos.

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A VERDADE!!! (LOL)

por Pedro Sousa em 18 de Agosto de 2009

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Miguel Frasquilho a 12 de Agosto:

    “Se tivermos um número [crescimento do PIB] bastante abaixo da média europeia, não pode ser só culpa da crise”.

Entretanto, no dia seguinte, 13 de Agosto, o INE divulga os dados do 2.º trimestre de 2009 e conclui-se que o “número” de Portugal não fica bastante abaixo da média europeia, não fica abaixo da média europeia, não é negativo como a média europeia. A UE27 cai 0,3% em cadeia e Portugal cresce 0,3% em cadeia.

De imediato, ou seja, no dia 13 de Agosto, Miguel Frasquilho mete as mãos pelos pés e dá o dito por não dito:

    “É prematuro estar a tirar conclusões, como fez o primeiro-ministro hoje, de forma muito pouco responsável, dizendo que o crescimento estava de volta. Um trimestre é muito pouco e estamos a falar de números provisórios e preliminares.” Trata-se de “um crescimento em cadeia que é positivo, marginalmente positivo”. O crescimento português “foi induzido pelos números da Europa, que também foram superiores às expectativas, nomeadamente os números de França e Alemanha.”

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A CONTAR…

por Pedro Sousa em 16 de Agosto de 2009

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Já passaram 49 dias, mais de 1100 horas desde que Cavaco Silva anunciou a data das eleições legislativas e o PSD ainda não conseguiu dar uma ideia para o país.

Alguém avisou o partido que se vão realizar eleições?

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SEM DISCURSO

por Pedro Sousa em 16 de Agosto de 2009

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imagesNa quinta-feira, quando saiu a notícia de que o PIB cresceu 0,3% no último trimestre, pensei que MFL iria ficar sem discurso. Até esse momento, o seu discurso tinha apenas quatro ideias: 1) Portugal está em crise, 2) A causa dessa crise são as políticas do Governo, 3) essa crise não tem nada que ver com a crise internacional, 4) Sócrates é um aldrabão. Como conciliar estas ideias com o facto de Portugal ter sido um dos únicos cinco países europeus a apresentar algum tipo de crescimento económico desde o afundamento geral em Setembro de 2008? Como negar toda e qualquer relação (mesmo que ténue) entre as políticas do Governo e o facto de Portugal ter sido um dos últimos países europeus a entrar em recessão económica e um dos primeiros a apresentar sinais de recuperação? Certamente MFL não ignora que haver crise resulta de não haver crescimento económico? Certamente também não ignora que o desemprego só baixará se passar a haver crescimento económico? Não, claro que não ignora — ela própria tem afirmado repetidamente que os problemas do País (incluindo o desemprego) só se resolvem quando forem criadas condições para que haja crescimento económico.  Como MFL não disse nada na quinta-feira, concluí que tinha ficado mesmo sem discurso. Só lhe restava a ideia de que Sócrates é um aldrabão. Não que isso seja pouco. Pelo menos enquanto o caso Lopes da Mota não estiver encerrado, há toda uma bolha mediática que pode continuar a ser explorada até ao dia das eleições. Mas ter apenas isso é diferente de dispor de um discurso que articule um raciocínio e que apele directamente à carteira dos Portugueses: “é do facto de Sócrates ser um aldrabão que resulta, infalivelmente, a crise em que o País se encontra”. 

Na sexta-feira, quando saiu a notícia de que o desemprego subiu para 9,1% no último trimestre, MFL falou. Sem dúvida que precisou de muito sangue frio. Não é qualquer um que consegue dizer que os números do PIB se explicam pela evolução da crise internacional, mas o números do desemprego se explicam pela evolução da crise nacional. MFL já estava habituada a insistir na ficção de que a crise internacional e a crise nacional são duas coisas separadas. Mas agora acrescenta que os números do PIB e os números do desemprego também são coisas separadas. E isto é realmente novo. Afinal, a nossa crise não tem nada que ver com o crescimento económico, visto que este flutua exclusivamente em função da crise internacional e diz respeito apenas à crise internacional. Afinal, a nossa crise é apenas uma crise de falta de emprego, que não está relacionada com a falta de crescimento económico (pois, se estivesse, estaria relacionada com a crise internacional). Afinal, não há qualquer relação entre o emprego e o crescimento económico. O facto de o desemprego ter aumentado menos neste trimestre do que no anterior é irrelevante; o facto de os números do desemprego tardarem sempre a acompanhar os do PIB, também (visto que nem há relação entre eles).

aqui

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