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País

Afinal Portugal pode mudar

por Pedro Sousa em 12 de Agosto de 2009

em País

Dizia-se que era necessário despedir funcionários públicos, que haviam 150 000 a mais, Miguel Cadilhe até sugeriu que se vende ouro do Banco de Portugal para financiar o despedimento desses 150 mil trabalhadores. A intenção não é nova, Cavaco Silva já tinha feito listas de “disponíveis” quando foi primeiro-ministro, só não avanço por cobardia política e oportunismo eleitoral. Mas há quem não fique contente, quem defenda que o Estado deve empregar todos os professores (porque não outros profissionais), que há trabalhadores precários, etc., etc., não admira, “ao mau cagador até as calças empatam”.

Dizia-se que o Estado gerava atraso, burocracia e corrupção, mas em décadas nenhum governo correu o risco de perder votos e tudo foi ficando na mesma, ou pior. Mas foi possível reformar o Estado, modernizar e simplificar procedimentos, adoptar novos métodos de gestão e reduzir serviços. É evidente que se cometeram erros, mas é impossível reformar o Estado sem dar oportunidade a que se apontem erros. Fez-se tanto neste domínio que até a durona Ferreira Leite se converteu aos apoios sociais.

Dizia-se que o país estava condenado à falência devido à sua dependência energética, mas durante décadas nada se fez, de vez em quando discute-se a solução nuclear mas tudo fica na mesma. Hoje Portugal é um caso de sucesso no domínio das energia renováveis, ao ponto de atrair o interesse internacional e ser escolhido para investimentos importantes neste domínio.

Dizia-se que as escolas públicas não tinham a qualidade desejável, que serviam mais os seus profissionais do que os seus professores, mas nada se fez, o sistema de ensino estava refém dos sindicalistas que o PCP designa para assegurarem que as escolas são uma ilha do passado num futuro cada vez mais complexo. Investiu-se na modernização das escolas, na mudança do modelo de gestão, na melhoria da prestação profissional dos professores.

Dizia-se que o problema do país era a qualificação da mão-de-obra mas pouco ou nada se fez, desviaram-se rios de dinheiro para enriquecimento da clientela do cavaquismo, ao longo de anos Portugal nada melhorou neste capítulo, confrontando-se com grandes mudanças tecnológicas. Promoveram-se programas como o Magalhães e o e-escolinha e uma boa parte das nossas crianças usam a internet e levam o seu conhecimento às famílias, muitos portugueses regressaram à escola graças às “Novas Oportunidades”.

Como era de esperar tudo foi mau, os sindicatos não gostam que o Estado seja modernizado, o Pacheco Pereira ficou preocupado com os malefícios do Magalhães e do e-escolinha, as corporações uniram-se aos “Velhos do Restelo” para dar a pior imagem possível do país porque para as nossas elites da treta mudar significa perda de importância.

Mas apesar de tudo o país mudou e são cada vez mais as vozes estrangeiras que o reconhecem, que não dão ouvidos à gente pequena deste país.

Foram cometidos erros? Foram sim senhor, mas oxalá que na história recente do país os erros tivessem resultado da tentativa de melhorar em vez da condenação do país á inércia.

In http://www.jumento.blogspot.com/
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SOBRE A VERDADE (LOL) DE MFL – FRACA E INVERDADEIRA

por Pedro Sousa em 11 de Agosto de 2009

em País

«Falando sobre o caso de António Preto, a líder do PSD afirmou que “não foi a única pessoa” a incluir António Preto nas listas de candidatos a deputados e defendeu que se o excluísse estaria a “antecipar-se” em relação à Justiça.
Manuela Ferreira Leite lembrou que António Preto é “alguém que é deputado” e que já é deputado “há mais de uma legislatura“. “Não sou a única pessoa que o incluiu como arguido, já na anterior lista isso foi feito e ninguém disse nada, isso é um aspecto fundamental“, disse.»

Sem disfarces nem camuflagens:

- Uma líder política que tenta justificar a inclusão de Preto desta forma tão enviesada não fala verdade nem advoga a transparência;
- Uma candidata a primeiro-ministro que tenta alicerçar as suas (más) escolhas deste modo intelectualmente tão boçal não tem categoria para formar Governo.

in http://blasfemias.net/2009/08/11/fraca-e-inverdadeira/

Manuela Ferreira Leite disse hoje: “[António Preto] não está acusado de nada no exercício de funções públicas. As leis que falam sobre a matéria são todas exclusivamente relacionadas com actos que alguém tenha praticado no exercício de funções públicas. Não é o caso, são casos de natureza privada sobre os quais eu não tenho que me pronunciar, tenho apenas que esperar aquilo que legitimamente todos devem esperar que é a decisão da Justiça, eu não tenho o direito de me antecipar dando eu a minha própria sentença”.

Marques Mendes escreveu no seu livro Mudar de Vida: “Em democracia a ética não se confunde com a lei. (…) Será que um responsável político – governante, deputado ou autarca – não está politicamente diminuído e fragilizado nas condições para o exercício pleno do seu cargo se sobr ele existirem fundadas suspeitas, por exemplo, da prática de crime de corrupção? Para mim, é óbvio que sim”.

in http://elevadordabica.blogspot.com/2009/08/descubra-as-diferencas.html

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Opinião: Uma escolha decisiva

por Pedro Sousa em 11 de Agosto de 2009

em País

O Partido Socialista, cumprindo com seriedade e sentido das responsabilidades o seu dever democrático, apresentou já, publicamente, o seu programa eleitoral. É um programa de ambição e de futuro. Mas é também um programa com prioridades muito claras: vencer a crise, modernizar o País, reduzir as desigualdades sociais.

[...]

Dirigimos o foco da nossa atenção, claramente, para as urgências do tempo presente: superar a crise que veio de fora, relançar a economia e promover o emprego. Mas apontamos, também, o caminho do futuro – de que não podemos desistir – para uma economia mais forte e competitiva: prosseguir o movimento de modernização da economia e do Estado, reforçar as qualificações, continuar a reduzir a dependência energética, valorizar as exportações.

[...]

A pouco mais de um mês das eleições legislativas, o contraste não poderia ser maior. O PS, como lhe compete, apresenta os resultados de quatro anos de reformas que, apesar de todas as dificuldades, permitiram pôr as contas públicas em ordem, retirar a segurança social da situação de alto risco, modernizar e simplificar a administração pública, generalizar o acesso às novas tecnologias de informação, levar a economia portuguesa a uma balança tecnológica positiva, colocar Portugal na dianteira nas energias renováveis, reduzir o abandono e o insucesso escolar, desenvolver o ensino profissional, melhorar os cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde e concretizar toda uma nova geração de políticas sociais, que reduziu a pobreza e as desigualdades, aumentou o salário mínimo e reforçou em muito o apoio às famílias.

[...]

Mas a direita não tem como esconder a sua verdadeira face: o regresso ao passado. Quatro anos volvidos, a direita não tem melhor para propor que as mesmas ideias e as mesmas pessoas. Mesmas ideias e mesmas pessoas que, ainda há pouco, em condições bem mais favoráveis, fracassaram totalmente na governação. Falam, por vezes, como se tudo estivesse esquecido. Não: nós sabemos o que a direita fez no Governo passado.

[...]

Os portugueses sabem que sempre puderam contar com o PS nos momentos difíceis. Nós não somos daquela esquerda que se limita a protestar, dispensando-se da maçada de contribuir para a solução de qualquer problema. Estamos bem conscientes de que a nossa responsabilidade é realizar as políticas públicas necessárias para responder aos problemas e às necessidades das pessoas. E é isso que queremos continuar a fazer, com toda a energia e com toda a determinação, com base num novo compromisso. Com confiança nos portugueses e com confiança no futuro.

texto completo no JN aqui

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Tem de ir à faca…

por Pedro Sousa em 10 de Agosto de 2009

em País

“Na proposta do PP há dinheiro para quase tudo, na do BE há dinheiro para tudo e ainda sobra. Chovem subsídios para todos os fins e basta combater a evasão fiscal para se arranjar dinheiro para tudo. Acaba-se a pobreza, aumenta-se o preço do pescado, empregam-se todos os professores e jovens licenciados, dão-se benefícios fiscais para todas as maleitas, reduzem-se as taxas de juro à habitação para níveis simbólicos, proíbem-se os despedimentos nas empresas com lucros. Quem se sujeita a uma cirurgia se pode resolver o problema no endireita, dá-se um puxão daqui, outro dali e o doente vai a saltar para casa.

A alternativa da direita é uma versão pretensamente séria da proposta de Louçã, onde o país tem problemas o PSD encontra soluções e o CDS não tem ideias mas está lá para ajudar Ferreira Leite se esta chegar a São Bento. O que pensa Manuela Ferreira Leite? Eu duvido que ela pense muito, nunca tive a sua inteligência em grande conta e tanto quanto se sabe terá sido uma razoável directora-geral da Contabilidade Pública.

O projecto de Sócrates é uma seca, combater o desemprego sem a genialidade de Louçã, assegurar o crescimento económico sem as propostas de Ferreira Leite e resolver o problema das pesca sem as ideias de Portas torna tudo difícil. Com Sócrates o doente não vai ao endireita nem se cura com acupunctura, tem mesmo de ir à faca e isso é coisa de que ninguém gosta.

O mais curioso é que os que julgam que vão ao endireita de Louçã vão acabar por ter uma desilusão, acabarão no consultório da Dra. Ferreira Leite onde em vez de agulhinhas vão acabar por ser operados, muito provavelmente sem anestesia.”

Texto Original d´O Jumento

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Nuvem de fumo

por Pedro Sousa em 8 de Agosto de 2009

em País

Em tempos, Manuela Ferreira Leite afirmou que não fazia propostas para não dar ideias ao PS. Em contrapartida o PS não se coibiu de dar ideias ao País e ao PSD. Divulgou um programa detalhado e ambicioso para fazer avançar Portugal e aprovou listas de candidatos com debate interno, transparência e abertura.

mais aqui

http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6196464482293402905

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COERÊNCIA

por Pedro Sousa em 6 de Agosto de 2009

em Estado de Espírito,País,Repita lá?!?!?!?

Maria José Nogueira Pinto vai ser candidata do PSD ao parlamento. Temos portanto:

a) Militante do PP e vereadora em Lx pelo PP

b) Apoante do candidato PS para a Câmara de Lisboa

c) Nas listas do PSD para o Parlamento

d) Vergonha na cara, Não??????

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ULTIMA HORA – André Almeida

por Pedro Sousa em 5 de Agosto de 2009

em Arouca,País

O que corre na net é que o deputado André Almeida estará em 10º lugar na lista de Aveiro.

O PSD poderá eleger 8 deputados (a não ser que tenha uma vitória esmagadora). No entanto, existem sempre as subsituições ou saídas.

Contaremos novamente com um deputado arouquenses na Assembleia?

Queria no entanto ressalvar que, dado que André Almeida esteve contra Manuela Ferreira Leita nas eleições do Partido, o facto de ele estar na lista é demonstrativo da qualidade do trabalho que desenvolveu.

Pena ser no partido errado!!

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Ainda há quem acredite?

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em País

Já defendi aqui que as promessas fazem parte da campanha política. Não existem campanhas sem promessas ou sem compromissos.

Após as eleições, cada um no seu cargo, terá de procurar forma de dar corpo às promessas apresentadas. Entretanto o mundo gira, a economia sobe e/ou desce, as entidades/pessoas com quem interagimos têm posições perto ou longe das nossas, etc, etc.

Dizer o que disse Manuela Ferreira Leite é uma vigarice política, sem vergonha, porque nem tudo está no seu controlo. E o que disse MFL:

“Tenho a ideia absolutamente categórica de que não farei nenhuma proposta que não seja exequível na prática”

MENTIRA!

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ESSA TRETA DO MAGALHÃES

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em País

A Bélgica, o Luxemburgo, os Emirados Árabes Unidos, a Hungria, a Roménia, Macau, Moçambique, a Argentina e Cabo Verde já adoptaram o Magalhães. Agora, segundo o i, também a Espanha vai ter o seu Magalhães:

    ‘No próximo ano lectivo, todos os alunos espanhóis de dez e 11 anos vão ter um computador de baixo custo feito à imagem e semelhança do português Magalhães. A experiência tecnológica feita em Portugal impressionou tanto o chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, que está em marcha um projecto decalcado do “e-escolinhas” de José Sócrates. Chama-se “Escuela 2.0″ e vai distribuir 420 mil portáteis educativos aos alunos do quinto ano de escolaridade.’

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QUE VERDADE?

por Pedro Sousa em 4 de Agosto de 2009

em País

Centremo-nos no único ponto passível de discussão: a Verdade. Para Ferreira Leite, a nossa verdade é o endividamento: não há dinheiro para nada e o PS, se insistir na sua política de investimentos, vai levar-nos à ruína. Dito assim, impressiona. Estamos perante uma reedição do discurso da tanga. Mas, e independentemente da nossa avaliação sobre a estratégia de desenvolvimento proposta pelo PS, a verdade, em si mesma, não é nem nunca poderá ser um programa político, pois um programa implica duas coisas: um diagnóstico sobre a situação do país e um compromisso com um plano de acção. Desde Aristóteles que a política é entendida como uma forma de acção, mas Ferreira Leite decidiu inovar e propõe uma alternativa: a resignação e a passividade estóica.

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